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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

TCB podem chegar a cinco concelhos distrito de Setúbal

Depois do Barreiro e da Moita, os TCB podem chegar a Palmela, Sesimbra e Seixal 

Os Transportes Colectivos do Barreiro, que também circulam desde Julho de 2016 nas freguesias da Baixa da Banheira, Alhos Vedros e Vale da Amoreira, no Concelho da Moita, podem aumentar os seus percursos a outros territórios. “Estamos a pensar em algo mais. Está criado um grupo de trabalho entre os municípios fronteiriços com o Barreiro, no caso a Moita, Palmela, Seixal e Sesimbra", disse o presidente da Câmara da Moita, Rui Garcia. De acordo com o autarca, os cinco municípios do Distrito de Setúbal  estão a preparar a criação de uma nova empresa de transportes públicos rodoviários para operar no Arco Ribeirinho Sul. A decisão deve ser tomada até final do ano. 
Autarcas da Moita e Barreiro querem alargar TCB

"Estamos a estudar o que é necessário para os TCB alargarem a sua operação a outros territórios”, revelou o presidente da Câmara da Moita, Rui Garcia. Até ao momento, o alargamento dos TCB ao concelho da Moita vai só até à entrada de Alhos Vedros, mas a população do resto do concelho deseja o mesmo.
“O balanço que fazemos até aqui é positivo e só não é mais positivo porque fizemos um alargamento limitado e a população do resto do concelho, que sente que aquele serviço tem melhores condições, mais económicas, com maior frequência do que o outro operador, também desejava tê-lo, ainda não foi possível mas estamos a avaliar”, diz o autarca da Moita.
Rui Garcia salientou ainda que o que pretende é melhorar a mobilidade na Moita e que a Área Metropolitana de Lisboa (AML) está a discutir o assunto.
“Não estamos apenas focados nos TCB. Queremos melhorar a mobilidade no concelho e os Transportes Sul do Tejo (TST) têm aqui um papel também. Vai haver até 2019, por força do novo regime, a necessidade de se fazer a atribuição de alvarás para os operadores de transportes públicos e estamos a trabalhar na AML em quais são as necessidades que temos, para que o concurso as reflicta”, concluiu o autarca.

Decisão tomada até Dezembro
Em Maio desde ano, o presidente da Câmara do Barreiro disse que "estamos disponíveis para ponderar todas as soluções para os TCB, são um excelente serviço prestado às populações do Barreiro e se puder ser estendido a outros municípios, discutamos e analisemos", disse Carlos Humberto. 
O autarca do Barreiro explicou que, se for operador interno – serviço municipal – a nova entidade a criar não fica dependente da Autoridade Metropolitana de Transportes (AMT). “Vou dizer uma coisa mas não está nada decidido, é só um exemplo; os municípios da Moita e do Barreiro passam a ser donos dos TCB, passam a ser operadores internos e não têm que propor nada a ninguém, decidem o que quiserem sobre a área da sua influência, e se for Moita, Barreiro e Sesimbra, ou se alargar ainda mais, é exactamente a mesma coisa”, afirmou, reforçando que estes municípios “não têm que fazer propostas à Área Metropolitana porque são operadores internos que só operam nos seus concelhos”.
Carlos Humberto recusou confirmar que os municípios estejam a negociar esta solução, optando por dizer que estão a “reflectir”, mas reconheceu que tem de haver uma decisão até ao final deste ano. “O que estamos a concluir nesta conversa é que terá de ser uma decisão tomada até Dezembro", disse o presidente da Câmara do Barreiro. 

Palmela e Sesimbra na linha da frente 
O autarca de Palmela, Álvaro Amaro, queixou-se de que as freguesias do concelho são mal servidas de transportes públicos, focando-se na Quinta do Anjo que é abrangida pelo estudo de mobilidade.
“A zona industrial da Autoeuropa e Vila Amélia, onde diariamente circulam milhares de pessoas, não tem carreiras e a população de Quinta do Anjo não tem acesso [transporte público] à estação da Penalva”, da Fertagus, disse.
De forma idêntica, Sérgio Marcelino, vereador de Sesimbra, afirmou que na Quinta do Conde, freguesia de 30 mil habitantes, “fica por resolver a mobilidade interna na vila, que não tem transportes urbanos”.
O alargamento deste operador a outros municípios da região é um processo já iniciado – e que tem sido muito contestado, até em tribunal, pela Transportes Sul do Tejo (TST) que detinha concessões em áreas abrangidas – com a recente extensão do serviço dos TCB ao concelho da Moita. Os autocarros do Barreiro já fazem carreiras nas freguesia da Baixa da Banheira e Alhos Vedros. 

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