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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Casa dos Marcos na Moita em risco de fechar

Trabalhadores da Raríssimas alertam para risco de fecho por falta de dinheiro

Os trabalhadores da “Raríssimas” avisaram, esta quinta-feira, que a associação está em risco de fechar por falta de acesso às contas bancárias e apelaram ao primeiro-ministro para que envie uma direção idónea para permitir o funcionamento. Numa declaração pública realizada na Casa dos Marcos, na Moita, a coordenadora do departamento jurídico da Casa dos Marcos, Manuela Duarte Neves, explicou que a associação “Raríssimas” deixou de ter acesso às contas bancárias desde a demissão da presidente que já foi confirmada pelo presidente da Assembleia Geral da instituição. Apesar de, esta quinta-feira, se ter demitido do cargo de presidente da Raríssimas, Paula Brito e Costa diz que vai manter o cargo de diretora-geral da Casa dos Marcos. Segundo a própria, só abandona a instituição da Moita "com indemnização e com direito a subsídio de desemprego". 
Casa dos Marcos sem dinheiro para funcionar 

A notícia de que Paula Brito e Costa se demitiu da presidência da Raríssimas mas que vai continuar, afinal, como directora-geral do seu principal centro assistencial, a Casa dos Marcos, a não ser que a indemnizem, deixou os funcionários da instituição boquiabertos. “Estamos estupefactos. Apesar de estar a ser investigada pela Polícia Judiciária, decidiu trabalhar a partir de casa para onde levou vários dossiers a que nem os próprios inspectores da Segurança Social têm acesso”, disse uma fonte da associação ao jornal Público.
“Corremos o risco de fechar porque não temos dinheiro por muito tempo para dar comida. Corremos o risco de fechar porque não temos dinheiro por muito tempo para dar medicamentos” aos quase 200 utentes da associação, disse.
A responsável apelou ao primeiro-ministro, António Costa, para que envie para a Casa dos Marcos “uma comissão de gestão ou uma direção provisória que possa fazer funcionar a casa”.
A Casa dos Marcos, afirmou Manuela Duarte Neves, “paralisou por falta de capacidade de tomar decisões”, já que não existe ninguém atualmente que possa “decidir com legitimidade”.
A declaração foi feita ao mesmo tempo que foi publicada uma posição dos trabalhadores nas redes sociais, na qual se demarcam da atuação da ex-presidente da “Raríssimas”.
A “Raríssimas” vive dias muito conturbados por causas completamente alheias e estranhas aos colaboradores da Casa dos Marcos, que correm agora o risco de ver o trabalho posto em causa, referem.
Sublinhando que é preciso “não confundir a causa com atitudes menos lícitas por parte de uma pessoa”, os trabalhadores pedem para não serem os doentes e os trabalhadores a pagar “uma fatura que não é sua”.
Segundo asseguram, a “Raríssimas” tem “todas as condições para continuar a funcionar regularmente, com excelentes serviços” e “com rigor ético”, mas é necessário que o Governo “coloque em funções uma direção isenta, rigorosa e sem conflitos de interesse”.

