Câmara Municipal assume prioridade total ao investimento após falhas na execução de obras
Obras prioritárias, investimento público e decisões difíceis marcam a nova estratégia da Câmara Municipal do Montijo. Apesar de apresentar contas equilibradas e milhões em caixa, o executivo liderado por Fernando Caria garante que a verdadeira urgência está nas infraestruturas e serviços do concelho, depois de uma taxa de execução de investimento considerada muito abaixo do esperado.![]() |
| Câmara apresenta contas e redefine prioridades de investimento |
Na reunião de câmara realizada a 15 de Abril, o município apresentou as contas relativas ao ano de 2025, revelando um cenário financeiro estável, mas com um problema estrutural na concretização de projetos.
O ano fechou com 72 milhões de euros de receita, representando um crescimento de cerca de nove por cento face ao período anterior. Grande parte deste aumento resulta dos 28 milhões de euros provenientes de impostos diretos, nomeadamente IMT, IMI e IUC, impulsionados pelo dinamismo do setor imobiliário no concelho.
Apesar do resultado líquido positivo de 2,6 milhões de euros e de cerca de 21 milhões de euros em caixa, o presidente da autarquia sublinhou que estes números escondem uma realidade preocupante: a execução de investimento municipal ficou limitada a 23 por cento.
"Isto significa que uma grande parte das obras previstas para o Montijo simplesmente não avançou", disse Fernando Caria, presidente da Câmara do Montijo.
Três quartos do investimento previsto ficaram por aplicar
Os dados mostram uma discrepância significativa entre o investimento planeado e o efetivamente realizado.
Dos 26,5 milhões de euros destinados a obras e infraestruturas no concelho, apenas cerca de seis milhões de euros foram executados.
Fernando Caria explicou que este cenário deixa uma herança pesada ao atual executivo.
"Isto significa que três em cada quatro euros que deveriam melhorar o nosso concelho ficaram por investir", afirmou.
Segundo o autarca, o dinheiro que transita para 2026 não representa uma folga financeira para novos projetos. Trata-se, na verdade, de verbas já comprometidas com contratos e intervenções que ficaram por executar e que terão obrigatoriamente de avançar.
Os dados mostram uma discrepância significativa entre o investimento planeado e o efetivamente realizado.
Dos 26,5 milhões de euros destinados a obras e infraestruturas no concelho, apenas cerca de seis milhões de euros foram executados.
Fernando Caria explicou que este cenário deixa uma herança pesada ao atual executivo.
"Isto significa que três em cada quatro euros que deveriam melhorar o nosso concelho ficaram por investir", afirmou.
Segundo o autarca, o dinheiro que transita para 2026 não representa uma folga financeira para novos projetos. Trata-se, na verdade, de verbas já comprometidas com contratos e intervenções que ficaram por executar e que terão obrigatoriamente de avançar.
Eventos suspensos para reforçar investimento no concelho
Perante a necessidade de acelerar obras essenciais, a autarquia decidiu adotar uma estratégia de contenção orçamental e redefinir prioridades.
Entre as decisões mais visíveis está a suspensão de vários eventos municipais, seguindo o mesmo caminho já tomado anteriormente com o Carnaval.
Entre os eventos suspensos estão:
"Neste momento, a nossa prioridade é o investimento que os montijenses exigem. As pessoas não nos julgam pelo saldo bancário da câmara, mas sim pelo estado das ruas onde passam ou pelas escolas onde deixam os filhos", afirmou Fernando Caria.
Perante a necessidade de acelerar obras essenciais, a autarquia decidiu adotar uma estratégia de contenção orçamental e redefinir prioridades.
Entre as decisões mais visíveis está a suspensão de vários eventos municipais, seguindo o mesmo caminho já tomado anteriormente com o Carnaval.
Entre os eventos suspensos estão:
- Festa da Flor
- Semana da Juventude
- Festival de Música da Atalaia
- Festival Blossom de Jazz
"Neste momento, a nossa prioridade é o investimento que os montijenses exigem. As pessoas não nos julgam pelo saldo bancário da câmara, mas sim pelo estado das ruas onde passam ou pelas escolas onde deixam os filhos", afirmou Fernando Caria.
Município prepara plano para recuperar dívidas
Durante a análise financeira foi também identificado um montante significativo em valores por cobrar.
Segundo o executivo, existem cerca de 1,9 milhões de euros em dívidas de terceiros ao município, algumas acumuladas há vários anos.
Para recuperar estes valores, será implementado um plano de cobrança mais rigoroso, acompanhado por uma revisão dos procedimentos administrativos internos, com o objetivo de evitar novos atrasos ou acumulação de dívida.
Durante a análise financeira foi também identificado um montante significativo em valores por cobrar.
Segundo o executivo, existem cerca de 1,9 milhões de euros em dívidas de terceiros ao município, algumas acumuladas há vários anos.
Para recuperar estes valores, será implementado um plano de cobrança mais rigoroso, acompanhado por uma revisão dos procedimentos administrativos internos, com o objetivo de evitar novos atrasos ou acumulação de dívida.
Solidez financeira permite preparar novas obras
Apesar das dificuldades na execução de investimento, a autarquia mantém uma posição financeira considerada sólida.
O município apresenta atualmente uma dívida de cerca de 4,7 milhões de euros, valor considerado reduzido para a dimensão do orçamento municipal. Além disso, existe ainda uma capacidade de financiamento externo de aproximadamente 31 milhões de euros.
Este cenário abre caminho à possibilidade de recorrer, de forma responsável, a financiamento bancário e fundos comunitários, permitindo acelerar projetos estruturais no concelho.
Fernando Caria resume o momento atual como uma fase de transição para uma nova etapa de investimento.
"As contas não são um ponto de chegada, são um retrato de transição. O nosso compromisso é transformar saldos em obras e recursos em melhores condições de vida para quem vive e trabalha no Montijo", concluiu.
Apesar das dificuldades na execução de investimento, a autarquia mantém uma posição financeira considerada sólida.
O município apresenta atualmente uma dívida de cerca de 4,7 milhões de euros, valor considerado reduzido para a dimensão do orçamento municipal. Além disso, existe ainda uma capacidade de financiamento externo de aproximadamente 31 milhões de euros.
Este cenário abre caminho à possibilidade de recorrer, de forma responsável, a financiamento bancário e fundos comunitários, permitindo acelerar projetos estruturais no concelho.
Fernando Caria resume o momento atual como uma fase de transição para uma nova etapa de investimento.
"As contas não são um ponto de chegada, são um retrato de transição. O nosso compromisso é transformar saldos em obras e recursos em melhores condições de vida para quem vive e trabalha no Montijo", concluiu.

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