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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

CTT querem fechar balcões do Lavradio e Paio Pires

Correios garante que encerramento de lojas não prejudica populações

O jornal Eco avança que os CTT têm planos para encerrar 22 lojas entre elas a do Lavradio, no concelho do Barreiro, e o balcão da Aldeia de Paio Pires, no concelho do Seixal. O fecho de lojas não rentáveis estava previsto no plano de reorganização dos CTT que prevê a saída de 800 trabalhadores até 2020.“Deu esta terça-feira entrada nos serviços da Comissão de Trabalhadores um pedido de parecer para o encerramento de 21 lojas, depois de na semana passada ter sido feito o pedido de parecer para o encerramento de uma loja [Arco da Calheta, Madeira]”, disse José Rosário, coordenador da Comissão de Trabalhadores dos CTT. Num esclarecimento enviado às redacção, os CTT dizem, ainda, que "este plano de adequação não coloca em causa o serviço de proximidade às populações e aos nossos clientes". A presidente da União de Freguesias do Barreiro e Lavradio afirmou hoje que está indignada com o encerramento do posto dos CTT do Lavradio, garantindo que irá tomar medidas para a “resolução ou mitigação da decisão”.
CTT vão fechar dois balcões no distrito de Setúbal 



Apesar da reestruturação dos CTT prever o encerramento de lojas não rentáveis, a Comissão de Trabalhadores foi apanhada de surpresa pela decisão da empresa de encerrar um número tão elevado de balcões.
No dia 27 de Dezembro a Comissão de Trabalhadores esteve reunida com o conselho de administração dos CTT e nada fazia prever o encerramento deste número de balcões.
"O que nos disseram foi o que nos têm dito ao longo dos tempos. Todos os anos a empresa encerra um, dois, três balcões e abre um ou dois balcões, em função das movimentações das populações. Tudo o que for para além disto é uma situação extraordinária e neste caso 21 lojas não é uma ou duas. Estamos no primeiro dia do ano. Vamos ver o que vem aí", adiantou José Rosário.
Na semana passada já tinha sido pedido o parecer para o encerramento da loja no Arco da Calheta, na Madeira. Agora foi pedido o parecer para o encerramento de mais 21 lojas.
As lojas em questão são as seguintes: Lavradio, no Barreiro; Aldeia de Paio Pires, no Seixal; Socorro, Olaias e Junqueira em Lisboa; Filipa de Lencastre, de Belas; Camarate, do concelho de Loures; Alpiarça, em Santarém; Universidade, em Aveiro; Barrosinhas, em Águeda; Alferrarede, em Abrantes; Galiza, Asprelas e Areosa, no Porto; Freamunde, em Paços de Ferreira; Paços de Brandão, em Santa Maria da Feira; Riba d'Ave, em Vila Nova de Famalicão; Termas de São Vincente, em Penafiel; Araucare, em Vila Real; Avenida, em Loulé; Calheta, em Ponta Delgada.
A Comissão de Trabalhadores tem 10 dias para dar o seu parecer, mas como José Rosário confirmou que o pedido do parecer "deveria ter impacto, mas não passa de uma mera formalidade".
Esta decisão dos CTT deve afetar 53 funcionários da empresa, segundo José Rosário, que não concorda com o argumento da falta de rentabilidade utilizado pelos CTT para encerrar lojas.
"Esse argumento não pega. Haverá aqui algumas lojas que não são rentáveis, em que o custo de manutenção da loja, os ordenados, água, luz, portanto todo o equipamento necessário à loja são superiores às receitas. Mas dou-lhe um exemplo muito concreto. A loja do Socorro tem uma rentabilidade significativa, superior a 100 mil euros. Portanto, não é verdade que todas as lojas não sejam rentáveis para os CTT. Há aqui lojas que são lucrativas", diz José Rosário.
O coordenador da Comissão de Trabalhadores fala ainda numa "estratégia de realização de dinheiro a curto prazo mediante a venda dos edifícios, redução de custos acelerada, comprometendo até o futuro" da empresa.
José Rosário lembra ainda que no ano passado os CTT pagaram aos accionistas 10 milhões de euros acima dos resultados da empresa. "Este ano propõe-se a pagar aos accionistas uma verba que é sensivelmente um pouco mais do dobro do valor dos resultados da empresa nos primeiros nove meses do ano. A administração em nome dos accionistas está a esgotar os recursos dos CTT, pagando dividendos muito acima dos resultados da empresa".

