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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Bastardinho de Azeitão com Prémio de Excelência

Moscatel de José Maria da Fonseca conquista prémio no Porto 

O Bastardinho de Azeitão 40 anos conquistou o Prémio Excelência – Melhores do Ano, com 18,5 pontos, na gala da “Revista de Vinhos” organizada na passada sexta-feira, na Alfândega do Porto, sendo considerado pela prestigiada publicação como “insinuante e misterioso” e ainda, detentor de “enorme finesse e carácter de grande senhor”. Este licoroso, oriundo na Península de Setúbal e "resultante de um blend composto por diferentes colheitas (entre os 40 e os 80 anos), foi lançado em 2017", explica a empresa produtora, a José Maria da Fonseca, em comunicado.
Bastardinho é o "Canto do Cisne" dos vinhos de Setúbal 


Considerado um dos vinhos mais raros e preciosos do país, este Bastardinho de Azeitão 40 anos é produzido com a casta Bastardo e é o último engarrafamento dos 2300 litros de Bastardinho de Azeitão que restavam nas caves da José Maria da Fonseca. 
A sua excelência e raridade levou Domingos Soares Franco, enólogo da José Maria da Fonseca, a designá-lo como “o canto do cisne”. 
As vinhas com cerca de 90 anos da casta Bastardo (Trousseau), que deram origem a este licoroso, foram arrancadas na década de 80, depois de cederem à pressão urbanística. Para prevenir a sua extinção, em 2005 a José Maria da Fonseca plantou meio hectare desta casta nas suas propriedades, sendo que dificilmente conseguirá condições para produção de um vinho semelhante num futuro próximo.
O Bastardinho de Azeitão é produzido há décadas na José Maria da Fonseca. As uvas que dão origem a este vinho provinham de vinhas plantadas a Sul do Tejo, entre a Costa de Caparica e o Lavradio tendo sido arrancadas nos anos 80 do século XX devido à força do crescimento urbanístico. Na vindima de 1983 a José Maria da Fonseca recebeu a última tonelada de uvas provenientes de uma destas vinhas com cerca de 90 anos, cuja as uvas tinham um potencial de álcool provável de 18º.
O Bastardinho 40 anos é um “vinho de aromas muito intensos e complexos, de grande densidade na boca e com um final de prova muito prolongado e equilibrado, dada a acidez que ainda mantém”. Deve ser servido como aperitivo ou vinho de sobremesa, a 16 graus centígrados. Tendo sido submetido, no processo de envelhecimento, a uma oxidação natural, o vinho não terá qualquer evolução após o engarrafamento. 
Mas a garrafa pode ser aberta e consumida por um longo período de tempo. “Se o armazenamento da garrafa, após aberta, for feito de modo correto, este vinho manter-se-á idêntico por muitos anos”, garante a José Maria da Fonseca.
 Fundada há mais de 180 anos, a José Maria da Fonseca é um dos líderes nas áreas da produção e comercialização de vinhos de mesa e generosos, encontrando-se as suas marcas presentes em mais de 70 países.

“Altamente Recomendado” e “Melhor de Portugal”
As distinções atribuídas ao Bastardinho de Azeitão 40 anos, nesta gala, estenderam-se também para a designação de “Altamente Recomendado”, também atribuída ao Trilogia Moscatel de Setúbal (que combina três grandes colheitas do século XX: 1900, 1934 e 1965) e à Aguardente Velha Reserva 1964 (produzida com vinhos verdes destilados na Comissão dos Vinhos Verdes, na vindima de 1964).
Já na categoria de “Melhor de Portugal”, foram incluídos o Trilogia Moscatel de Setúbal, a Aguardente Velha Reserva 1964 e o vinho branco alentejano Puro da Talha 2015 (que fermenta e estagia em talhas entre 4 a 10 meses).

Agência de Notícias

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