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terça-feira, 22 de maio de 2018

Seixal quer estacionamento gratuito no terminal fluvial

Autarquia aprova tomada de posição pela gratuitidade

A Câmara do Seixal exige a gratuitidade do parque de estacionamento no terminal fluvial, reclamando igualdade de tratamento dado pela Transtejo ao município do Montijo e exorta o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, a intervir. O município afirma que o parque de estacionamento encontra-se “manifestamente subutilizado e com défices de manutenção ao nível do pavimento pedonal, dos pavimentos das vias de circulação, de iluminação pública e de cobertura arbórea” e pretende assumir a gestão do espaço “com o propósito de poder vir a disponibilizá-lo gratuitamente à população”, salientando que a medida também deve ser vista como “um forte incentivo à utilização do transporte público fluvial”.
Autarquia quer parque de estacionamento gratuito 


Lembrando o “estacionamento abusivo nas imediações por parte dos utilizadores do transporte fluvial, como forma de evitarem o pagamento da elevada tarifa cobrada pela concessionária” que gere o espaço, a Câmara do Seixal recorda que “encetou conversações com a Transtejo, propondo-se a estabelecer uma parceria com vista à fixação das condições de gestão e funcionamento do parque de estacionamento do terminal fluvial do Seixal, a serem asseguradas pela autarquia”. Porém, a Transtejo “respondeu com a actual concessão à empresa Empark”, face à “necessidade premente” de a empresa “arrecadar receita” com a exploração do espaço, para surpresa da autarquia.
“Ao invés de se privilegiar a função de serviço público às populações, a Transtejo e a respectiva tutela, priorizam uma lógica financeira e economicista, política que tem levado à inevitável degradação do serviço prestado e ao aumento significativo de tarifas”, considera Joaquim Santos, que critica ainda a diferença de tratamento de que foi alvo o município seixalense quando comparado com um concelho vizinho.
“Não podemos deixar de referir que o requisito da concessão não foi considerado pela Transtejo em Maio de 2017, por ocasião da celebração do protocolo para a gestão e funcionamento do parque de estacionamento do Cais do Seixalinho com a Câmara do Montijo, a título gratuito, e que contou com a presença do secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, José Mendes, protocolo em tudo idêntico ao proposto pela Câmara do Seixal, o que se pode considerar como um flagrante exemplo de dualidade de critérios, pois os munícipes do Seixal têm exactamente os mesmos direitos que os munícipes do Montijo, não querendo acreditar que possam ter existido outros critérios, que não passem pelo serviço publico prestado às populações”.
O município do Seixal afirma, assim, “a necessidade urgente de a autarquia assumir a gestão do estacionamento do terminal fluvial do Seixal, exigindo tratamento idêntico ao adoptado para o Cais do Seixalinho, no Montijo” e, ao mesmo tempo, “exorta o ministro do Ambiente a intervir directamente” no processo para “avançar de forma determinante na concretização da cedência da gestão e manutenção do parque de estacionamento do terminal fluvial do Seixal à autarquia”.

Agência de Notícias com Câmara do Seixal

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