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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Municípios querem tauromaquia classificada como "Património Cultural"



Espectáculos taurinos movimentos milhares de pessoas e de euros

Quinze municípios já declararam a tauromaquia como Património Cultural e Imaterial de Interesse Municipal com o objetivo de o Governo classificar o setor como "Património Cultural de Portugal", revelou, esta segunda-feira, fonte ligada ao processo. Entre eles, como o ADN já tinha avançado, estão os municípios da Moita e Alcochete, onde a tauromaquia tem um peso muito forte na cultura e na economia local.

 Tauromaquia como património nacional é a luta das autarquias 

O presidente da secção dos municípios com atividade taurina, Dionísio Mendes, adiantou à agência Lusa que as autarquias, ao declararem a tauromaquia como Património Cultural e Imaterial de Interesse Municipal (PCIIM), esperam que se "tome consciência" a nível nacional da "importância" do setor como "património cultural".
A secção dos municípios com atividade taurina, departamento que está aliado à Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), foi criada em setembro de 2001 e congrega 40 municípios de norte a sul do país.
Dionísio Mendes, que também preside à Câmara de Coruche, indicou que já declararam a tauromaquia como PCIIM os municípios de Alcochete, Moita, Barrancos, Alter do Chão, Monforte, Fronteira, Pombal, Moura, Santarém, Benavente, Vila Franca de Xira, Sabugal, Portalegre, Coruche e Arruda dos Vinhos.
"Nós próximos dias, os restantes municípios vão avançar com a declaração. No fim, vamos entregar um dossier na secretaria de Estado da Cultura no sentido de sensibilizar o Governo para declarar a tauromaquia como Património Cultural de Portugal", explicou.

Tauromaquia movimenta milhões
Para Dionísio Mendes, a tauromaquia deve ser "reconhecida" pela sua "importância", uma vez que é o "segundo espetáculo com mais público no país, a seguir ao futebol, e que movimenta muitos milhões de euros".
O autarca observou que a tauromaquia movimenta também "várias atividades económicas" e que as ganadarias constituem um "exemplo de sustentabilidade ambiental e daquilo que é a valorização do património genético: o touro bravo".
Dionísio Mendes destacou ainda que vivem "centenas de pessoas" desta atividade e que existe uma "enorme tradição" em redor do toiro e da sua criação.
Nesse sentido, o autarca afirmou que os municípios associados entendem que "há matéria suficiente" para que a tauromaquia seja classificada pelo Estado como "Património Cultural de Portugal".

Agência de Notícias 

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