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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Escola do Poceirão evacuada

Enxofre obriga a retirar 300 crianças


A queima de enxofre num cacifo da Escola Básica José Saramago, em Poceirão, no concelho de Palmela, obrigou à retirada de 300 pessoas, entre alunos e funcionários, na quarta-feira. Duas pessoas foram assistidas no hospital de Setúbal e já receberam alta.

300 alunos foram evacuados da Escola Básica do Poceirão 


O alarme disparou, mas a retirada dos alunos, do 5.º ao 9.º anos, foi "complicada": a escola "não tem plano de evacuação e uma das portas de emergência estava trancada a cadeado", informou Nuno Aredo, da Associação de Pais, citado pelo Correio da Manhã.
O incidente ocorreu pelas 10h30 de quarta-feira. No cacifo de um aluno estaria um recipiente com enxofre, que originou a libertação de fumo e provocou o pânico. Aflitos, os estudantes não sabiam o que fazer. Uma aluna e uma funcionária, que sofrem de asma, foram transportadas para o Hospital de São Bernardo, em Setúbal – tiveram alta durante a tarde. Outras 14 pessoas foram assistidas no local por uma equipa de emergência médica do Hospital de Setúbal e pelos Bombeiros de Águas de Moura.

"Fiquei muito assustada. Há muito tempo que alertamos para a criação de um plano de emergência", afirmou Rute Trindade, mãe de uma aluna. O cheiro intenso e tóxico e a dificuldade em respirar deixou todos aflitos. "Viveram-se momentos de grande stress, falta de coordenação e mal-estar", frisou Nuno Aredo.

O presidente da Junta de Freguesia de Poceirão, José Silvério, lamentou a falta de um plano de evacuação: "Há falta de preocupação da escola em algumas questões".
A escola primária – que funciona ao lado da Escola Básica –  foi também encerrada por falta de almoço às crianças. O refeitório que serve as duas escolas fica no espaço da escola básica e levou ao Agrupamento de Escolas José Saramago a optar pelo encerramento dos dois espaços.

Amianto gera queixa da Quercus  
A Quercus vai apresentar na próxima semana uma queixa na União Europeia contra o Estado Português pela ausência de um registo de edifícios com amianto. Segundo Cármen Lima, da Quercus, "Portugal está obrigado a fazer um levantamento dos edifícios públicos com amianto. Nunca foi feito". 

Agência de Notícias 

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