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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Nova fábrica de peixe fresco em Sines

Empresa investe dois milhões e cria emprego em Sines 

Uma empresa especializada no comércio de peixe fresco vai investir cerca de dois milhões de euros na construção de uma nova fábrica em Sines, que vai permitir aumentar as exportações e criar postos de trabalho. Em 2016 a fabrica voltará a crescer com mais um investimento de três milhões de euros. 


Empresa de Sines investe dois milhões em fábrica de peixe fresco 

Uma empresa especializada no comércio de peixe fresco prepara-se para investir cerca de dois milhões de euros na construção de uma nova fábrica em Sines, que vai permitir aumentar as exportações e criar postos de trabalho.Atualmente, a Oceanic desenvolve a sua atividade na lota de Sines (Docapesca), onde compra e prepara uma parte do peixe que distribui pelos clientes, mas o espaço já é pequeno para o volume que a companhia transaciona, contou hoje à agência Lusa um dos proprietários, Miguel Segundo.A construção da fábrica vai ser feita em duas fases, adiantou o empresário, sendo que a primeira deverá começar em fevereiro, após a confirmação da comparticipação por fundos comunitários (55 por cento) do investimento a rondar os dois milhões de euros.
A unidade, que vai ter uma área de 1.800 metros quadrados, deverá estar pronta a funcionar no início do verão, sendo criados perto de 15 postos de trabalho, indicou.
A nova infraestrutura vai permitir à Oceanic expandir o negócio, desde logo, com a instalação de uma "pequena" unidade de congelação, garantida pela venda de três mil toneladas anuais de alimento para aquacultura a um cliente espanhol.

Segunda fase em 2016 
Em 2016, está previsto arrancar a segunda fase de investimento, de mais de três milhões de euros, para ampliação do edifício e instalação de uma unidade de congelação de pescado para consumo humano.
De acordo com Miguel Segundo, trata-se de uma atividade pouco expressiva para a empresa, à volta de 1.500 toneladas por ano, que atualmente é feita em fornecedores.
No entanto, apesar de poder ficar mais cara a produção própria, o empresário quer "controlar o processo todo", diz o proprietário da Oceanic
A Oceanic foi fundada há cerca de dois anos, em Ermidas-Sado, no concelho de Santiago do Cacém, por Miguel Segundo e outro sócio.
No ano passado, referiu Miguel Segundo, a empresa faturou mais de 31 milhões de euros, o que representou um aumento de 15 por cento em relação a 2012.

Procura de outros  mercados 
Além das instalações em Sines, a Oceanic tem mais dois armazéns, um em Matosinhos e outro em Portimão, totalizando, em Portugal, cerca de 50 funcionários, aos quais se juntam 12 numa outra unidade em Tânger (Marrocos).
A distribuição das unidades é "estratégica", explicou o empresário alentejano, pois facilita a compra do pescado nas lotas e a importação, que representa aproximadamente 40 por cento da atividade da empresa.
A exportação já teve melhores dias, reconheceu, uma vez que dependia em grande parte da vizinha Espanha, onde "baixou muito o consumo", mas, ainda assim, contribui com mais de 15 por cento da faturação.
Número que o proprietário da companhia pretende aumentar, pois está convencido de que em Portugal "pouco mais" poderão crescer.
Miguel Segundo acredita que a indústria do pescado "tem futuro", mas a crise alterou os hábitos alimentares dos portugueses, que agora «comem mais barato», preferindo carapaus e peixe-espada, a robalos ou douradas.
Mas, os "grandes inimigos do peixe" são alimentos como o frango, o coelho, as pizas e os hambúrgueres, afiançou, "qualquer coisa barata que encha a barriga às famílias", conclui o dono da Oceanic.

Agência de Notícias
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