Mulher fica em prisão preventiva por suspeita de matar o marido em Corroios

Investigação da Polícia Judiciária leva à detenção de mulher

Uma discussão entre um casal terminou de forma trágica numa habitação em Corroios, no concelho do Seixal. A Polícia Judiciária deteve uma mulher de 54 anos por suspeitas de ter matado o marido, de 57, num caso que a investigação enquadra num contexto de alegada violência doméstica prolongada e que culminou com a aplicação da medida de coação de prisão preventiva.
Prisão preventiva para a mulher suspeita de matar o marido

O Departamento de Investigação Criminal de Setúbal da Polícia Judiciária identificou e deteve, fora de flagrante delito, a alegada autora do homicídio, ocorrido a 29 de Junho na casa onde o casal residia, na Rua Sarmento Pimentel, em Corroios.
Segundo a Polícia Judiciária, a investigação permitiu apurar que "o homicídio ocorreu na sequência de mais uma discussão entre o casal", episódio que acabou por resultar na morte do homem, de 57 anos.
A mulher permaneceu sempre na residência após os factos e nunca tentou fugir, tendo sido detida na sequência das diligências desenvolvidas pelos inspetores. Presente a primeiro interrogatório judicial, ficou sujeita à medida de coação de prisão preventiva.

Sequência dos factos foi reconstruída
De acordo com os elementos recolhidos durante a investigação, a suspeita terá começado por agredir o marido várias vezes na cabeça com uma frigideira, levando-o a perder os sentidos.
A Polícia Judiciária refere que, "aproveitando o facto de ter conseguido incapacitar momentaneamente o marido", a mulher muniu-se de uma faca de cozinha e desferiu um golpe no pescoço, ferimento que acabou por provocar a morte da vítima.
Os investigadores indicam ainda que a mulher seria vítima de violência doméstica há vários anos, embora nunca tenham sido apresentadas queixas formais às autoridades.

Autópsia confirmou a causa da morte
Numa primeira fase, a suspeita não assumiu o homicídio e apresentou uma versão dos acontecimentos que não correspondia às conclusões da investigação.
Foi a conjugação dos vestígios recolhidos no local, dos restantes meios de prova e dos resultados da autópsia realizada no Instituto de Medicina Legal que permitiu esclarecer as circunstâncias da morte.
Segundo a Polícia Judiciária, essas diligências culminaram na detenção da mulher, entretanto indiciada pelo crime de homicídio qualificado.
Com a validação judicial dos indícios recolhidos, o Tribunal de Instrução Criminal determinou que a suspeita aguardasse o desenrolar do processo em prisão preventiva.

Agência de Notícias 
Fotografia: Design ADN


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