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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Distrito de Setúbal dá menos ao Banco Alimentar


272 toneladas de ajuda chegam a milhares de pessoas neste Natal

Apesar do decréscimo, em quase 20 por cento, do total de géneros alimentares angariados pelo Banco Alimentar Contra a Fome de Setúbal, na campanha natalícia realizada no passado fim-de-semana, o presidente reconhece a “enorme generosidade” das pessoas em ajudar quem mais precisa.

Centenas de Voluntários trabalharam na recolha de alimentos 

272 toneladas de alimentos foram angariadas, entre sábado e domingo, nas superfícies comerciais do distrito de Setúbal e também no concelho de Odemira, no distrito de Beja. Uma redução face a idêntica campanha do ano passado, e que, de resto, não difere muito do panorama nacional.
A campanha do Banco Alimentar Contra a Fome da Península de Setúbal, inseriu-se na anual campanha nacional dinamizada pelos Bancos Alimentares Contra a Fome, tendo sido recolhidos um total de 2914 toneladas de alimentos, ainda assim menos 36 toneladas face à iniciativa natalícia de 2011.
“Esta redução de 19,2 por cento verificada no nosso caso é perfeitamente entendida pela situação de crise que se vive particularmente neste distrito”, explicou António Alves, presidente do Banco Alimentar de Setúbal, em entrevista ao O Setubalense.
Para o líder do BA de Setúbal, “é difícil pedir mais a quem tem cada vez menos para poder repartir pelos outros,” testemunhando verificar que “são precisamente as pessoas com menos posses, as que mais ajudam”.

Ajuda chega a 145 instituições do distrito
Leite, arroz, enlatados instituições, massas, azeite, óleo e bolachas, são os produtos que mais encheram os sacos distribuídos pelos 2600 voluntários nas entradas das superfícies comerciais da Península, este fim-de-semana.
Oitenta e duas carrinhas procederam, na fase imediatamente posterior às dádivas recolhidas nas superfícies comerciais, ao transporte dos alimentos oferecidos e com destino ao armazém do Banco da Península de Setúbal, localizado em Palmela.
“Foram dois dias de trabalho incansável, também do ponto de visto humano,” reconhece António Alves, lembrando que “só por volta das 4 da manhã de segunda-feira - e com uma temperatura de 0 graus centígrados - os trabalhos foram dados por concluídos”, congratulando-se, contudo, que todas as ofertas “ficaram separadas, etiquetadas e arrumadas”.
Segundo explicou o dirigente do Banco Alimentar, estes produtos ora armazenados, vão ajudar muitas famílias inscritas nas 145 instituições de solidariedade social do distrito de Setúbal e concelho de Odemira.
“O que mais me dói é saber que as pessoas querem trabalhar, mas que o trabalho vai escasseando e arrastando consigo dramas sociais,” disse António Alves.

Futebol também ajuda
Entretanto, termina no próximo domingo, com mais uma jornada futebolística, a campanha denominada “Liga Contra a Fome”, uma parceira estabelecida entre a Liga de Futebol e os Bancos Alimentares Contra a Fome, com o objectivo de sensibilizar a sociedade para a problemática das carências em Portugal, bem como angariar alimentos para os respectivos Bancos, através do site www.alimentestaideia.net.
Todos os clubes das competições profissionais, jogadores e árbitros aderiram a esta iniciativa solidária, que prevê a doação, aos Bancos Alimentares, de uma percentagem das receitas da venda de bilhetes dos jogos de futebol.

Agência de Notícias 

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