Entre memória e futuro: comunidade chamada a salvar a casa da cultura
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| José Manuel Coutinho quer que a receita dos bailes "ajudem a SFUA" |
Antes mesmo de ser festa, este Carnaval representa um compromisso com a história local. A SFUA, considerada por muitos como a verdadeira casa cultural da vila desde 1896, prepara três dias de celebração - sábado, domingo e segunda-feira - com o objetivo claro de devolver à população uma tradição que marcou gerações.
O presidente da instituição, José Manuel Coutinho, não esconde a emoção ao falar deste regresso. "A SFUA vai recriar o Carnaval dos anos 80. É a entidade da vila, porque o Carnaval era a SFUA. Vão ser três dias de folia, sábado, domingo e segunda", disse à ADN-Agência de Notícias.
O programa procura equilibrar passado e presente. Os bailes de sábado e segunda-feira apostam na música ao vivo com músicos ligados à história da sala. Já domingo será dedicado às famílias e aos mais novos, com DJ, animação com palhaços e entrada gratuita para crianças até aos 12 anos.
"A casa vive para a comunidade e precisa da comunidade", reforçou José Manuel Coutinho". "Faço um grande apelo para que venham estes três dias apoiar a SFUA", acrescentou.
Uma festa que também é luta pela sobrevivência
Por trás da música e dos disfarces existe um desafio maior: garantir o futuro da instituição.
"Precisamos ampliar a sede e precisamos de muitas melhorias em nome da cultura. Esta é a casa da cultura da vila desde 1896", explicou o presidente.
O apelo é direto e sem rodeios. "Ajudem a nossa SFUA, a velhinha SFUA, que ela tanto precisa", afirmou.
Por trás da música e dos disfarces existe um desafio maior: garantir o futuro da instituição.
"Precisamos ampliar a sede e precisamos de muitas melhorias em nome da cultura. Esta é a casa da cultura da vila desde 1896", explicou o presidente.
O apelo é direto e sem rodeios. "Ajudem a nossa SFUA, a velhinha SFUA, que ela tanto precisa", afirmou.
O projeto nasceu da memória coletiva
A ideia de recuperar os bailes surgiu de quem viveu intensamente essas noites. Manuel Fitas, mentor do projeto, recorda a ligação pessoal à instituição.
"Nós fizemos aqui bailes incríveis e queremos recriar um pouco disso. Hoje vivemos tempos diferentes, mas muitas pessoas pediram o regresso destes bailes", contou à ADN-Agência de Notícias.
A relação com a casa vai além da nostalgia. "Eu tive aulas de música aqui. Isto foi o arranque para uma parte da minha vida. Isto faz parte da minha vida", recordou.
O projeto nasceu desse pedido coletivo e também de uma vontade de retribuir à instituição. "Também é importante dizer que estamos a desenvolver este projeto de forma gratuita", sublinhou.
A ideia de recuperar os bailes surgiu de quem viveu intensamente essas noites. Manuel Fitas, mentor do projeto, recorda a ligação pessoal à instituição.
"Nós fizemos aqui bailes incríveis e queremos recriar um pouco disso. Hoje vivemos tempos diferentes, mas muitas pessoas pediram o regresso destes bailes", contou à ADN-Agência de Notícias.
A relação com a casa vai além da nostalgia. "Eu tive aulas de música aqui. Isto foi o arranque para uma parte da minha vida. Isto faz parte da minha vida", recordou.
O projeto nasceu desse pedido coletivo e também de uma vontade de retribuir à instituição. "Também é importante dizer que estamos a desenvolver este projeto de forma gratuita", sublinhou.
Voluntariado, orgulho e missão comunitária
O trabalho por trás do evento é feito essencialmente por voluntários. A palavra "borla" surge várias vezes, não como queixa, mas como demonstração de entrega.
"Estamos a fazer este projeto gratuitamente para a SFUA. Os órgãos sociais trabalham de forma voluntária para servir a comunidade", explicou José Manuel Coutinho.
O trabalho por trás do evento é feito essencialmente por voluntários. A palavra "borla" surge várias vezes, não como queixa, mas como demonstração de entrega.
"Estamos a fazer este projeto gratuitamente para a SFUA. Os órgãos sociais trabalham de forma voluntária para servir a comunidade", explicou José Manuel Coutinho.
Quando o Carnaval era geografia emocional
Houve uma altura em que o Carnaval significava viajar entre localidades só para não perder um baile.
"Eu vivia em Palmela e vinha ao baile aqui. Depois seguia para outros bailes da região. Eram dos maiores bailes que existiam", recordou o presidente.
Era mais do que diversão. Era encontro social, pertença e identidade coletiva.
Houve uma altura em que o Carnaval significava viajar entre localidades só para não perder um baile.
"Eu vivia em Palmela e vinha ao baile aqui. Depois seguia para outros bailes da região. Eram dos maiores bailes que existiam", recordou o presidente.
Era mais do que diversão. Era encontro social, pertença e identidade coletiva.
O peso da memória e a ansiedade do regresso
Trazer o passado para o presente traz responsabilidade. A organização assume alguma ansiedade.
"Existe uma ansiedade grande porque não queremos que ninguém fique desiludido", confessou.
"Vamos tentar aproximar ao máximo do que era antigamente. Vamos trabalhar muito para isso", garantiu Manuel Fitas.
Trazer o passado para o presente traz responsabilidade. A organização assume alguma ansiedade.
"Existe uma ansiedade grande porque não queremos que ninguém fique desiludido", confessou.
"Vamos tentar aproximar ao máximo do que era antigamente. Vamos trabalhar muito para isso", garantiu Manuel Fitas.
Programa dos bailes de Carnaval
- 14 de Fevereiro | 22h
- Baile com banda ao vivo, música anos 80 e DJ Phenom
- 15 de Fevereiro | 16h
- Matiné infantil com DJ
- 16 de Fevereiro | 22h
- Baile com banda ao vivo, música anos 80 e DJ Phenom
Retratos vivos dos anos 80
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| Regresso dos bailes devolve tradição ao Pinhal Novo |
Lá dentro, serpentinas, balões e confettis criavam um cenário colorido. O cheiro misturava perfume, tabaco e o soalho antigo pronto para receber centenas de passos de dança.
Por volta das 22 horas, a sala já estava cheia. À meia-noite, atravessar a pista exigia paciência. Eram noites que ficavam na memória para sempre.
Uma festa que também é luta pela sobrevivência
Este Carnaval não é apenas festa. É resistência cultural, identidade coletiva e esperança no futuro.
Talvez o verdadeiro significado esteja no simples facto de ainda existir quem acredite nesta casa histórica e na sua importância para a comunidade.
E quando a primeira música tocar, muitos poderão sentir algo raro: a sensação de nunca terem saído dali.
Este Carnaval não é apenas festa. É resistência cultural, identidade coletiva e esperança no futuro.
Talvez o verdadeiro significado esteja no simples facto de ainda existir quem acredite nesta casa histórica e na sua importância para a comunidade.
E quando a primeira música tocar, muitos poderão sentir algo raro: a sensação de nunca terem saído dali.
Por trás da música e dos disfarces existe um desafio maior: garantir o futuro da instituição. "Precisamos ampliar a sede e precisamos de muitas melhorias em nome da cultura. Esta é a casa da cultura da vila desde 1896", explicou o presidente.
Paulo Jorge Oliveira
Fotografia: Paulo Jorge Oliveira/ADN


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