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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Em Reportagem: Os 20 anos da Autoeuropa

 Autoeuropa: 20 anos. 200 milhões de investimento

A Volkswagen vai investir 200 milhões de euros na Autoeuropa no próximo ano. O anúncio foi feito esta tarde [13 de Dezembro] pelo membro do conselho de administração do grupo Volkswagen Hubert Waltl, na cerimónia comemorativa dos 20 anos da fábrica de automóveis de Palmela, onde esteve Pedro Passos Coelho que sugeriu que a Autoeuropa deve ser “imitada” por outros.
Primeiro-ministro esteve hoje na Autoeuropa 

O primeiro-ministro saudou depois a continuada aposta da VW naquela empresa, dizendo que “ajuda a balança externa” de Portugal - a Autoeuropa representa quase 1% do Produto Interno Bruto nacional, exportando 99% daquilo que produz. É, para o chefe de Governo, uma “cidadã de Portugal que é preciso imitar”. O investimento que a Volkswagen vai fazer na fábrica de Palmela mostra que é “importante e oportuno investir em Portugal”, diz o primeiro-ministro.
“Estamos muito perto, e vamos atingir a meta que estava prevista para este ano. O aumento da produção vai ser superior a 30% em relação ao ano passado. Estaremos seguramente acima dos 130 mil carros”, disse António de Melo Pires o director-geral da Volkswagen Autoeuropa, à margem das comemorações do 20º aniversário da fábrica de Palmela.
Apesar de 2011 ter sido um ano positivo para a Autoeuropa, António de Melo Pires assume que a empresa não vai fugir à crise europeia, embora tenha possibilidade de atenuar eventuais perdas.
“A Autoeuropa vai sofrer os efeitos da economia deprimida no mercado europeu. No entanto, temos a vantagem de conseguir exportar uma parte substancial da nossa produção para fora da Europa, como os Estados Unidos, China e Japão”, afirmou o responsável da fábrica de Palmela, sublinhando, contudo, que “não vamos escapar à crise europeia”, diz António Melo Pires.

Casa-mãe vai investir 200 milhões em Palmela

No mesmo evento, o alemão Hubert Waltl comunicou ainda a promoção do actual director geral da Autoeuropa, António de Melo Pires, para o grupo de altos quadros do grupo Volkswagen, constituído por apenas 250 pessoas. 
O responsável adiantou ainda que o presidente do grupo automóvel reconheceu há dias que o “ano de 2011 foi de grande sucesso”. De qualquer modo, há alguma prudência no discurso quanto a 2012, por causa da “desaceleração significativa da economia global”.
Hubert Waltl enumerou como essencial, para dinamizar o grupo, a aposta continuada em produtos de sucesso, na qualidade, na produtividade e na flexibilidade das empresas que o integram.
Mas a grande novidade da tarde de festa foi o anúncio de que a Volkswagen vai investir 200 milhões de euros na fábrica de Palmela no próximo ano. O anúncio foi feito esta terça-feira pelo membro do conselho de administração do grupo Volkswagen Hubert Waltl.
De acordo com o membro do conselho de administração da Volkswagen, “vamos investir nas instalações, na pintura e vamos modernizar as diferentes estações”. O gestor refere-se à "revolução" que o grupo Volkswagen está actualmente a fazer ao nível das novas plataformas modulares. Ou seja, as bases dos carros, que servem de suporte às rodas, aos travões e ao motor, entre outros componentes, e que serão produzidas com base em módulos iguais para todo o grupo Volkswagen.
António de Melo Pires confirmou, em declarações aos jornalistas, que o investimento da Volkswagen vai permitir a criação de novos postos de trabalho na fábrica de Palmela.


