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quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Vigília por mais médicos de família para Corroios

Comissão de utentes lembra que há 3800 utentes sem médico 

A Comissão de Utentes da Saúde do Concelho do Seixal realizou esta quarta-feira uma vigília junto ao Centro de Saúde de Corroios contra a “falta de médicos de família” e a “redução do atendimento a utentes sem médico”. No entanto, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo indicou que, na sequência de um concurso lançado este ano, foram contratados novos médicos. De acordo com informação da Comissão de Utentes, em causa está a saída de dois médicos de família do centro de saúde de Corroios que não foram repostos, “deixando a descoberto cerca de mais 3800 utentes, a juntar aos já existentes sem médico de família atribuído”.
Utentes reclamam mais médicos em Corroios 

A situação foi agravada com a decisão de redução do número de horas contratadas para o atendimento de utentes sem médico de família e situações de doença aguda, salientam os utentes, referindo que “o centro de saúde tinha atendimentos diários para estes utentes das oito às 19 horas horas, passando agora apenas para as terças-feiras”.
Os utentes realçam também que o lançamento do concurso público para a construção do novo centro de saúde, cuja conclusão se previa até finais de 2018, “já deveria ter sido lançado, atrasando assim a resolução dos problemas atualmente existentes”.
Em resposta à Agência Lusa, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo lembrou que este ano foi aberto um concurso para dotar de mais 154 médicos de família esta região, que já estão em funções desde Outubro.
Para o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Almada-Seixal foram contratados 15 médicos, um dos valores mais elevados de toda a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo.
Devido à carência de médicos de família irá ser aberto no início do próximo ano um outro concurso, desconhecendo-se ainda quantas serão as vagas a abrir.
A mesma fonte explicou que neste género de concurso são identificadas as vagas existentes, a que se candidatam médicos de família de todo o país, que são colocados nas vagas da sua preferência consoante a sua classificação no concurso.
A ARS informou também que um dos médicos de família que estava em Corroios foi trabalhar para o ACES Arco Ribeirinho e um outro clínico está a trabalhar numa unidade de saúde familiar do ACES Almada-Seixal.
“No entanto, outros oito médicos do agrupamento reorganizaram as suas agendas para dar resposta aos utentes sem médico de família atribuído neste ACES. Ao longo de 2018 vai ser possível reforçar ainda mais os centros de saúde da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo à medida que os novos médicos terminem as suas especialidades, concretamente em Almada-Seixal, onde 21 médicos terminarão a sua formação em Medicina Geral e Familiar, sendo expectável que muitos deles fiquem a trabalhar neste ACES”, acrescenta a entidade.

Agência de Notícias com Lusa 

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