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terça-feira, 20 de outubro de 2015

Hospital do Barreiro Montijo acompanha doentes paliativos

Doentes graves com mais apoio nos concelhos do Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete 

O Centro Hospitalar Barreiro Montijo dispõe de mais uma valência. Trata-se da Unidade Domiciliária de Cuidados Paliativos do Barreiro Montijo, que iniciou a sua atividade em Junho deste ano, tendo a equipa feito a primeira visita domiciliária a 29 de Julho. A Unidade, denominada Acompanhar, é constituída, diz a administração do hospital, "por uma equipa comunitária de suporte em cuidados paliativos, com sede no Hospital Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro. A área geográfica de influência engloba os concelhos do Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete. Em Portugal, estima-se que, anualmente, 60 mil doentes necessitem destes cuidados, mas apenas cerca de 2500 recebem este tipo de apoio por ano.
Programa Acompanhar ajuda doentes crónicos em sua casa  

De acordo com a administração do Centro Hospital que coordena os hospitais do Barreiro e do Montijo, "são destinatários os doentes em situação de doença grave ou incurável, em fase avançada e progressiva, bem como as suas famílias ou cuidadores, em contexto domiciliário. A área geográfica de influência engloba os concelhos do Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete".
A Unidade Acompanhar "alcançará os seus objetivos através da prestação de cuidados domiciliários multidisciplinares aos doentes e famílias; através do funcionamento de uma 'linha de apoio' telefónico para profissionais de saúde e doentes; e através da formação e sensibilização dos profissionais da região", explica o Centro Hospitalar Barreiro Montijo.
Visa a "diminuição dos tempos de internamento em camas de doentes agudos, a diminuição do recurso ao Serviço de Urgência, a agilização da articulação com outros recursos de saúde, a melhoria da qualidade global dos cuidados prestados e aumento da satisfação dos doentes, familiares e dos profissionais de saúde", conclui a administração do Centro Hospitalar Barreiro Montijo.
O projecto é financiado pelo Programa Inovar em Saúde da Fundação Calouste Gulbenkian. Tem parcerias com o ACES Arco Ribeirinho, Câmara do Barreiro e Santa Casa da Misericórdia do Barreiro.

Associação de cuidados paliativos lança repto à DGS
Para Luís Capelas, presidente da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos, a formação dos profissionais de saúde é uma necessidade premente devido ao envelhecimento da população.
"O paradigma do doente agudo já deixou de existir. Neste momento temos cada vez mais pessoas com doença crónica, pessoas cada vez mais idosas, pessoas cada vez com mais dependência dos serviços de saúde", diz o responsável.
Para o especialista, a resposta "integrada e adequada" para estes doentes "é incorporar os cuidados paliativos nos cuidados a estes doentes".
Para isso, os profissionais "precisam, pelo menos, de estar formados sobre o que são os cuidados paliativos, "se não continuamos a achar que são carinho, conforto", e servem apenas para dar morfina.
"Se conhecermos as unidades de cuidados paliativos, se formos aos locais, se conhecermos aquilo de muito bom se faz neste país, seja a nível público ou privado", e a nível internacional vamos ver doentes com prognósticos de vida superiores a anos, elucidou Luís Capelas.
Daí a importância da referenciação precoce dos doentes: "Quanto mais cedo forem sinalizados e referenciados melhores são os resultados que se obtêm, seja em termos de impacto da saúde, na qualidade de vida dos doentes, na família", mas também no próprio sistema de saúde.
O lema deste ano do Dia Mundial dos Cuidados Paliativos é "Vidas Ocultas, Doentes Esquecidos" e tem como alvo "populações que pelas suas características de vida e doença se vêm muitas vezes ignoradas e esquecidas, quando preenchem todos os requisitos para serem encaminhadas e usufruírem de cuidados paliativos".
Em Portugal, estima-se que, anualmente, 60 mil doentes necessitem destes cuidados, mas apenas cerca de 2500 recebem este tipo de apoio por ano.
Segundo dados divulgados pela Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos, 64 por cento das pessoas com doença prolongada e incurável morrem nas camas hospitalares, sem acesso a cuidados domiciliários.


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