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sábado, 14 de outubro de 2017

Vírus do Nilo identificado em Alcácer do Sal

Autoridade de Saúde deixa recomendações após detecção de vírus do Nilo

A Autoridade de Saúde do Alentejo Litoral recomendou a população a tomar medidas de prevenção contra as picadas dos mosquitos depois de ter sido detetado o vírus do Nilo num cavalo, em Alcácer do Sal. Filomena Araújo, delegada de Saúde do Alentejo, disse à Lusa, que “a situação foi identificada no âmbito das ações de vigilância dos serviços veterinários relativamente aos cavalos” e que até ao "momento não temos informação de haver pessoas infetadas nem de ter mosquitos também identificados", esclareceu. 
No entanto, a entidade recomendou a população a utilizar repelente de insetos, proteger as janelas, carrinhos e berços de bebé com redes mosquiteiras e ainda a utilizar roupa que cubra a maior parte do corpo bem como calçado fechado.
Mosquito com vírus do Nilo foi identificado em Alcácer do Sal 

A deteção de um cavalo infetado com o vírus do Nilo Ocidental, em Alcácer do Sal, levou a Autoridade de Saúde do Alentejo Litoral a recomendar à população medidas de prevenção de picadas de mosquitos.
"A situação [de infeção de um cavalo] foi identificada no âmbito das ações de vigilância dos serviços veterinários relativamente aos cavalos", diss em declarações à agência Lusa a delegada de Saúde do Alentejo, Filomena Araújo, que esclareceu não existir informação de qualquer pessoa infetada até ao momento.
No entanto, para prevenir situações de eventual infeção, a Autoridade de Saúde do Alentejo Litoral emitiu esta semana um comunicado no sentido de "informar a população", bem como de divulgar "recomendações" de "medidas de proteção" em relação aos mosquitos, "que são os transmissores do vírus do Nilo".
Aplicar repelente de insetos, em particular ao amanhecer e entardecer, colocar o repelente após a aplicação do protetor solar, proteger janelas, carrinhos de bebé e berços com redes mosquiteiras, usar calças, camisolas de manga comprida e calçado fechado são as recomendações feitas pela entidade responsável pela Saúde Pública na região.
A Autoridade de Saúde recomenda ainda "eliminar os locais de reprodução de mosquitos, como poças e charcos".
"Neste momento não temos informação de haver pessoas infetadas nem de ter mosquitos também identificados", indicou Filomena Araújo, que esclareceu estar em curso a nível nacional "um programa de vigilância de mosquitos que possam transmitir este tipo de doenças" e que "também funciona na zona de Alcácer do Sal".
"Havendo esta ocorrência, importa-nos alertar as pessoas de modo a saberem como proceder para eventual risco", acrescentou a mesma responsável, que assegurou que a "situação está neste momento sob controlo".

O que é o vírus no Nilo 
O vírus do Nilo Ocidental é transmitido através da picada de mosquito. Ao contrário da maioria das infeções deste tipo, em que há uma ou duas espécies de mosquito envolvidas, aquele pode ser transmitido por mais de 50 espécies diferentes.
O reservatório da infeção é composto por aves, sobretudo migratórias. Os mamíferos (incluindo o homem) são habitualmente hospedeiros acidentais do vírus. Isto quer dizer que aquele se sente mais confortável em aves.
No entanto, na falta delas, haverá uma maior probabilidade de infeção humana. O período de incubação da doença é de três a 14 dias e, em cerca de 80 por cento dos casos, a infeção não apresenta sintomas. Nos restantes 20 por cento, pode haver um quadro febril ligeiro a moderado (febre, dores articulares e musculares, dores de cabeça, por vezes náuseas e vómitos, por exemplo) e que desaparece ao fim de uma semana.
A maioria das pessoas ou não valoriza os sintomas ou pensa que teve uma gripe. Apenas um por cento dos doentes terá os sintomas neurológicos que caracterizam os quadros graves (meningites e encefalites) e cerca de dez por cento acaba por falecer. As características epidemiológicas da febre do Nilo Ocidental mudaram no final dos anos da década de 1990. Embora existissem casos em África, na Ásia e na Europa, os surtos eram limitados e com baixa mortalidade.
No início do séc. XXI, a América do Norte foi atingida pela doença e, em três anos, quase todos os estados dos EUA tiveram casos com uma taxa de mortalidade elevada. Até ao final dos anos da década de 1990, Portugal teve dois casos diagnosticados, outros dois em 2004 e, em 2010, um novo caso. Não existe tratamento antiviral específico para a febre do Nilo Ocidental. As pessoas diagnosticadas com esta infeção são habitualmente tratadas com medicação de suporte, nomeadamente antiálgicos, hidratação e antipiréticos.  
Surtos na Europa
Em 2010, este vírus circulou pela Europa, sobretudo no sul. Os surtos surgem geralmente em função das rotas das aves migratórias e da quantidade de mosquitos existente nos locais de passagem.
A epidemia na Grécia foi, talvez, a mais grave de sempre no Velho Continente. Morreram, até ao final de Agosto de 2010, nove pessoas e foram diagnosticadas mais de 150 com a infeção.
Houve, certamente, dez vezes mais pessoas infetadas, mas que não desenvolveram a doença.

Como prevenir?

Não existe vacina contra este vírus, nem prevenção com medicamentos. Assim, deve evitar as picadas, com a utilização de roupas frescas, leves, mas que cubram o corpo, e de repelentes na pele exposta. Este tipo de medidas, com um carácter protector mais imperioso, apenas se aplica a zonas onde existe transmissão conhecida, com casos de doença humana.

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