Moradores exigem fim da cobrança no Nó da Quinta da Queimada e denunciam injustiça diária
A contestação à portagem da A33 no Nó da Quinta da Queimada está a ganhar novo fôlego na Charneca de Caparica e Sobreda. Residentes, trabalhadores e utilizadores frequentes da via avançaram com uma petição que exige o fim da cobrança ou, em alternativa, a criação de um regime de isenção, defendendo que a atual situação penaliza milhares de deslocações locais e agrava os problemas de mobilidade urbana no concelho de Almada.![]() |
| Moradores exigem o fim da portagem da Quinta da Queimada |
A iniciativa, promovida pelo Grupo dos Amigos da Charneca de Caparica e Sobreda, sustenta que o pórtico instalado naquele ponto da A33 incide sobre um percurso de reduzida extensão que funciona, na prática, como acesso local às duas freguesias. Os peticionários consideram que os moradores são obrigados a suportar um custo diário para circular dentro do próprio território, sem disporem de uma alternativa rodoviária equivalente, segura e gratuita.
A discussão em torno desta portagem não é recente. Os subscritores recordam que, em 2012, foi apresentada uma petição, cujo objetivo passava pela isenção da cobrança no troço compreendido entre Casas Velhas e a futura rotunda da Quinta da Queimada.
Contudo, segundo os promotores da nova iniciativa, a proposta acabou por ser analisada como se pretendesse eliminar as portagens em toda a A33/IC32. Essa interpretação terá aumentado artificialmente o impacto financeiro da medida e contribuído para que o problema fosse arquivado sem uma solução concreta para a realidade vivida pelos residentes da Charneca de Caparica e Sobreda.
"O objetivo sempre foi resolver uma situação local específica e não eliminar as portagens em toda a via", defende o Grupo dos Amigos da Charneca de Caparica e Sobreda.
Contudo, segundo os promotores da nova iniciativa, a proposta acabou por ser analisada como se pretendesse eliminar as portagens em toda a A33/IC32. Essa interpretação terá aumentado artificialmente o impacto financeiro da medida e contribuído para que o problema fosse arquivado sem uma solução concreta para a realidade vivida pelos residentes da Charneca de Caparica e Sobreda.
"O objetivo sempre foi resolver uma situação local específica e não eliminar as portagens em toda a via", defende o Grupo dos Amigos da Charneca de Caparica e Sobreda.
Trânsito, congestionamento e pressão sobre o centro da freguesia
Os peticionários argumentam que a construção da atual A33 aproveitou o corredor viário que servia de alternativa à antiga EN377, sem que fosse mantida uma opção gratuita com características semelhantes.
Na prática, afirmam, a cobrança de portagem acabou por desincentivar a utilização daquela via e empurrou mais tráfego para a estrada que atravessa o centro da Charneca de Caparica. Como consequência, registam-se congestionamentos frequentes, aumento dos tempos de deslocação e uma maior pressão sobre o espaço urbano.
Para os moradores, a manutenção desta situação representa uma penalização injusta para quem vive, trabalha ou estuda na freguesia, contribuindo ainda para mais ruído, poluição e degradação da qualidade de vida.
"O atual modelo funciona como um verdadeiro imposto encapotado sobre a população local", sustenta o Grupo dos Amigos da Charneca de Caparica e Sobreda.
Os peticionários argumentam que a construção da atual A33 aproveitou o corredor viário que servia de alternativa à antiga EN377, sem que fosse mantida uma opção gratuita com características semelhantes.
Na prática, afirmam, a cobrança de portagem acabou por desincentivar a utilização daquela via e empurrou mais tráfego para a estrada que atravessa o centro da Charneca de Caparica. Como consequência, registam-se congestionamentos frequentes, aumento dos tempos de deslocação e uma maior pressão sobre o espaço urbano.
Para os moradores, a manutenção desta situação representa uma penalização injusta para quem vive, trabalha ou estuda na freguesia, contribuindo ainda para mais ruído, poluição e degradação da qualidade de vida.
"O atual modelo funciona como um verdadeiro imposto encapotado sobre a população local", sustenta o Grupo dos Amigos da Charneca de Caparica e Sobreda.
Novo contexto nacional reforça reivindicação
A petição surge também num momento em que o debate sobre portagens voltou à agenda nacional. Os subscritores destacam que, no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para 2026, a Assembleia da República aprovou a isenção total de portagens na A25, além de regimes específicos de isenção ou suspensão da cobrança em troços da A2 e da A6.
Perante estas decisões, os promotores consideram difícil compreender a manutenção da cobrança no Nó da Quinta da Queimada, defendendo que a situação da Charneca de Caparica e Sobreda merece tratamento semelhante.
Segundo a petição, o que está em causa não é a atribuição de um privilégio, mas sim a correção de uma desigualdade que afeta há anos os residentes destas localidades do concelho de Almada.
A petição surge também num momento em que o debate sobre portagens voltou à agenda nacional. Os subscritores destacam que, no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para 2026, a Assembleia da República aprovou a isenção total de portagens na A25, além de regimes específicos de isenção ou suspensão da cobrança em troços da A2 e da A6.
Perante estas decisões, os promotores consideram difícil compreender a manutenção da cobrança no Nó da Quinta da Queimada, defendendo que a situação da Charneca de Caparica e Sobreda merece tratamento semelhante.
Segundo a petição, o que está em causa não é a atribuição de um privilégio, mas sim a correção de uma desigualdade que afeta há anos os residentes destas localidades do concelho de Almada.
O que pedem os subscritores
No documento dirigido à Assembleia da República, os peticionários apresentam três soluções possíveis.
A primeira passa pela abolição imediata da portagem no pórtico da A33/IC32 localizado no Nó da Quinta da Queimada.
Caso essa medida não avance de forma imediata, é defendida a criação de um regime de isenção para residentes e trabalhadores das freguesias diretamente afetadas, à semelhança dos mecanismos aprovados para outros troços rodoviários do país.
Como terceira alternativa, é proposta a avaliação técnica da deslocação do pórtico algumas centenas de metros para um segmento efetivamente interurbano, evitando que deslocações locais continuem a ser taxadas e reduzindo o desvio de tráfego para o interior da freguesia.
No apelo final, os subscritores afirmam que recusam continuar a ver a Charneca de Caparica e a Sobreda tratadas como territórios de segunda linha e exigem que seja corrigida aquela que classificam como uma injustiça com mais de uma década.
No documento dirigido à Assembleia da República, os peticionários apresentam três soluções possíveis.
A primeira passa pela abolição imediata da portagem no pórtico da A33/IC32 localizado no Nó da Quinta da Queimada.
Caso essa medida não avance de forma imediata, é defendida a criação de um regime de isenção para residentes e trabalhadores das freguesias diretamente afetadas, à semelhança dos mecanismos aprovados para outros troços rodoviários do país.
Como terceira alternativa, é proposta a avaliação técnica da deslocação do pórtico algumas centenas de metros para um segmento efetivamente interurbano, evitando que deslocações locais continuem a ser taxadas e reduzindo o desvio de tráfego para o interior da freguesia.
No apelo final, os subscritores afirmam que recusam continuar a ver a Charneca de Caparica e a Sobreda tratadas como territórios de segunda linha e exigem que seja corrigida aquela que classificam como uma injustiça com mais de uma década.


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