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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Ministério Público já ouviu sobrevivente do Meco

'Dux' ouvido em segredo no Tribunal de Almada pelo Procurador 

Segundo a edição desta sexta-feira do Correio da Manhã, João Miguel Gouveia foi ouvido quarta-feira pelo Ministério Público de Almada. Nas declarações, de acordo com o jornal, o "dux" manteve a versão de que tudo não terá passado de um acidente e que os jovens estariam apenas a conversar junto ao mar quando foram surpreendidos por uma onda. O único sobrevivente nega assim que estivesse a decorrer qualquer praxe na madrugada de 15 de Dezembro, onde morreram seis pessoas. 

Polícia Judiciária de Setúbal já ouviu sobrevivente do Meco 

O único sobrevivente da tragédia do Meco já foi ouvido pelo Procurador do Ministério Público de Almada que está a investigar o caso avança o “Correio da Manhã”. João Gouveia foi inquirido em segredo, há dois dias no Tribunal de Almada, onde negou que tenha existido qualquer tipo de praxe, confirmando assim a versão que já tinha dado à Polícia Marítima. O ex-Dux da Universidade Lusófona continua a garantir que tudo não passou de um acidente e que as vítimas mortais foram arrastadas por uma onda gigante.
O jovem de 23 anos insiste que o grupo de estudantes foi para a praia com o mero intuito de conviver e que ele não obrigou ninguém a entrar no mar.
O sobrevivente explica que Miguel Campos, o primeiro a ser resgatado do mar, era o único que estava com ele de pé. Os outros estavam sentados à beira mar, quando a onda os arrebatou.
O próximo passo da PJ é fazer a reconstituição do acidente. Só assim é que conseguirá atestar se a versão do Dux é ou não credível. Por enquanto, João Miguel Gouveia só foi ouvido como testemunha. Não se sabe ainda se será feito arguido.

Amigas de vítima do Meco mostram mensagens mencionando fim-de-semana de praxes
Quase dois meses depois da morte dos seis alunos da Universidade Lusófona, que foram levados por uma onda no Meco, duas amigas de Joana Barroso, uma das vítimas, quebraram o silêncio e mostraram mensagens escritas que trocaram e onde se fala de um fim-de-semana de praxes.
Alícia, uma das amigas de Joana, em declarações à TVI, garantiu que a aluna sabia que ia ser praxada e mostrou as mensagens escritas trocadas a 3 de Dezembro de 2013, dia em que perguntou a Joana se estaria em Lisboa no fim-de-semana de 13 e 14 de Dezembro. Joana respondeu que iria de fim-de-semana de praxes com o Conselho Máximo das Praxes da Lusófona.
Em resposta, Alícia brincou dizendo: “Que chique”. Mas Joana contrapôs: “De chique não tem nada sermos praxados pelo mamute e mais outros mamutes”. A amiga da vítima explicou, depois, que “mamute” era o nome de código que usavam para se referirem ao dux, João Gouveia, o único sobrevivente das pessoas que se sabe terem estado na praia do Meco na noite de 14 de Dezembro.
Filipa, outra amiga de Joana e antiga aluna da Universidade Lusófona, também à TVI, mostrou uma mensagem que trocaram no dia do incidente. Depois de ter perguntado se a amiga estava em Lisboa, recebeu uma resposta negativa acompanhada da frase “estou a ter fim-de-semana da praxe”.
Tanto Alícia como Filipa garantem que Joana sabia que seria praxada naquele fim-de-semana, mas duvidam que soubesse que iria ser sujeita a eventuais actividades mais arriscadas. Até porque, segundo Alícia, Joana conhecia bem o mar e respeitava os seus riscos. Já Filipa assegurou que ambas tinham medo das praxes na universidade e que Joana já teria desabafado que estava farta das mesmas.
Alícia e Filipa foram também as amigas que, a pedido dos pais, receberam os bens de Joana logo na segunda-feira após a sua morte. As raparigas dizem que a Polícia Marítima lhes deu um contacto do suposto cunhado de João Gouveia e que os bens seriam devolvidos na Lusófona. Contudo, dizem estranhar a forma como tudo foi tratado, já que as coisas de cada um dos seis alunos estavam separadas por nomes e questionam como é que João Gouveia sabia exactamente o que era de cada um dos colegas, assim como é que teve esta capacidade logo após a tragédia. Além disso, dizem que dentro da mochila de Joana estavam os seus óculos e que a amiga via bastante mal ao longe, pelo que estranham que não os tivesse levado para a praia.

Agência de Notícias
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