Volkswagen apanha comboio
Responsáveis ouviram a boa nova: VW vai investir mais 200 milhões


Já em Janeiro, a maior fábrica automóvel do país passará a "apanhar" comboios. Apesar de já ter pesado 12% nas vendas para o exterior e hoje pesar cerca de 4%, a Autoeuropa ainda é uma das maiores exportadoras. A estratégia é utilizar as ligações ferroviárias até ao Centro da Europa, para trazer componentes e exportar os veículos para esses mercados. Com isso, será possível reduzir os custos e as incertezas do camião. 
O projecto tem estado em testes, mas o plano é passar a utilizar o comboio de forma regular, duas vezes por semana. Só que para isso, o operador logístico terá de agregar outras empresas, já que actualmente "o comboio vem meio vazio para Portugal e sai cheio para a Alemanha".
Se tudo correr bem, irá seguir-se o investimento num terminal ferroviário junto à fábrica, para descarregar mercadoria e acabar com os transbordos para camiões na Bobadela. Esse investimento de 10 a 11 milhões de euros permitiria poupar entre 25 a 30 euros por veículo, num custo de transporte de 210 euros por carro.
Esta será uma forma de diminuir a desvantagem dos 3000 quilómetros que separam Palmela da Alemanha, face a fábricas na Europa de Leste, apenas a 100 ou 200 quilómetros da casa-mãe. Já a China fica mais próxima, devido ao canal do Suez e ao futuro canal do Panamá, e por isso deverá passar em 2012 a segundo mercado da fábrica portuguesa. 


A história da maior fábrica de automóveis do país

Novos investimentos podem trazer mais emprego 

A VW Autoeuropa, a maior fábrica portuguesa de automóveis e um dos maiores projectos industriais em Portugal, assinalou esta tarde duas décadas de actividade com a presença do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho. Reconhecida internacionalmente como uma das melhores do grupo VW a unidade de Palmela emprega 3500 pessoas.
A primeira pedra da Autoeuropa foi lançada a 3 de Dezembro de 1991, mas a inauguração oficial aconteceu quatro anos depois, a 26 de Abril de 1995. Construída no âmbito de uma parceria entre a Ford e a Volkswagen, a Autoeuropa foi o maior investimento estrangeiro realizado à época em Portugal, no montante de 1,970 mil milhões de euros. Este investimento permitiu desenvolver os três modelos iniciais da fábrica de Palmela, os monovolumes VW Sharan, Seat Alhambra e Ford Galaxy.
Em 1999, a Volkswagen assumiu o controlo total da empresa, após saída da Ford. Considerada uma das melhores e mais modernas unidades de produção de automóveis da Europa, a Autoeuropa atingiu a produção de um milhão de unidades em 2003, ano em que foi feito um novo investimento de 600 milhões de euros, que permitiu preparar a produção de um novo modelo.
A Autoeuropa passou então a ter duas linhas de montagem em simultâneo - uma dedicada à produção dos monovolumes VW Sharan e Seat Alhambra, e outra dedicada ao novo modelo VW Eos. No mesmo ano de 2006 foi anunciada a construção de um outro modelo, o Scirocco. 
Em 2007, ano em que atingiu a produção de um milhão e meio de veículos, a VW anunciou mais um investimento de 541 milhões de euros na fábrica de Palmela para uma reestruturação e melhoria tecnológica, de forma a permitir diferentes produtos numa única linha de produção.
Com mais de 3000 trabalhadores - a que se juntam muitos mais que trabalham para dezenas de empresas fornecedoras instaladas no parque industrial anexo - a Autoeuropa representa quase 1% do PIB (Produto Interno Bruto) português, exporta 99 % da produção, principalmente para a Europa, com grande destaque para o mercado alemão, Estados Unidos e China.
Quanto a 2012, Melo Pires não pensa em aplicar directamente a meia hora suplementar de tempo a cada turno, embora os contornos da lei ainda sejam pouco conhecidos. E acredita que no próximo ano, apesar da retracção dos mercados e graças ao acordo de flexibilidade laboral da Autoeuropa, irão "conseguir manter grande parte da força de trabalho em casa".

Paulo Jorge Oliveira 

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