Explosão numa sala de aula da Baixa da Banheira faz dois feridos e leva PJ à escola

O engenho foi lançado do recreio contra uma janela durante uma aula. Os dois feridos foram transportados para o Hospital 

Uma aula na Escola Secundária da Baixa da Banheira foi interrompida, na manhã de quarta-feira, por uma explosão que podia ter tido consequências muito mais graves. Um engenho explosivo, de origem ainda desconhecida, rebentou junto à janela de uma sala onde decorriam atividades letivas, provocando ferimentos num professor, de 32 anos, e numa aluna, de 17. Ambos tiveram de receber assistência hospitalar.
Imagem ilustrativa. Explosão numa sala de aula na Baixa da Banheira

O alerta foi dado cerca das 11 horas, depois de o engenho ter sido alegadamente lançado a partir do recreio contra uma das janelas da sala de aula. A força da explosão provocou a quebra dos vidros, cujos estilhaços atingiram as duas pessoas que se encontravam no interior.
O professor sofreu ferimentos no tórax e na mão direita. Os primeiros terão sido provocados por estilhaços resultantes da explosão, enquanto na mão sofreu cortes causados pelos vidros partidos. A aluna, por sua vez, apresentou queixas de dores de cabeça e nos ouvidos, na sequência do ruído intenso provocado pelo rebentamento.
As duas vítimas foram assistidas pelos Bombeiros Voluntários Sul e Sueste, que mobilizaram duas ambulâncias e quatro operacionais para a escola. De acordo com Miguel Saldanha, comandante da corporação, os ferimentos foram considerados ligeiros, tendo o professor e a jovem sido transportados para o Hospital do Barreiro. O docente recebeu tratamento aos cortes e escoriações, enquanto a aluna foi observada devido às queixas que apresentava.

Uma explosão dentro do espaço escolar
Na sequência do incidente, a sala de aula foi evacuada e a escola encerrou durante a tarde de quarta-feira, para permitir a realização de diligências policiais. A investigação está a cargo da Polícia Judiciária de Setúbal, que procura identificar os envolvidos e determinar as características e a origem do engenho utilizado.
Mais do que os danos numa janela ou a interrupção das aulas, o episódio deixa uma questão particularmente preocupante: a presença e utilização de engenhos potencialmente perigosos dentro de um estabelecimento de ensino. Uma explosão junto a uma sala ocupada por alunos e professores expõe pessoas que estão na escola para aprender e trabalhar a riscos que não deveriam fazer parte do seu quotidiano.
Neste caso, os ferimentos foram considerados ligeiros. Mas a quebra de vidros e a projeção de estilhaços mostram que as consequências poderiam ter sido diferentes, dependendo da distância a que se encontravam as pessoas e da intensidade da explosão.
A Polícia Judiciária prossegue agora a investigação para esclarecer o sucedido e apurar eventuais responsabilidades.

Outra assistência médica na escola
Ainda durante a ocorrência, foi necessária uma segunda intervenção de emergência nas instalações escolares. Segundo o Correio da Manhã, uma equipa de bombeiros do Barreiro prestou assistência a um aluno de 16 anos que apresentava sintomas compatíveis com um possível acidente vascular cerebral (AVC), tendo também sido transportado para o Hospital do Barreiro.
Não são, contudo, conhecidas informações que permitam estabelecer qualquer relação entre esta situação clínica e a explosão.

Agência de Notícias 
Imagem Ilustrativa: Design ADN 

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