BE contra regra do pagamento do serviço de ambulância
A Concelhia do Bloco de Esquerda de Almada lançou esta semana um Roteiro pelo Associativismo de Almada. A iniciativa vai estender-se ao longo dos próximos meses e tem como objetivo traçar um diagnóstico da realidade social de Almada, através do conhecimento das principais preocupações sentidas pelas organizações sociais com intervenção expressiva no território do concelho.
A Concelhia do Bloco de Esquerda de Almada lançou esta semana um Roteiro pelo Associativismo de Almada. A iniciativa vai estender-se ao longo dos próximos meses e tem como objetivo traçar um diagnóstico da realidade social de Almada, através do conhecimento das principais preocupações sentidas pelas organizações sociais com intervenção expressiva no território do concelho.
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BE visitou bombeiros de Cacilhas e trouxeram preocupações |
Dizem os bloquistas que a “profunda crise social que o país atravessa, consequência direta da aplicação de uma política de austeridade irresponsável por parte do Governo e das imposições externas da troika, tem-se feito sentir no concelho de Almada”. O empobrecimento de alguns setores da população gera uma “sobrecarga para as associações e instituições sociais que substituem o Estado na prestação de serviços que deveriam ser públicos e universais, ao mesmo tempo que estas organizações se deparam com dificuldades crescentes de financiamento da sua atividade”, denuncia o BE.
Os sucessivos cortes nos serviços públicos e nas prestações sociais do Estado, a acrescentar ao desemprego e pobreza crescentes “constituem uma desresponsabilização inaceitável do Governo perante as populações mais carenciadas e uma violação flagrante de direitos tão básicos como o acesso à saúde, à mobilidade ou à educação”.
Perante este cenário preocupante, a Concelhia do Bloco de Esquerda de Almada decidiu pedir reuniões a IPSS (Instituições Particulares de Solidariedade Social) e movimento associativo.
Bombeiros em dificuldade
Numa destas visitas o BE foi recebido pelo Comando e Direção da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Cacilhas, respetivamente pelo Comandante Miguel Silva e Presidente Clemente Mitra.
Como resultado dessa reunião, o Bloco de Esquerda de Almada, escreve em comunicado, “acompanha e solidariza-se com os Bombeiros Voluntários de Cacilhas”.
A decisão tomada pelo Ministério da Saúde de alterar as regras de pagamento do transporte de doentes não urgentes representa, de acordo com os bloquistas, “uma negação do direito de transporte a doentes que têm de se deslocar aos seus tratamentos”.
Uma medida que o bloco chama de “duplamente irresponsável”. Primeiro, “porque cria obstáculos ao acesso deste serviço prestado pelos bombeiros, pondo em causa a saúde dos doentes e privilegiando o transporte privado, mais caro”. Em segundo lugar, “o não pagamento do retorno dos doentes transportados e o novo mecanismo de preço do quilómetro dentro das localidades (preço único para deslocações num raio de 16km) revela-se uma irracionalidade económica que se traduz no aumento da despesa pública e afeta drasticamente uma importante receita das corporações de bombeiros voluntários, provocando a insustentabilidade financeira e até o encerramento de muitas associações que se veem obrigadas a acumular prejuízos na tentativa de manter um serviço público que deveria ser sustentado pelo Estado, com a consequente destruição de postos de trabalho”.
Bombeiros de Cacilhas querem preservar património histórico
O bloco considera ainda lamentável as recentes medidas do Governo que diminuiriam o impacto do tempo de serviço voluntário nos bombeiros na contabilização para o tempo de reforma e que retiraram aos bombeiros voluntários a isenção de taxa moderadora que usufruíam no acesso ao Serviço Nacional de Saúde.
“Estas eram formas simbólicas da sociedade retribuir o empenho e a dedicação de milhares de voluntários que dedicam desinteressadamente uma parte significativa das suas vidas a actividades humanitárias e de socorro às populações”, disse fonte do BE Almada.
O Bloco de Esquerda “saúda e valoriza” a preocupação dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas pela preservação do seu património histórico que é também património da cidade de Almada e da sua população. Por esta razão, “apoiaremos todas as medidas tomadas no sentido de encontrar um espaço adequado para preservar e expor ao público todo o património dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas”.
Através deste comunicado, o Bloco de Esquerda expressa também a sua “solidariedade com as restantes corporações de Bombeiros Voluntários do concelho de Almada que atravessam as mesmas dificuldades. Faremos da defesa do serviço cívico prestado pelos ‘soldados da paz´ um dos eixos da nossa intervenção local e autárquica”.
Numa destas visitas o BE foi recebido pelo Comando e Direção da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Cacilhas, respetivamente pelo Comandante Miguel Silva e Presidente Clemente Mitra.
Como resultado dessa reunião, o Bloco de Esquerda de Almada, escreve em comunicado, “acompanha e solidariza-se com os Bombeiros Voluntários de Cacilhas”.
A decisão tomada pelo Ministério da Saúde de alterar as regras de pagamento do transporte de doentes não urgentes representa, de acordo com os bloquistas, “uma negação do direito de transporte a doentes que têm de se deslocar aos seus tratamentos”.
Uma medida que o bloco chama de “duplamente irresponsável”. Primeiro, “porque cria obstáculos ao acesso deste serviço prestado pelos bombeiros, pondo em causa a saúde dos doentes e privilegiando o transporte privado, mais caro”. Em segundo lugar, “o não pagamento do retorno dos doentes transportados e o novo mecanismo de preço do quilómetro dentro das localidades (preço único para deslocações num raio de 16km) revela-se uma irracionalidade económica que se traduz no aumento da despesa pública e afeta drasticamente uma importante receita das corporações de bombeiros voluntários, provocando a insustentabilidade financeira e até o encerramento de muitas associações que se veem obrigadas a acumular prejuízos na tentativa de manter um serviço público que deveria ser sustentado pelo Estado, com a consequente destruição de postos de trabalho”.
Bombeiros de Cacilhas querem preservar património histórico
O bloco considera ainda lamentável as recentes medidas do Governo que diminuiriam o impacto do tempo de serviço voluntário nos bombeiros na contabilização para o tempo de reforma e que retiraram aos bombeiros voluntários a isenção de taxa moderadora que usufruíam no acesso ao Serviço Nacional de Saúde.
“Estas eram formas simbólicas da sociedade retribuir o empenho e a dedicação de milhares de voluntários que dedicam desinteressadamente uma parte significativa das suas vidas a actividades humanitárias e de socorro às populações”, disse fonte do BE Almada.
O Bloco de Esquerda “saúda e valoriza” a preocupação dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas pela preservação do seu património histórico que é também património da cidade de Almada e da sua população. Por esta razão, “apoiaremos todas as medidas tomadas no sentido de encontrar um espaço adequado para preservar e expor ao público todo o património dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas”.
Através deste comunicado, o Bloco de Esquerda expressa também a sua “solidariedade com as restantes corporações de Bombeiros Voluntários do concelho de Almada que atravessam as mesmas dificuldades. Faremos da defesa do serviço cívico prestado pelos ‘soldados da paz´ um dos eixos da nossa intervenção local e autárquica”.
Agência de Notícias
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