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sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Sesimbra divulga a maçã camoesa este fim de semana

A "doce" história da Maçã Camoesa

A 5.ª Mostra de Maçã Camoesa ou Férrea Azoia – Variedade Tradicional da Região de Sesimbra decorre nos dias 7 e 8 de Outubro, sábado e domingo, das nove às 13 horas, na Moagem de Sampaio. Para além da maçã, de vários produtores, os visitantes podem voltar a adquirir doçaria à base deste fruto, pão, Queijo da Azoia, produtos confecionados com Figo da Índia, hortofrutícolas, chás, compotas e artesanato. Tal como nas edições anteriores, o evento volta a contar com um conjunto de atividades pensadas para toda a família. "Dar a conhecer a Maçã Camoesa junto do público em geral e fomentar o contacto direto entre produtores e consumidores, contribuindo assim para estimular a sua produção no concelho de Sesimbra, são os principais objetivos desta iniciativa", explica a autarquia.
A maçã camoesa chega esta sexta à Moagem de Sampaio 

A Maçã Camoesa ou Férrea da Azoia – Variedade Tradicional da Região de Sesimbra volta a estar no centro das atenções no primeiro fim de semana de Outubro. A terceira edição da mostra dedicada a esta espécie decorre como é habitual, na Moagem de Sampaio, símbolo da ruralidade do concelho.
Para além do fruto, o público pode adquirir também doçaria à base da maçã, pão, Queijo da Azoia, produtos confecionados com figo da índia, produtos hortícolas, chás, compotas e artesanato. A par da venda de produtos locais, a iniciativa propõe ainda um Cesto de Maçãs e Ideias Saudáveis, com Maria Papoila, (no Sábado) e um seminário intitulado Produtos Locais - Valorização da Economia Local, na terça-feira, a partir das 14h30.
A iniciativa reúne todos os anos vários produtores deste fruto, que há cerca de dez anos estava praticamente em risco de extinção. "De ano para ano aparecem novos pomares de Maçã Camoesa, o que constitui para todos nós um motivo de grande satisfação", afirma José Polido, vereador da Câmara de Sesimbra na abertura do certame.

O aparecimento de novos produtores é ainda destacado pelo autarca. "É a recompensa do trabalho que temos vindo a fazer há vários anos juntamente com os agricultores do concelho, e que se traduziu num aumento bastante significativo do número de árvores desta maçã", acrescentou o autarca.
"Nota-se que há aqui uma grande dinâmica que junta da melhor forma o conhecimento antigo, novas técnicas e uma vontade comum de revitalizar uma atividade que estava praticamente abandonada", sublinhou Elizabete Jardim. Há um ano, a responsável pela Direção Regional de Agricultura e Pescas felicitou a autarquia pela aposta nos produtos locais e acrescentou que Sesimbra "mostra que tem excelentes condições para produzir produtos de qualidade".

A história de uma maçã unica 
Produzida na região da Azoia, próximo do Cabo Espichel, na freguesia do Castelo, a Maçã Camoesa distingue-se pela mancha avermelhada na face de maior incidência do sol, sobre um fundo amarelo, e pela polpa ácida, de cor branca e consistência firme. Embora seja colhida em Setembro, é comum ficar a amadurecer durante algumas semanas, para ser consumida durante o inverno. Carateriza-se pela consistência da polpa, por ser rica em ferro, e pela acidez, que diminui o seu grau de maturação
Para além desta particularidade, tem níveis de antioxidantes e polifenóis muito superiores aos das restantes, segundo um estudo realizado pelo professor Agostinho Carvalho, da Universidade Egas Moniz, do Monte da Caparica.
É por isso é recomendada a doentes anémicos e diabéticos. Para divulgar esta variedade de Sesimbra junto do público em geral e despertar o interesse de novos agricultores, contribuindo assim para aumentar a sua produção de modo tradicional, a Câmara Municipal, em parceria com a Junta de Freguesia do Castelo e Direção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo, realiza desde 2013, no primeiro fim de semana de Outubro, uma mostra dedicada à Maçã Camoesa.
O certame tem atraído centenas de visitantes, revelando-se um enorme sucesso. "O público demonstra cada vez mais interesse por este tipo de produto e, sobretudo pelo contacto direto com os produtores, que desta forma conseguem manter a sua atividade e, consequentemente, preservar tradições ancestrais, que são um património imaterial de valor incalculável", diz a autarquia de Sesimbra ao ADN.
Em 2012, a Câmara  de Sesimbra passou a deter o direito exclusivo da marca Maçã Camoesa ou Férrea Azoia – Variedade Tradicional da Região de Sesimbra, no âmbito de uma candidatura apresentada pela autarquia ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial.
Atualmente existem no concelho oito produtores de Maçã Camoesa, e cerca de 1400 árvores desta variedade de maçã. A produção anual ronda as 12 toneladas.

Agência de Notícias com Câmara de Sesimbra 

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