Castelos da Região às escuras

Castelo de Palmela sem iluminação até Dezembro

Em Palmela, a luz do castelo apagou-se. Diz a autarquia, que a iluminação volta no final do ano, após o fim das obras no Castelo e toda a zona do centro histórico da vila. Em Setúbal, as luzes do Forte de São Filipe foram apagadas à muito tempo por degradação do equipamento e a autarquia local está sem verba para o arranjar. Mais a sul, em Alcácer do Sal, o Castelo nunca esteve iluminado e, apesar dos desejos da Câmara, estudos técnicos apontam que é perigoso colocar projectores por risco de deslizamento de terras.  


Obras desligaram luzes do Castelo de Palmela, até Dezembro 
O Castelo de Palmela, desde os anos 70, estava iluminado. Mas os holofotes foram desligados e assim ficarão até ao fim do ano, devido a obras no monumento nacional.
A autarquia está a requalificar as galerias da Praça de Armas, a remodelar espaços museológicos e a Casa Capelo, obras orçadas em mais 350 mil euros, custo que é co-financiado no âmbito do PORLisboa, um programa comunitário do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). A intervenção, com fim previsto em Janeiro de 2013, engloba intervenções nas rede de águas, drenagem de águas residuais domésticas, instalações eléctricas e telecomunicações, obrigando ao desligamento dos projectores que iluminavam o castelo durante a noite.
Adília Candeias, vereadora das Obras Públicas na Câmara de Palmela, disse ao Público que a interrupção "nada tem a ver com a contenção de custos a que as câmaras têm sido sujeitas". De acordo com a autarca, "tem havido avarias e houve a necessidade de desligar as luzes, pois tiveram de ser retirados alguns postes na empreitada junto ao miradouro do castelo devido às obras".
Se as obras decorrerem como a autarquia espera, as luzes voltarão a ser ligadas no final do ano", diz Adília Candeias.
No entanto, a autarquia tem planos para substituir a iluminação artística do castelo. "A iluminação exterior está obsoleta. Além do dispêndio de energia em causa e da frequente emissão de dióxido de carbono inerente à antiguidade e pouca eficiência energética de todo o suporte ilumino-técnico, já não é possível substituir muitas das lâmpadas", lê-se na documentação sobe o projecto de iluminação de exterior de monumentos e edifícios institucionais ou de interesse arquitectónico de Palmela.
A reformulação da iluminação, um plano conhecido como P7, é uma das acções previstas no projecto que visa dar nova cara ao centro histórico da vila, algumas das quais já estão em curso ou concluídas.
A presidente da Câmara de Palmela, Ana Teresa Vicente, assegura querer "reformular este projecto numa óptica de sustentabilidade financeira, no sentido de vir a ter uma iluminação mais barata". A autarquia de Palmela vai “continuar a trabalhar no projecto para optimizá-lo, mas, com muita pena minha, não vai ser possível concretizá-lo em 2013, pois o QREN tinha mais projectos aprovados do que dinheiro disponível", conclui Ana Teresa Vicente.

Setúbal e Alcácer do Sal queriam “castelos iluminados” 
Setúbal sem dinheiro para iluminar Forte de São Filipe 

Para a EDP, a iluminação dos castelos é considerada de carácter decorativo e parte de iniciativa particular, normalmente das autarquias respectivas. Setúbal e Alcácer do Sal são duas das autarquias que desejam ter os seus castelos iluminados, mas as dificuldades financeiras têm atrasado os respectivos projectos.
No caso de Setúbal, a iluminação do castelo, mais propriamente o Forte de São Filipe, está desactivada há alguns anos devido à degradação dos equipamentos de iluminação. A Câmara de Setúbal tentou, recentemente, avançar para a recuperação do sistema com o apoio de um programa comunitário que financiava acções de iluminação de monumentos nacionais, mas tal programa foi suspenso, pelo que a ideia, que se mantém válida, de recuperar aquela iluminação está neste momento suspensa.
Em Alcácer do Sal, a iluminação nunca existiu. Fonte da câmara lembra que há três anos foi pedido "um estudo ilumino-técnico para iluminar zonas específicas do morro e castelo de Alcácer do Sal". O resultado do estudo apontava para a possibilidade de o morro cair com o peso dos projectores.
"A zona não apresentava estabilidade suficiente para suportar as estruturas de iluminação, por ser uma zona de grande sensibilidade em termos de deslizamento de terras", adianta a autarquia. A câmara abandonou a ideia.
O castelo de Alcácer do Sal chegou a estar na lista dos monumentos a reabilitar, em 2009, ainda no Governo de José Sócrates, quando foi criado o Cheque Obra. O programa foi suspenso em 2010 devido a problemas com benefícios fiscais.

Agência de Notícias 

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