Queda de blocos na Serra da Arrábida fecha estrada e corta acesso à Figueirinha por tempo indeterminado
A ligação rodoviária a uma das praias mais procuradas da Serra da Arrábida foi totalmente interrompida. A Rua Círio da Arrábida, entre o Hospital do Outão e a Praia da Figueirinha, em Setúbal, está interditada a veículos e peões devido a um elevado risco geológico na encosta, numa decisão que levanta alertas sobre segurança pública, mobilidade local e acesso turístico às praias da Arrábida.![]() |
| Acesso entre o Outão e a Praia da Figueirinha permanece interdito |
Quem pretende chegar à Praia da Figueirinha encontra agora um bloqueio absoluto. A circulação na Rua Círio da Arrábida - antigo troço da EN379-1 - foi oficialmente proibida a automóveis, motociclos, bicicletas e até a peões, depois de as autoridades identificarem uma instabilidade grave na encosta da Serra da Arrábida.
A decisão foi formalizada através de um edital publicado a 1 de Abril pela Câmara Municipal de Setúbal. O documento, assinado pela presidente Maria das Dores Meira, determina que a interdição é total e vigorará por tempo indeterminado, mantendo-se até que existam condições de segurança suficientes para reabrir o acesso.
Segundo o município, a medida foi tomada porque a instabilidade da encosta representa um risco real para pessoas e bens. “A interdição é total, encontrando-se o trânsito estritamente proibido a viaturas automóveis, motociclos, bicicletas e peões, devido ao risco para a vida humana”, refere a Câmara de Setúbal no edital.
Instabilidade na encosta da Arrábida após depressão Kristin
A origem do problema está associada a fenómenos meteorológicos extremos recentes. De acordo com a autarquia, “na sequência dos eventos climatéricos extremos associados à depressão Kristin, foi detetada uma instabilização severa da encosta sul da Serra da Arrábida, na zona da Praia da Figueirinha”.
Esta situação provocou a queda de blocos rochosos de grande dimensão e de vários detritos, que acabaram por afetar diretamente os sistemas de proteção existentes na encosta.
O documento municipal explica que o impacto desses materiais resultou no colapso estrutural das barreiras dinâmicas superiores instaladas ao longo da via.
“A ocorrência resultou no colapso estrutural das barreiras dinâmicas superiores na Rua Círio da Arrábida”, indica a Câmara de Setúbal, acrescentando que o excesso de carga gerado pela queda de rochas provocou “a deformação irreversível dos pilares de suporte e das redes”.
A origem do problema está associada a fenómenos meteorológicos extremos recentes. De acordo com a autarquia, “na sequência dos eventos climatéricos extremos associados à depressão Kristin, foi detetada uma instabilização severa da encosta sul da Serra da Arrábida, na zona da Praia da Figueirinha”.
Esta situação provocou a queda de blocos rochosos de grande dimensão e de vários detritos, que acabaram por afetar diretamente os sistemas de proteção existentes na encosta.
O documento municipal explica que o impacto desses materiais resultou no colapso estrutural das barreiras dinâmicas superiores instaladas ao longo da via.
“A ocorrência resultou no colapso estrutural das barreiras dinâmicas superiores na Rua Círio da Arrábida”, indica a Câmara de Setúbal, acrescentando que o excesso de carga gerado pela queda de rochas provocou “a deformação irreversível dos pilares de suporte e das redes”.
Risco de colapso em cascata mantém estrada encerrada
A falha das estruturas superiores acabou por transferir a pressão para o sistema de retenção inferior, aumentando o perigo na zona.
Segundo a autarquia, ao cederem, as estruturas superiores sobrecarregaram o sistema de retenção abaixo, criando um cenário de possível rotura em cascata.
“Existe um risco iminente de rotura total em cascata e perigo de projeção de blocos sobre a via, ameaçando a segurança rodoviária e a integridade física de pessoas e bens”, sublinha o edital da Câmara de Setúbal.
Perante este cenário, o município decidiu manter o troço totalmente fechado até à conclusão de várias intervenções técnicas consideradas complexas.
Esses trabalhos incluem:
A falha das estruturas superiores acabou por transferir a pressão para o sistema de retenção inferior, aumentando o perigo na zona.
Segundo a autarquia, ao cederem, as estruturas superiores sobrecarregaram o sistema de retenção abaixo, criando um cenário de possível rotura em cascata.
“Existe um risco iminente de rotura total em cascata e perigo de projeção de blocos sobre a via, ameaçando a segurança rodoviária e a integridade física de pessoas e bens”, sublinha o edital da Câmara de Setúbal.
Perante este cenário, o município decidiu manter o troço totalmente fechado até à conclusão de várias intervenções técnicas consideradas complexas.
Esses trabalhos incluem:
- remoção de detritos acumulados
- consolidação da encosta da Serra da Arrábida
- reposição integral dos sistemas de retenção e proteção
Acesso à Figueirinha sem alternativa
A situação torna-se ainda mais delicada porque este troço já apresentava limitações anteriormente.
O documento recorda que a estrada já estava encerrada num dos extremos, devido ao risco pré-existente de queda de um bloco rochoso fraturado.
Com o novo episódio de instabilidade, a via transformou-se numa estrada sem saída, ficando também confirmado que não existe atualmente qualquer alternativa de circulação ou acesso à Praia da Figueirinha por este percurso.
A situação torna-se ainda mais delicada porque este troço já apresentava limitações anteriormente.
O documento recorda que a estrada já estava encerrada num dos extremos, devido ao risco pré-existente de queda de um bloco rochoso fraturado.
Com o novo episódio de instabilidade, a via transformou-se numa estrada sem saída, ficando também confirmado que não existe atualmente qualquer alternativa de circulação ou acesso à Praia da Figueirinha por este percurso.

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