Autarca do Lavradio condena encerramento de posto dos CTT
A presidente da União de Freguesias do Barreiro e Lavradio afirmou hoje que está indignada com o encerramento do posto dos CTT do Lavradio, garantindo que irá tomar medidas para a “resolução ou mitigação da decisão”.
“Hoje, o Lavradio foi confrontado com uma triste notícia, o possível encerramento do posto de atendimento dos CTT. Como cidadã barreirense e presidente da Junta de Freguesia da União de Freguesias de Barreiro e Lavradio torno publica a minha indignação e contestação perante esta decisão”, afirmou Gabriela Guerreiro (PS), numa mensagem nas redes sociais.
A autarca referiu que o Lavradio tem uma “grande parte da população” que é idosa e de parcos recursos, necessitando de serviços de proximidade que tornem o seu dia-a-dia mais cómodo.
“Tudo farei pela defesa dos direitos desta freguesia, que colhe hoje os frutos de processos cegos de privatização e de desrespeito pelos princípios de uma sociedade mais justa, mais coesa e mais solidária, protagonizados pelo governo PSD/CDS-PP”, salienta.
Gabriela Guerreiro garante que está contra o encerramento e que vai desenvolver “todas as diligências com vista à resolução ou mitigação da decisão”.
O PCP do Barreiro também se manifestou contra o encerramento dos CTT do Lavradio, considerando que é “mais um passo no desmantelamento de um serviço público essencial ao país e às populações”.
“Os CTT, privatizados durante o governo anterior de PSD/CDS têm vindo a assumir uma postura de mercantilização dos serviços de correios, numa empresa que até então era pública e viável, abrindo horizontes a outras tipologias de negócios, degradando cada vez mais um serviço que conta com mais de 500 anos de existência”, refere em comunicado.
O PCP lembra que no concelho do Barreiro já tinha sido encerrada a estação da Quinta Grande, o que provocou “elevadíssimos impactos diretos na população da Verderena e Alto do Seixalinho”.

“Não há postos de trabalho em causa” nas 22 lojas dos CTT que vão encerrar
CTT garante que nenhum trabalhador será despedido 
Os CTT confirmaram hoje o fecho de 22 lojas no âmbito do plano de reestruturação anunciado em meados de Dezembro passado que, segundo a Comissão de Trabalhadores dos Correios de Portugal, vai afetar 53 postos de trabalho.
O administrador da empresa assegurou que os trabalhadores foram informados, através da comissão de trabalhadores, a quem foi comunicado o encerramento das lojas a 29 de Dezembro. A escolha das lojas a fechar baseou-se em critérios relacionados com a procura dos clientes, afirmou Pedro Silva, acrescentando que virão aí, para breve, novos pontos de acesso aos correios que não sejam necessariamente lojas dos CTT, caso sejam necessários.Questionado sobre quanto a empresa iria poupar com o corte nas lojas, Pedro Silva rejeitou responder. “O tema não é de custos”, afirmou. “Nem sequer as contas são feitas nessa dimensão”. O administrador defendeu que a prioridade é a qualidade oferecida aos clientes.
Num esclarecimento enviado às redacção, os CTT dizem, ainda, que "este plano de adequação não coloca em causa o serviço de proximidade às populações e aos nossos clientes, uma vez que existem outros pontos de acesso nas zonas respectivas que dão total garantia na resposta às necessidades face à procura existente", garantindo o cumprimento "na íntegra" com "os critérios de densidade geográfica exigidos".
No âmbito do plano de corte de custos, os CTT tinham revelado a intenção de optimizar a rede de lojas "através da conversão de lojas em postos de correio ou fecho de lojas com pouca procura por parte dos clientes". Essa optimização daria um impacto nos lucros recorrente em 2020 de 6 a 7 milhões de euros, de um total de 45 milhões estimado com todo o plano.
O dirigente do sindicato dos trabalhadores dos correios, Vítor Narciso, afirma que os funcionários das 22 lojas que vão ser encerradas pelos CTT serão transferidos para outras lojas. Em declarações à SIC, Vítor Narciso disse que é a única coisa que “pode legalmente” acontecer, embora os CTT estejam também a desenvolver um programa de rescisões amigáveis para redução de custos.
Vítor Narciso acredita que ainda virão aí mais encerramentos, referindo temer que a empresa se concentre mais na sua vertente de banca e possa começar a encerrar lojas dentro das 400 que não têm uma agência bancária, apenas 200 das 600 lojas CTT têm uma agência do banco.

Agência de Notícias com Lusa 

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