A candidatura aprovada por um programa europeu abre caminho a mudanças no centro histórico e na frente ribeirinha
Uma rua com passeios difíceis de percorrer, um banco que faz falta a quem precisa de descansar ou um obstáculo que transforma uma deslocação banal numa dificuldade. São pequenos detalhes do espaço público que podem fazer uma grande diferença na vida de muitas pessoas. E é precisamente sobre a forma como uma cidade responde a estas necessidades que o Montijo se prepara para trabalhar. Um projeto europeu quer aproximar gerações, devolver espaço à memória coletiva e testar soluções para tornar as ruas e a frente ribeirinha mais acessíveis.| O centro histórico também será abrangido pelo projeto |
O município quer experimentar novas soluções de urbanismo de proximidade, com particular atenção às pessoas idosas, à acessibilidade e à recuperação da memória coletiva do centro histórico. A ambição passa também pela criação de um corredor verde ribeirinho adaptado às necessidades desta população, num projeto que pretende juntar diferentes gerações à discussão sobre o futuro dos espaços públicos.
A oportunidade ganhou forma com a aprovação da candidatura do Montijo à rede europeia HERI+AGE, integrada no programa URBACT IV. O anúncio foi feito pelo vereador Pedro Vieira na reunião de Câmara de 28 de Outubro. A participação municipal representa um investimento previsto de cerca de 110 mil euros, com uma comparticipação europeia de 65 por cento.
O que pode mudar quando a cidade é pensada a partir das pessoas?
Mais do que desenhar novas soluções no papel, o projeto pretende experimentá-las no terreno. O município aponta a instalação de mobiliário inclusivo, a eliminação de barreiras arquitetónicas e a valorização da memória coletiva no centro histórico como algumas das áreas de intervenção.
A intenção é perceber como os espaços podem responder melhor a quem neles circula, trabalha, convive ou simplesmente procura um lugar para descansar. Uma cidade acessível não se mede apenas pela existência de infraestruturas: mede-se também pela possibilidade de as pessoas as utilizarem com autonomia e segurança.
"Vamos testar no terreno soluções reais, mobiliário inclusivo, eliminação de barreiras arquitetónicas e reativação da nossa memoria coletiva no centro histórico", afirmou Pedro Vieira.
Mas há outro elemento que pode fazer a diferença: a participação da comunidade. Pessoas idosas, jovens, estudantes e comerciantes locais deverão ser envolvidos na identificação dos problemas e na construção das respostas a experimentar.
A ideia é cruzar experiências e necessidades que nem sempre coincidem. Aquilo que um jovem considera uma deslocação simples pode representar uma dificuldade para alguém com mobilidade condicionada. E aquilo que hoje parece apenas um espaço antigo pode guardar histórias que fazem parte da identidade do Montijo.
Mais do que desenhar novas soluções no papel, o projeto pretende experimentá-las no terreno. O município aponta a instalação de mobiliário inclusivo, a eliminação de barreiras arquitetónicas e a valorização da memória coletiva no centro histórico como algumas das áreas de intervenção.
A intenção é perceber como os espaços podem responder melhor a quem neles circula, trabalha, convive ou simplesmente procura um lugar para descansar. Uma cidade acessível não se mede apenas pela existência de infraestruturas: mede-se também pela possibilidade de as pessoas as utilizarem com autonomia e segurança.
"Vamos testar no terreno soluções reais, mobiliário inclusivo, eliminação de barreiras arquitetónicas e reativação da nossa memoria coletiva no centro histórico", afirmou Pedro Vieira.
Mas há outro elemento que pode fazer a diferença: a participação da comunidade. Pessoas idosas, jovens, estudantes e comerciantes locais deverão ser envolvidos na identificação dos problemas e na construção das respostas a experimentar.
A ideia é cruzar experiências e necessidades que nem sempre coincidem. Aquilo que um jovem considera uma deslocação simples pode representar uma dificuldade para alguém com mobilidade condicionada. E aquilo que hoje parece apenas um espaço antigo pode guardar histórias que fazem parte da identidade do Montijo.
Uma oportunidade que ultrapassa as fronteiras do concelho
A candidatura foi escolhida num universo de mais de 90 propostas, que envolveram mais de 600 cidades europeias. O Montijo passa agora a trabalhar em rede com Novi Sad, na Sérvia, Olomouc, na Chéquia, Bistrița, na Roménia, Geel, na Bélgica, Nicósia, em Chipre, e Turim, em Itália.
A cooperação permitirá partilhar experiências e conhecer diferentes formas de enfrentar desafios relacionados com o envelhecimento da população, a acessibilidade e a utilização dos espaços urbanos.
"O Montijo assume um papel na linha da frente da inovação urbana na Europa", destacou o vereador.
A candidatura resulta de um trabalho conjunto entre o pelouro do Planeamento, liderado por Pedro Vieira, do PSD, e o pelouro da Ação Social, coordenado pela vereadora Céu Simões, do MVC.
Para o Montijo, começa agora o trabalho de transformar uma oportunidade europeia em soluções que façam sentido na vida quotidiana. Porque uma cidade não se torna mais inclusiva apenas por ter melhores projetos ou novas infraestruturas. Torna-se mais inclusiva quando ninguém sente que as ruas, os espaços públicos ou a passagem dos anos o deixam para trás.
E talvez seja essa a verdadeira medida do sucesso desta iniciativa: perceber se, no futuro, o Montijo será uma cidade mais fácil de percorrer, mais agradável para viver e onde todas as gerações encontram o seu lugar. Pelo menos, é esse o objetivo do projeto europeu.
A candidatura foi escolhida num universo de mais de 90 propostas, que envolveram mais de 600 cidades europeias. O Montijo passa agora a trabalhar em rede com Novi Sad, na Sérvia, Olomouc, na Chéquia, Bistrița, na Roménia, Geel, na Bélgica, Nicósia, em Chipre, e Turim, em Itália.
A cooperação permitirá partilhar experiências e conhecer diferentes formas de enfrentar desafios relacionados com o envelhecimento da população, a acessibilidade e a utilização dos espaços urbanos.
"O Montijo assume um papel na linha da frente da inovação urbana na Europa", destacou o vereador.
A candidatura resulta de um trabalho conjunto entre o pelouro do Planeamento, liderado por Pedro Vieira, do PSD, e o pelouro da Ação Social, coordenado pela vereadora Céu Simões, do MVC.
Para o Montijo, começa agora o trabalho de transformar uma oportunidade europeia em soluções que façam sentido na vida quotidiana. Porque uma cidade não se torna mais inclusiva apenas por ter melhores projetos ou novas infraestruturas. Torna-se mais inclusiva quando ninguém sente que as ruas, os espaços públicos ou a passagem dos anos o deixam para trás.
E talvez seja essa a verdadeira medida do sucesso desta iniciativa: perceber se, no futuro, o Montijo será uma cidade mais fácil de percorrer, mais agradável para viver e onde todas as gerações encontram o seu lugar. Pelo menos, é esse o objetivo do projeto europeu.
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