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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Riberalves vai investir 4 milhões na fábrica da Moita

Empresa anuncia intenção de contratar mais 30 trabalhadores

A Riberalves, líder do mercado nacional de bacalhau, vai investir quatro milhões de euros no aumento da capacidade produtiva da fábrica da Moita, no próximo ano. A empresa anunciou obras para 2018 e a intenção de contratar mais 30 trabalhadores. “Vamos investir no aumento de 20 por cento da capacidade produtiva e de armazenamento na fábrica da Moita”, afirmou o administrador da empresa, Ricardo Alves, à agência Lusa. “Quanto mais tempo o bacalhau estiver em cura maior qualidade tem, por isso queremos investir no armazenamento”, justificou a empresa. Com a ampliação da unidade, cujas obras vão decorrer em várias fases durante o próximo ano, a empresa espera vir a contratar cerca de 30 trabalhadores, que se vão juntar aos 450 distribuídos entre as fábricas da Moita e de Torres Vedras.
Fábrica da Moita é líder do setor do bacalhau em Portugal 

A Riberalves espera encerrar 2017 em linha com 2016, com 144 milhões de euros facturados, a maioria dos quais são obtidos no mercado interno.
Metade da facturação é gerada nos últimos quatro meses do ano, face ao aumento de consumo durante o período do Natal.
Do volume total de negócios, 43 milhões de euros são oriundos das exportações para mais de 20 países, sendo o Brasil o principal mercado da Riberalves.
Nos próximos anos, a empresa pretende apostar num novo produto, o bacalhau sem espinhas e sem pele já processado para cozinhar, a pensar sobretudo nos EUA, um dos seus mercados emergentes onde “não se sabe comer peixe sem espinhas e sem pele, mas antes em filete”.

Empresa de Bacalhau também produz vinho 
As vendas do bacalhau demolhado ultracongelado já ultrapassaram as do bacalhau tradicional seco e aumentaram o peso na facturação global de 55 em 2016 para 62 por cento este ano.
“Estamos a assistir a uma mudança nos hábitos de consumo e as pessoas preferem comprar o bacalhau demolhado ultracongelado, por estar pronto a cozinhar, em vez do bacalhau seco, uma vez que demora três dias a demolhar”, explicou.
A Ribeiralves tem uma produção anual de 25 mil toneladas. Estima-se que 88 por cento das famílias portuguesas consumam bacalhau pelo menos uma vez por ano, motivo pelo qual são processadas por ano em Portugal 40 mil toneladas, que correspondem a um volume de negócios de 400 milhões de euros, cem dos quais no mercado externo, e dois mil postos de trabalho.
A Adega Mãe, empresa do grupo orientada para a produção de vinho, cuja adega foi inaugurada em 2011, facturou este ano mais 25 por cento, atingindo os 2,5 milhões de euros, e aumentou as exportações em 38 por cento. As receitas oriundas das actividades enoturísticas cresceram 77 por cento e representam 14 por cento da facturação total do grupo.



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