PCP questionou Governo sobre o acesso aos cuidados de saúde no Barreiro


20 por cento da população do concelho sem médico de família

Os deputados do PCP, Paula Santos, Francisco Lopes e José Alberto Lourenço, quiseram saber que medidas vai o Governo tomar para assegurar que todos os utentes do concelho do Barreiro tenham médico de família. Os comunistas estão também contra a redução no horário de funcionamento dos centros de saúde. Medida, diz o PCP, traduz-se “no aumento da afluência e de tempos de espera nas urgências do Hospital do Barreiro". 


Reorganização nos centros de saúde aumenta espera nos hospitais 

Segundo a tomada de posição do Observatório Municipal de Saúde do Barreiro, por unanimidade, quanto à situação do acesso à saúde do Concelho do Barreiro, assumida também pela Câmara do Barreiro, o PCP regista “uma crescente preocupação face à redução da capacidade instalada”.
Conforme aponta, “estima-se que cerca de 20 por cento dos utentes deste concelho não tenham médico de família”. “As entradas não substituem as saídas de médicos. Ao mesmo tempo e por razões de natureza exclusivamente economicistas, reduziram os horários de funcionamento dos centros de saúde”, acrescenta o partido.
Os deputados comunistas dão como exemplo o facto de os Atendimentos Complementares (AC) que funcionavam até às 22h, terem passado a encerrar às 19h e alguns com limites de marcações. “Aos domingos à tarde estão todos encerrados. Após o encerramento do AC, em caso de doença aguda, o único serviço público de saúde disponível são as urgências do Hospital do Barreiro”, apontam.
Medida afecta tempo de espera no hospital do Barreiro
“Em vez do alargamento da capacidade de resposta dos cuidados de saúde primários”, estes deputados criticam que “o Governo reduz”, traduzindo-se isso “no aumento da afluência e de tempos de espera nas urgências do Hospital do Barreiro, que podem atingir 5 ou 6 horas, colocando este serviço numa situação de rutura, quando muitas das situações poderiam ser tratadas ao nível dos cuidados de saúde primários”. Os deputados fazem ainda referência aos “brutais valores das taxas moderadoras, que afastam muitas pessoas dos cuidados de saúde, por não as poderem pagar”.
“As crescentes dificuldades dos utentes do concelho do Barreiro acederem aos cuidados de saúde decorrem das imposições do Pacto de Agressão e da política de cortes na saúde implementada pelo Governo PSD/CDS-PP, ignorando as suas consequências na saúde dos utentes. O Governo não está a garantir o direito à saúde, como consagrado na Constituição da República Portuguesa”, sublinham.
Os deputados do PCP interrogaram também o Governo para saber se este pretende repor os horários de funcionamento, que foram, entretanto, reduzidos, “assegurando a proximidade dos cuidados de saúde primários e evitando a afluência acrescida ao serviço de urgências do Hospital do Barreiro”.

Agência de Notícias 

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