Ex-presidente só sai da Casa dos Marcos se for despedida e com indemnização
Ex-presidente recusa deixar Casa dos Marcos na Moita 
Apesar de, esta quinta-feira, se ter demitido do cargo de presidente da associação Raríssimas, Paula Brito e Costa diz que vai manter o cargo de diretora-geral da Casa dos Marcos.
Segundo relata a SIC, Paula Brito e Costa já comunicou a alguns funcionários a sua decisão e pediu para que lhe fosse enviada documentação para casa, onde se encontra a trabalhar.
Três dias depois de ter avançado ao Expresso que ia demitir-se da presidência da Raríssimas, Paula Brito e Costa tomou uma segunda decisão: sai da associação mas mantém-se na liderança da Casa dos Marcos, infraestrutura assistencial a doentes situada na Moita, da qual é diretora-geral. Trabalhar a partir da residência é, para já, a opção.
"É muito fácil fazer a gestão da Casa dos Marcos. Se não me quiserem, então vamos ter de chegar a acordo", disse ao jornal Expresso. Paula Brito e Costa garante que o afastamento também da infraestrutura assistencial às crianças com doenças mentais ou raras implicará "um despedimento, o pagamento da respetiva indemnização e o subsídio de desemprego".
O presidente da assembleia geral da Raríssimas tomou conhecimento esta quinta-feira da demissão formal de Paula Brito da Costa do cargo de presidente da associação.
Segundo Paulo Olavo e Cunha, a renúncia de Paula Brito da Costa chegou através de carta digitalizada.
Em consequência desta medida, Paulo Olavo e Cunha vai aguardar que "os diretores remanescentes solicitem a convocação de uma assembleia geral para proceder à designação dos membros dos órgãos sociais em falta, até ao final do mandato em curso (2016-2019)".
"Caso tal não aconteça até ao final desta quinta-feira, procederei à convocação direta da assembleia geral para esse efeito", adiantou, referindo.
Uma fonte da instituição disse anteriormente á Lusa que a associação Raríssimas vai realizar a sua assembleia geral "nos primeiros dias de Janeiro", da qual deverá sair uma nova direção.
Segundo a mesma fonte, a informação sobre a data da realização da assembleia geral foi fornecida a elementos da atual direção pelo presidente da assembleia geral da instituição de solidariedade social.

Um Ministro "absolutamente tranquilo"
Referindo-se pela primeira vez à polémica que motivou a demissão do secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado - que recebeu 63 mil euros da Raríssimas, enquanto consultor -, o primeiro-ministro, António Costa, diz que mantém a confiança política em Vieira da Silva. Na véspera de assumir o cargo como ministro da Segurança Social, Vieira da Silva participou na assembleia-geral da Raríssimas, da qual foi vice-presidente entre 2013 e 2015, que aprovou as contas que agora estão sob investigação. “[É] um ministro com muita experiência e que em todos os momentos em que exerceu a sua actividade demonstrou grande capacidade como governante”, elogiou Costa, prometendo que o Governo se vai empenhar para “assegurar a continuidade do funcionamento” de uma instituição que reputou como “essencial”.
Por seu turno, Vieira da Silva, que continua “absolutamente tranquilo” com o seu comportamento e quanto à forma como a instituição foi tratada segundo o princípio da equidade, predispôs-se a responder a todas as perguntas que os deputados lhe queiram fazer, segunda-feira, pelas 15h30, no Parlamento.

Reportagens põem gestão da Raríssimas em causa
A TVI divulgou no sábado uma reportagem sobre a gestão da associação Raríssimas - Associação Nacional de Doenças Mentais e Raras, financiada por subsídios do Estado e donativos. A investigação mostra documentos que colocam em causa a gestão da instituição de solidariedade social, nomeadamente da sua presidente, Paula Brito e Costa, que alegadamente terá usado o dinheiro em compra de vestidos e vários gastos pessoais.
Na segunda-feira, a Procuradoria-Geral da República (PGR) informou que o Ministério Público está a investigar a Raríssimas, após uma denúncia anónima relativa a alegadas irregularidades na gestão financeira e ao uso indevido de dinheiros da associação pela sua presidente.
Também na segunda-feira, o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social anunciou que vai “avaliar a situação” da Raríssimas e “agir em conformidade”, após a denúncia de alegadas irregularidades na gestão financeira e de uso indevido de dinheiros da associação pela sua presidente.
Antes da posição do ministério, a direção da Raríssimas divulgou um comunicado na rede social Facebook no qual diz que as acusações apresentadas na reportagem são “insidiosas e baseadas em documentação apresentada de forma descontextualizada”, afirmando que as despesas da presidente em representação da associação estão registadas “contabilisticamente e auditadas, tendo sido aprovadas por todos os órgãos da direção”.
A direção da Raríssimas destaca ainda que, “contrariamente ao que foi dito na reportagem, não está em causa a sustentabilidade financeira” da associação.
Quanto aos valores de vencimentos que a reportagem mostra, diz a Raríssimas que “foram artificialmente inflacionados” e que os ordenados que paga se baseiam na “tabela salarial definida pela Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade Social”.

Notícia Relacionada: Rarríssimas, na Moita, investigada por gestão danosa

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