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quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Jovem julgado por morte de amigo no Alegro de Setúbal

Jovem que empurrou amigo nas escadas rolantes do Alegro condenado a seis meses de pena suspensa

O Tribunal de Setúbal condenou esta quarta-feira a seis meses de prisão, com pena suspensa, o jovem suspeito de ter empurrado um amigo pelas escadas rolantes de um centro comercial, que acabou por morrer na sequência da queda. O arguido, de Pinhal Novo, que foi acusado de homicídio negligente, terá de pagar uma indemnização de 67 mil 500 euros aos familiares da vítima, na altura com 17 anos, que não sobreviveu aos ferimentos provocados pela queda de 12 metros de altura.
Acidente ocorreu em Dezembro de 2014 


O tribunal deu como provado que os empurrões que o arguido deu ao amigo, que descia as escadas rolantes do centro comercial Alegro, em Setúbal, sentado no corrimão, contribuíram para a queda que resultou na morte do jovem.
O tribunal teve em conta que, na altura dos factos, ocorridos a 16 de Dezembro de 2014, o arguido tinha apenas 16 anos, e considerou que a vítima "desafiou o perigo [ao descer as escadas sentado no corrimão]". Contudo, considerou também que o arguido [com os empurrões que, na brincadeira, terá dado à vítima] contribuiu para o incidente, que culminou com a morte do jovem.
O advogado da família da vítima, Manuel Nobre Correia, considerou a sentença "equilibrada", mas ainda não decidiu se irá interpor recurso. A advogada de defesa, Ana do Carmo, também vai analisar a sentença e reunir com o arguido para avaliar se há motivos para interpor recurso para o Tribunal da Relação de Évora.
O valor da indemnização aos familiares da vítima foi fixado em 135 mil euros, mas o arguido só terá de pagar metade, 67 mil e 500 euros, uma vez que o tribunal considerou que houve uma responsabilidade repartida pelo acidente, tendo atribuído 50 por cento da culpa à vítima e 50 por cento ao arguido.

Acidente chocou comunidade no Pinhal Novo 
O caso remonta a Dezembro de 2014, um mês após a inauguração do centro comercial, e a uma semana do Natal, quando os dois jovens tinham acabado de sair de uma loja do segundo piso e se dirigiam para o piso inferior, tendo apanhado as escadas rolantes. Bruno e Diogo seguiam na brincadeira e o primeiro empurrou o segundo. 
"Diogo Montenegro não se conseguiu agarrar e caiu no vão das escadas, embatendo no solo, no piso inferior", descreve a acusação. 
Diogo, recorde-se, foi de imediato transportado para o Hospital São Bernardo, em Setúbal, em estado considerado muito grave, onde foi submetido a intervenção cirúrgica, cerca de hora e meia depois de ter sofrido a queda. Acabou por morrer poucos dias antes de completar a maioridade.
O jovem do Pinhal Novo foi assistido no local por dois elementos da Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal (piquete que já se encontrava no local de serviço junto ao cinema) e que, segundo o Comandante Paulo Lamego “actuaram em primeira instância e prestaram o primeiro socorro”.

Empurrão fatal 
A família nunca se conformou com a tese de acidente e os pais da vítima, que residia no Pinhal Novo, constituíram-se assistentes. As imagens de videovigilância foram juntas ao processo e revelaram-se decisivas.
Depois de averiguações e da apreciação de imagens de vídeo, pouco mais de dois anos depois da morte do jovem de 17 anos numa queda das escadas rolantes do centro comercial Alegro de Setúbal, o amigo que seguia com Diogo Montenegro foi acusado pelo Ministério Público do crime de homicídio negligente.
A investigação concluiu que Bruno Cruz, agora com 18 anos, empurrou Diogo mas não teve a intenção de provocar a morte. "O arguido não previu essa possibilidade e não colocou a hipótese de os referidos empurrões causarem o desequilíbrio de Diogo Montenegro e consequentemente a queda que, necessariamente e em virtude da altura, lhe causaria a morte como causou", lê-se na acusação da 1ª secção do DIAP de Setúbal. O caso foi agora julgado.

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