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segunda-feira, 9 de setembro de 2019

54 milhões para produzir mirtilos em Alcácer do Sal

Investimento cria 200 empregos directos e 2500 temporários 

A antiga fábrica da Torrinha, em Montalvo, no município de Alcácer do Sal, vai ser requalificada para integrar um investimento na produção biológica de mirtilos. A Carsol Fruit Portugal é a empresa por detrás do investimento que está estimado em 54 milhões de euros e que inclui os campos adquiridos e as plantações, assim como os edifícios, a área de plantação será de 400 hectares, sendo que entrarão em produção total no ano de 2025. Esta produção, completamente biológica, permitirá colher uma média de 9 mil toneladas de mirtilo por ano, que se destinam essencialmente a exportação, mas também ao preenchimento das necessidades nacionais. Este investimento permitirá criar 200 postos de trabalho na região, estimando-se que no pico da campanha de mirtilo o número de postos de trabalho temporários ronde os 2500.
Mirtilos vão ser produzidos do Litoral Alentejano 

O concelho de Alcácer do Sal, vai realizar um investimento na área da produção biológica de mirtilos. Este investimento poderá potenciar o concelho como uma referência na produção deste fruto, contribuindo para tornar Portugal numa referência a nível internacional.
“Esta produção, completamente biológica, permitirá colher uma média de 9 mil toneladas de mirtilos por ano, que se destinam essencialmente a exportação, mas também ao preenchimento das necessidades nacionais”, segundo a autarquia de Alcácer do Sal.
O investimento vai acontecer na antiga fábrica da Torrinha, em Montalvo, que será requalificada, segundo um comunicado da autarquia de Alcácer do Sal.
Trata-se de um investimento na ordem dos 54 milhões de euros realizado pela empresa Carsol Fruit Portugal, detida em partes iguais pela família do empresário Filipe de Botton e pela família Carrasco.
O valor de investimento neste projeto inclui a aquisição dos campos e plantações, além dos edifícios que irão servir para a refrigeração e embalamento do fruto.
No comunicado, a câmara municipal de Alcácer do Sal revela que até 2022 a área de plantação contará com 400 hectares, com o início da produção previsto para 2025. “Esta produção, completamente biológica, permitirá colher uma média de nove mil toneladas de mirtilos por ano, que se destinam essencialmente a exportação, mas também ao preenchimento das necessidades nacionais”, segundo a autarquia.
O município adianta que vão ser criados 200 postos de trabalho definitivos no concelho, mas que no pico da campanha do mirtilo, ou seja, na apanha do fruto, o número de empregos temporários pode chegar aos 2500.

Será o mirtilo o superalimento que cura todos os males?
Não, não é vermelho. Aliás o mirtilo distingue-se sobretudo pela sua forte tonalidade roxa, mas ainda assim é um dos 'frutos vermelhos' que maior destaque tem conquistado na nossa alimentação nos últimos tempos.
Além dos seus poderes antioxidantes e imunizantes contra várias doenças, o mirtilo é "um fruto com um teor calórico interessante do ponto de vista do controle de peso, tendo 57 kcal por 100g de alimento, rico em vitaminas C e K e beta – caroteno, um precursor da vitamina A", explica Filipa Teixeira Morgado.
E acrescenta a nutricionista: "Têm, como a maioria dos frutos vermelhos, um valor calórico pouco significativo, são ricos em diversas vitaminas, como já referido, ricos em compostos fenólicos (função) e carotenoides (que têm uma função antioxidante)".
O mirtilo é um arbusto baixo da família das Ericaceae, nativo da Europa e Ásia, onde abunda nos campos e nas cidades. É uma planta de inverno forte, com gelo e neve, que renasce na primavera e se enche de pequenos bagos azuis. O mirtilo também é conhecido como uva-do-monte ou arando.
A nutricionsita Filipa Teixeira Morgado enfatiza ainda que estes pequenos e poderosos frutos são ricos em antocianinas que, de acordo estudos recentes, demonstram ter benefícios na redução do risco de Doenças Cardiovasculares, recomendando-se, para este efeito, o consumo diário de 50 g a 100g de frutos vermelhos.

Por serem ricos em antioxidantes os mirtilos são:
Antimicrobianos e Anti – inflamatórios – podendo ajudar no alívio de sintomas relacionados com infeções do trato urinário, por exemplo, não sendo essa a sua principal função.;
Anticancerígenos e Anti – mutagénicos – existe já evidência científica relevante que demonstra o efeito anticancerígeno dos compostos fenólicos, em que os mirtilos são ricos, na prevenção de alguns tipos cancro;
Neuroprotetores – apresentam impacto na memória, aprendizagem e função cognitiva tendo efeitos em Doenças Neurodegenerativas, como por exemplo a Doença de Alzheimer.

Agência de Notícias
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