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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Críticas Soltas por Joana Teófilo Oliveira


Futebol e chuteiras cor-de-rosa
Gosto mesmo de futebol quando é Portugal que joga. Aí sim, consigo odiar o inimigo, vibrar com cada golo, roer as unhas com o nervoso quando o relógio já está no tiquetaque final e ainda não ganhámos, ou estamos em risco de perder a vantagem conseguida. Além do mais, gosto dos fins de tarde com uma emoção programada e em grupo, porque objectivamente é a única altura em que todos os viciados na modalidade conseguem ver futebol juntos, sem que os palavrões tenham como alvo o vizinho do lado.

É o que digo, há quatro dias que até ando com um lenço da bandeira nacional ao pescoço. Dito isto, convém frisar que ver os jogos na televisão é uma coisa morna, quando comparada com a rádio. Ouvi uma parte do Portugal-Dinamarca na Antena 1, e aquilo sim é empolgante. Um dos comentadores era especialmente brilhante, e a mil à hora “penteava” a bola, implorava a Ronaldo que “mantivesse a cabeça erguida”, “sim, sim, jogaste mal na segunda parte, mas precisamos de ti, precisamos, Portugal precisa”, clamava, para nos momentos de desespero gritar um sentido “não aguento, sofro, vou-me embora daqui!” Lindo! Foi Portugal a gritar, todo junto.
Reconheço, no entanto, que a televisão permite ir deitando um olho ao físico dos rapazes, à estética das camisolas (finalmente livres daquele encarnado-vinho!), às meias que não descaem, e ultimamente espanto-me com as cores das chuteiras, que sem que perceba porquê quebram o protocolo do equipamento igual para todos. E, pelo que me é dado a ver, o rosa-shocking é o favorito do nosso CR7. Grande é o dia em que até os machos do futebol deixam o cor-de-rosa entrar nas quatro linhas!
Espero que já esta quarta-feira, com chuteiras cor-de-rosa ou lilases, consigamos mandar a “roja” para casa. Portugal e os portugueses merecem isso. E depois venha de lá a final que tanto ambicionamos.


Joana Teófilo Oliveira
Estudante de Ciências da Educação
Quinta do Anjo 

O homem que não aceita crítica não é verdadeiramente grande. É tão incomum isso na nossa imprensa que as pessoas acham que é ofensa. Crítica não é raiva. É crítica. Às vezes é estúpida. Outras irónicas. Tantas vezes desiludida e incompreendida. O leitor que julgue. Acho que quem ofende os outros é o jornalismo em cima do muro, que não quer contestar coisa alguma. O tom das Críticas Soltas às vezes é sarcástico. Pode ser desagradável. Mas é, insisto, uma forma de respeito, ou, até, se quiserem, a irritação perante a vida, a política, a sociedade… o mundo, enfim. Por Joana Teófilo Oliveira para o ADN. 

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