Autarquia exige reparação ‘integral’ da cobertura da Escola Secundária ao Governo
O impacto da tempestade Kristin no final de Janeiro expôs problemas estruturais profundos na Escola Secundária da Moita, levando alunos, funcionários e encarregados de educação a intensificar queixas sobre a degradação das instalações e a segurança dentro do estabelecimento de ensino. O presidente da autarquia, Carlos Albino, garante que já foi exigida intervenção estatal. "Já exigimos ao Governo a reparação integral da cobertura da escola, para garantir as condições dignas".![]() |
| Danos visíveis após tempestade na escola da Moita |
Apesar de a direção garantir que estão reunidas todas as condições de segurança, a comunidade escolar descreve um cenário marcado por infiltrações, queda de materiais e receio constante durante as aulas. O tema ganhou nova dimensão depois de, na passada sexta-feira, dezenas de estudantes terem protestado junto à escola a exigir intervenções urgentes.
Os danos mais visíveis registam-se na sala seis, no piso superior, apontados como a consequência mais grave da passagem da tempestade. No entanto, alunos e funcionários asseguram que os problemas são antigos e afetam várias zonas do edifício.
"A escola está muito degradada. Todos os dias é uma surpresa, pedaços de teto no chão, por vezes instalações elétricas", contou o aluno José Canhenha à SIC.
Entre as preocupações mais apontadas surgem janelas que não fecham e o piso do pavilhão desportivo que se encontra a levantar, segundo relatos dos encarregados de educação.
"Cada vez que estamos numa sala de aula temos medo que um fragmento caia. Nos professores, é visível o desconforto", relatou ainda o estudante.
Já a encarregada de educação Hélia Rodrigues reforçou a preocupação com a segurança. "Não considero que ele esteja seguro. Ainda ontem me disse que caíram mais placas do teto. Já caiu uma placa em cima da cabeça de uma funcionária".
Responsabilidades divididas e pedidos urgentes ao Governo
Os problemas estruturais já tinham sido comunicados anteriormente, segundo a direção, que terá alertado a Câmara Municipal da Moita. De acordo com o vereador da CDU, João Figueiredo, a autarquia tem encaminhado a responsabilidade para o Governo central.
O presidente da autarquia, Carlos Albino, garante que já foi exigida intervenção estatal. "Já exigimos ao Governo a reparação integral da cobertura da escola, para garantir as condições dignas e o direito constitucional ao ensino".
Segundo o autarca, foi realizada uma inspeção à cobertura logo após os danos provocados pela tempestade, com o apoio dos Bombeiros Voluntários da Moita, da Proteção Civil, técnicos municipais e direção escolar.
Os relatórios técnicos foram enviados no início da semana passada para a CCDR Lisboa e Vale do Tejo e para a Área Metropolitana de Lisboa, segundo a mesma fonte.
O autarca deixou ainda um agradecimento público a todos os profissionais envolvidos nas avaliações e operações de resposta.
Novas avaliações técnicas em curso
Durante a semana passada, elementos da autarquia, Proteção Civil e direção de obras municipais regressaram ao estabelecimento para atualizar o levantamento dos estragos, enquanto a direção mantém a posição de que o espaço reúne condições de segurança para funcionamento.
Ainda assim, alunos e famílias insistem que a situação exige uma solução estrutural e rápida, temendo que novos episódios possam colocar em risco a comunidade escolar.
Durante a semana passada, elementos da autarquia, Proteção Civil e direção de obras municipais regressaram ao estabelecimento para atualizar o levantamento dos estragos, enquanto a direção mantém a posição de que o espaço reúne condições de segurança para funcionamento.
Ainda assim, alunos e famílias insistem que a situação exige uma solução estrutural e rápida, temendo que novos episódios possam colocar em risco a comunidade escolar.
Agência de Notícias
Fotografia: JF Moita

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