Monte Caparica Atlético Clube e Os Amarelos trocam acusações após incidente em jogo juvenil
Momentos de tensão e medo marcaram um jogo de juvenis em Setúbal, depois de ter sido denunciada a alegada presença de uma arma de fogo dentro do recinto desportivo. O caso, ocorrido no Campo Municipal Júlio Adrião, envolveu atletas menores, árbitros e adeptos, obrigando ao recolhimento das equipas aos balneários e à intervenção da PSP, numa situação que está agora a dividir o Monte Caparica Atlético Clube e o GD Os Amarelos.![]() |
| Alerta de arma no estádio travou jogo de juvenis |
O encontro realizou-se no passado sábado e terminou envolto em polémica, depois de o Monte Caparica Atlético Clube ter publicado um comunicado nas redes sociais a relatar "graves acontecimentos" durante a partida frente ao GD Os Amarelos.
Segundo o clube da Caparica, tudo decorria com normalidade dentro das quatro linhas até ao momento em que um adepto da equipa da casa terá entrado no terreno de jogo "alegadamente na posse de uma arma de fogo", provocando um ambiente de pânico entre jogadores, equipas técnicas, árbitros e restantes pessoas presentes no recinto.
De acordo com a mesma versão, perante a gravidade da situação, os atletas refugiaram-se de imediato nos balneários, assim como a equipa de arbitragem, tendo sido necessária a presença da Polícia de Segurança Pública no local.
O Monte Caparica garantiu ainda disponibilidade total para colaborar com as autoridades e defender o apuramento dos factos.
Versões opostas sobre o incidente
No dia seguinte, o GD Os Amarelos respondeu também através das redes sociais, rejeitando por completo as acusações e negando qualquer existência de arma de fogo no Campo Municipal Júlio Adrião.
O clube setubalense considerou falsa a narrativa apresentada pelo adversário e assegurou que nunca foi visualizada qualquer arma no recinto desportivo. Na mesma nota, Os Amarelos afirmaram que o pedido de presença policial surgiu apenas devido ao ambiente de alarmismo criado no local.
Segundo o comunicado, a PSP esteve presente e o jovem apontado na denúncia chegou mesmo a ser abordado, mas, de acordo com Os Amarelos, não existiram testemunhos visuais nem indícios concretos que sustentassem a alegação inicial.
Os responsáveis do clube criticaram ainda aquilo que classificaram como uma "narrativa ficcionada de terror", considerando que o episódio colocou em causa o nome e os valores da instituição.
Presidente do Monte Caparica pede apuramento dos factos
Apesar da troca pública de comunicados, Rodrigo Pimenta, presidente do Monte Caparica Atlético Clube, garantiu que o objetivo nunca foi atacar ou difamar o adversário.
No dia seguinte, o GD Os Amarelos respondeu também através das redes sociais, rejeitando por completo as acusações e negando qualquer existência de arma de fogo no Campo Municipal Júlio Adrião.
O clube setubalense considerou falsa a narrativa apresentada pelo adversário e assegurou que nunca foi visualizada qualquer arma no recinto desportivo. Na mesma nota, Os Amarelos afirmaram que o pedido de presença policial surgiu apenas devido ao ambiente de alarmismo criado no local.
Segundo o comunicado, a PSP esteve presente e o jovem apontado na denúncia chegou mesmo a ser abordado, mas, de acordo com Os Amarelos, não existiram testemunhos visuais nem indícios concretos que sustentassem a alegação inicial.
Os responsáveis do clube criticaram ainda aquilo que classificaram como uma "narrativa ficcionada de terror", considerando que o episódio colocou em causa o nome e os valores da instituição.
Presidente do Monte Caparica pede apuramento dos factos
Apesar da troca pública de comunicados, Rodrigo Pimenta, presidente do Monte Caparica Atlético Clube, garantiu que o objetivo nunca foi atacar ou difamar o adversário.
O dirigente explicou que não esteve presente no encontro e que o comunicado do clube teve por base os relatos recebidos após o jogo. Em declarações ao jornal Record, afirmou que terá existido a perceção de um homem alegadamente armado dentro do recinto, situação que levou o árbitro a ordenar o recolhimento imediato das equipas e da própria arbitragem até à chegada da PSP.
Rodrigo Pimenta defendeu ainda que a decisão tomada pela equipa de arbitragem demonstra que existiu preocupação real relativamente ao sucedido, sublinhando que agora será importante aguardar pelo relatório oficial do árbitro.
O presidente do Monte Caparica Atlético Clube lamentou também as dificuldades dos clubes em controlar totalmente o comportamento de adeptos à entrada dos recintos desportivos, considerando que o ambiente vivido atualmente "é complicado" e que situações deste género "não lembram a ninguém".
O Monte Caparica Atlético Clube reconheceu ainda que episódios desta natureza podem acontecer em qualquer recinto desportivo, admitindo que os clubes nem sempre possuem meios suficientes para prevenir comportamentos isolados de terceiros.


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