Nova polícia municipal avança com 13 agentes e levanta dúvidas sobre eficácia e custos
"Muitas vezes, basta a presença de uma pessoa fardada para melhorar comportamentos no espaço público", defende o presidente da Câmara da Moita, Carlos Albino, após a aprovação do estudo que prevê a criação de uma polícia municipal com 13 agentes - uma decisão que está a agitar o debate sobre segurança pública e política local no concelho.![]() |
| Nova polícia municipal gera debate na Moita |
A Câmara Municipal da Moita aprovou, em reunião pública, o estudo de viabilidade para a criação de uma polícia municipal no concelho, abrindo caminho à implementação de um novo modelo de vigilância e gestão do espaço público.
O projeto prevê uma estrutura composta por 13 elementos, incluindo comandante, chefe, dez agentes e um funcionário administrativo. O custo total anual da corporação está estimado em cerca de 420 mil euros, sendo que aproximadamente 196 mil euros serão suportados diretamente pelo município.
Apesar da aprovação, o estudo foi alvo de fortes críticas durante o debate político. Alfredo Vieira, coordenador da concelhia do Chega na Moita, questionou a consistência do documento e apontou falhas na caracterização do território. "Isto não é um estudo. Falta análise às forças, fraquezas e oportunidades do concelho", afirmou, sublinhando ainda discrepâncias nos dados populacionais apresentados.
O responsável foi mais longe e considerou insuficiente o número de agentes previstos: "Com 13 homens, o presidente não faz nada". Defendeu, por isso, uma equipa mais robusta, entre 16 a 18 elementos, admitindo que isso implicaria custos mais elevados, mas sustentáveis para a autarquia.
Críticas e respostas marcam debate político
Em resposta às críticas, o presidente da Câmara, Carlos Albino, garantiu que os valores apresentados resultam de cálculos rigorosos dos serviços de recursos humanos do município. Destacou ainda a importância da presença de agentes no terreno e o impacto direto na vivência do espaço público.
Curiosamente, o estudo foi aprovado com sete votos favoráveis - quatro do PS e três do Chega.
Já a CDU votou contra, através de dois eleitos, apresentando uma declaração crítica ao documento. João Figueiredo classificou o estudo como "mal elaborado" e acusou-o de omitir riscos e dificuldades operacionais. "Transforma o presidente da Câmara num xerife", apontou, criticando ainda a ausência de uma análise crítica ao território e à atividade proposta.
Os comunistas alertaram também para o risco de esta medida servir de compensação para o alegado enfraquecimento de outras forças policiais no concelho.
Em resposta às críticas, o presidente da Câmara, Carlos Albino, garantiu que os valores apresentados resultam de cálculos rigorosos dos serviços de recursos humanos do município. Destacou ainda a importância da presença de agentes no terreno e o impacto direto na vivência do espaço público.
Curiosamente, o estudo foi aprovado com sete votos favoráveis - quatro do PS e três do Chega.
Já a CDU votou contra, através de dois eleitos, apresentando uma declaração crítica ao documento. João Figueiredo classificou o estudo como "mal elaborado" e acusou-o de omitir riscos e dificuldades operacionais. "Transforma o presidente da Câmara num xerife", apontou, criticando ainda a ausência de uma análise crítica ao território e à atividade proposta.
Os comunistas alertaram também para o risco de esta medida servir de compensação para o alegado enfraquecimento de outras forças policiais no concelho.
Funções e impacto na gestão urbana
Caso avance, a polícia municipal da Moita terá competências na fiscalização de estabelecimentos, gestão do trânsito e estacionamento, ordenamento do espaço público e controlo de comportamentos infratores, incluindo em áreas naturais. Estará também envolvida no apoio à segurança em eventos e na vigilância de edifícios e espaços públicos.
A decisão marca um momento relevante na política local, colocando a segurança pública no centro da agenda e abrindo um novo capítulo na gestão municipal da Moita.
Caso avance, a polícia municipal da Moita terá competências na fiscalização de estabelecimentos, gestão do trânsito e estacionamento, ordenamento do espaço público e controlo de comportamentos infratores, incluindo em áreas naturais. Estará também envolvida no apoio à segurança em eventos e na vigilância de edifícios e espaços públicos.
A decisão marca um momento relevante na política local, colocando a segurança pública no centro da agenda e abrindo um novo capítulo na gestão municipal da Moita.

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