Autarquia exige verba urgente para recuperar destruição após nova inundação
Alcácer do Sal vive dias de enorme tensão após novas cheias voltarem a invadir o centro urbano, enquanto a autarquia acusa o Estado de disponibilizar apoios insuficientes e exige uma "verba considerável" para reconstruir infraestruturas, empresas e habitações destruídas pela tragédia das últimas semanas. E o Sado pode voltar a inundar a cidade nas próximas horas.![]() |
| Alcácer do Sal está a atravessar as piores cheias de sempre |
Numa quarta-feira que começou com limpezas e sinais de regresso à normalidade, a cidade voltou a enfrentar novas inundações. A conjugação entre o período de maré cheia e as descargas das barragens fez subir novamente o caudal do rio Sado, provocando o regresso da água às ruas.
A Avenida dos Aviadores voltou a ser uma das zonas mais afetadas. Ao final da manhã, a água invadiu áreas que ainda estavam a recuperar dos estragos anteriores, repetindo um cenário que já ocorreu várias vezes nas últimas semanas.
A presidente da Câmara Municipal, Clarisse Campos, explicou que "o período de maré cheia, que atingiu o pico às 11h30, coincidiu com as descargas das barragens". A autarca acrescentou ainda que "as barragens estão a descarregar e, com esta coincidência, elevou-se o nível e voltámos a ter água na zona mais baixa, que inunda em primeiro lugar, a Avenida dos Aviadores".
Apoios considerados insuficientes pela autarquia
Perante a dimensão dos danos, a autarca defende que será necessário um apoio financeiro robusto para recuperar o concelho. Clarisse Campos considera que os apoios anunciados pelo Governo estão longe de responder às necessidades reais.
"Os apoios que estão a ser divulgados pelo Governo são completamente irrisórios para a situação de calamidade e de tragédia que temos no concelho", disse. A responsável municipal sublinhou ainda que será necessário "muito dinheiro para se conseguir reabilitar tudo".
A autarquia pretende que o Estado faça uma avaliação no terreno para apurar os prejuízos em estradas, acessos, edifícios municipais, empresas, espaços comerciais e habitações.
Entre os equipamentos municipais afetados encontram-se a biblioteca municipal, o edifício dos serviços técnicos e várias vias rodoviárias.
Perante a dimensão dos danos, a autarca defende que será necessário um apoio financeiro robusto para recuperar o concelho. Clarisse Campos considera que os apoios anunciados pelo Governo estão longe de responder às necessidades reais.
"Os apoios que estão a ser divulgados pelo Governo são completamente irrisórios para a situação de calamidade e de tragédia que temos no concelho", disse. A responsável municipal sublinhou ainda que será necessário "muito dinheiro para se conseguir reabilitar tudo".
A autarquia pretende que o Estado faça uma avaliação no terreno para apurar os prejuízos em estradas, acessos, edifícios municipais, empresas, espaços comerciais e habitações.
Entre os equipamentos municipais afetados encontram-se a biblioteca municipal, o edifício dos serviços técnicos e várias vias rodoviárias.
Solidariedade cresce enquanto população limpa e tenta reconstruir
Apesar do cenário de destruição, tem-se verificado uma forte onda de solidariedade. Equipas de voluntários, militares e cidadãos têm participado nos trabalhos de limpeza, enquanto surgem iniciativas de recolha de fundos.
O Atlético Clube Alcacerense criou uma conta solidária, com apoio institucional do município, para ajudar quem perdeu bens nas cheias. As doações podem ser feitas através do IBAN PT50004560204041220854549.
A iniciativa inclui a criação de um regulamento e de uma unidade de missão com especialistas nas áreas jurídica, contabilidade, arquitetura e engenharia, que irá acompanhar a atribuição dos donativos.
"Os donativos em dinheiro são importantes, porque o financiamento que o Estado já anunciou é manifestamente pouco para reabilitar tudo aquilo que ficou destruído", salientou.
Apesar do cenário de destruição, tem-se verificado uma forte onda de solidariedade. Equipas de voluntários, militares e cidadãos têm participado nos trabalhos de limpeza, enquanto surgem iniciativas de recolha de fundos.
O Atlético Clube Alcacerense criou uma conta solidária, com apoio institucional do município, para ajudar quem perdeu bens nas cheias. As doações podem ser feitas através do IBAN PT50004560204041220854549.
A iniciativa inclui a criação de um regulamento e de uma unidade de missão com especialistas nas áreas jurídica, contabilidade, arquitetura e engenharia, que irá acompanhar a atribuição dos donativos.
"Os donativos em dinheiro são importantes, porque o financiamento que o Estado já anunciou é manifestamente pouco para reabilitar tudo aquilo que ficou destruído", salientou.
Territórios isolados e operações reforçadas no terreno
Com a subida do nível da água, voltaram a ficar isoladas as povoações de Santa Catarina, Casebres e a zona da Barrozinha, na periferia de Alcácer do Sal.
No terreno estão cerca de 80 militares do Exército e da Marinha a prestar apoio às populações. Após uma derrocada, a encosta do castelo foi avaliada e estão a ser preparadas barreiras de contenção para evitar novos deslizamentos.
Com a subida do nível da água, voltaram a ficar isoladas as povoações de Santa Catarina, Casebres e a zona da Barrozinha, na periferia de Alcácer do Sal.
No terreno estão cerca de 80 militares do Exército e da Marinha a prestar apoio às populações. Após uma derrocada, a encosta do castelo foi avaliada e estão a ser preparadas barreiras de contenção para evitar novos deslizamentos.
Cidade tenta regressar à normalidade entre novos alertas meteorológicos
Apesar das dificuldades, Alcácer do Sal tenta regressar gradualmente à normalidade. As escolas reabriram na passada segunda-feira, mas poucos dias depois surgiram novas inundações.
Nas ruas ainda são visíveis os estragos deixados pelas cheias anteriores, com móveis, eletrodomésticos e alimentos destruídos, num retrato de perdas quase totais para muitas famílias e comerciantes.
A população mantém-se atenta à evolução do rio, temendo novos episódios nas próximas horas. Embora a depressão Nils não afete Portugal diretamente, deverá trazer chuva intensa ao sul do país durante quinta e sexta-feira, o que pode influenciar o comportamento do rio Sado. E é assim há três semanas.
Apesar das dificuldades, Alcácer do Sal tenta regressar gradualmente à normalidade. As escolas reabriram na passada segunda-feira, mas poucos dias depois surgiram novas inundações.
Nas ruas ainda são visíveis os estragos deixados pelas cheias anteriores, com móveis, eletrodomésticos e alimentos destruídos, num retrato de perdas quase totais para muitas famílias e comerciantes.
A população mantém-se atenta à evolução do rio, temendo novos episódios nas próximas horas. Embora a depressão Nils não afete Portugal diretamente, deverá trazer chuva intensa ao sul do país durante quinta e sexta-feira, o que pode influenciar o comportamento do rio Sado. E é assim há três semanas.
Agência de Notícias
Fotografia: Design ADN

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