Nove municípios traçam estratégia para captar mais financiamento europeu até 2034
Mais investimento, mais oportunidades de financiamento europeu e uma estratégia comum para os próximos anos. É este o caminho que a Península de Setúbal quer começar a desenhar com a criação do Plano Estratégico 2028-2034, um documento que poderá influenciar futuras decisões em áreas como o desenvolvimento económico, a sustentabilidade, a inovação e a qualidade de vida na região.
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| Autarcas preparam região para o próximo ciclo de fundos europeus |
A decisão foi tomada durante a reunião ordinária do Conselho Intermunicipal da Península de Setúbal, realizada em Palmela, onde foi adjudicada a elaboração do estudo "Península de Setúbal - Plano Estratégico 2028-2034".
Considerado um instrumento estruturante para o futuro da região, o documento irá definir uma visão estratégica para os próximos anos, identificando prioridades e estabelecendo um plano de ação capaz de responder aos desafios económicos, sociais, territoriais e ambientais que se colocam aos nove municípios da Península de Setúbal.
"A elaboração deste estudo é indispensável para posicionar estrategicamente a Península de Setúbal perante o novo Quadro de Financiamento Plurianual", sublinha a Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal.
O objetivo passa por garantir que a região entra no próximo ciclo de financiamento europeu com uma estratégia sólida, alinhada com as políticas públicas nacionais e com os instrumentos de planeamento regional, aumentando a capacidade de atrair investimento e concretizar projetos estruturantes.
Planeamento para captar investimento europeu
Mais do que um documento estratégico, o plano agora adjudicado pretende preparar a Península de Setúbal para aproveitar as oportunidades que surgirão no próximo ciclo de financiamento europeu.
Segundo a entidade intermunicipal, o estudo permitirá realizar uma análise aprofundada das dinâmicas económicas, sociais, ambientais e territoriais da região, identificando desafios, potencialidades e áreas prioritárias de intervenção.
"A definição de uma estratégia integrada permitirá reforçar a capacidade de planeamento intermunicipal e potenciar novas oportunidades de financiamento", destaca a Comunidade Intermunicipal.
Entre os principais objetivos encontram-se a identificação de eixos estratégicos ligados à competitividade económica, à coesão social e territorial, à inovação, à sustentabilidade ambiental e à melhoria da qualidade de vida das populações.
O processo incluirá também a participação dos municípios, entidades regionais, parceiros económicos e sociais, permitindo construir uma estratégia partilhada para o desenvolvimento da região até 2034.
A comunidade intermunicipal considera que este trabalho será determinante para reforçar a identidade territorial da Península de Setúbal e orientar futuros investimentos capazes de responder às necessidades e ambições da região.
Decisões estratégicas aprovadas em Palmela
A reunião realizada em Palmela ficou igualmente marcada pela aprovação de vários instrumentos considerados relevantes para o funcionamento e governação da estrutura intermunicipal.
Os municípios aprovaram o Regimento do Conselho Intermunicipal da Península de Setúbal e ratificaram o Regimento do Conselho Estratégico para o Desenvolvimento da Península de Setúbal.
Foi ainda ratificada a proposta de adesão e assinatura do Memorando de Entendimento para a Neutralidade Carbónica do Território Arrábida, reforçando o compromisso da região com os objetivos de sustentabilidade e transição climática.
Os autarcas aprovaram igualmente a segunda alteração permutativa ao Orçamento e às Grandes Opções do Plano para o período 2026-2030.
Região prepara o futuro da próxima década
Para os responsáveis da Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal, estas decisões representam mais um passo na consolidação da organização e na concretização do Plano de Ação aprovado para 2026.
"A construção de uma estratégia participada é essencial para transformar a Península de Setúbal numa Região de Competitividade, Inovação e Sustentabilidade", refere a entidade.
A aposta passa por criar condições para atrair mais investimento, fortalecer a economia regional, responder aos desafios das alterações climáticas e promover um desenvolvimento equilibrado entre os diferentes concelhos.
A estrutura intermunicipal defende que o crescimento económico deve caminhar lado a lado com a inclusão social, a coesão territorial e o bem-estar das populações.
"A Península de Setúbal pretende afirmar-se como uma região onde o crescimento económico se traduz em equilíbrio territorial, oportunidades para todos e desenvolvimento sustentável", conclui o documento.
A Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal é composta pelos municípios de Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal.

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