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quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Botulismo na origem de morte de várias aves na Moita

Calor e seca podem ter matado "centenas de aves"  na Caldeira da Moita 

O botulismo poderá ser a causa de morte de vários exemplares de aves que ocorreram na confluência do Rio da Moita com a Caldeira da Moita em Julho, anunciou esta quarta-feira a autarquia. "A Câmara Municipal da Moita procurou conhecer as causas deste incidente junto das entidades competentes e a informação técnica do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas indica tratar-se de botulismo, uma doença de natureza tóxica que decorre da ingestão de uma toxina e que é agravada pelas condições meteorológicas, como o calor e seca, que se arrastam há vários meses", refere a autarquia, liderada por Rui Garcia, em comunicado.
Várias aves morreram em Julho na Moita

A Câmara da Moita esclarece ainda que a "toxina em causa afeta somente as aves, não constituindo risco para as pessoas”.
No comunicado, a autarquia acrescenta que as “análises realizadas à água da Caldeira da Moita não revelaram qualquer indício que possa estar na origem deste incidente".
Em Julho, a autarquia anunciou que estava a investigar o surgimento de várias aves mortas na confluência do Rio da Moita com a Caldeira da Moita, junto ao Largo da Feira.
Nas redes sociais surgiram vídeos e fotografias em que é possível ver os animais, em especial patos, muito debilitados ou já mortos na zona da Caldeira da Moita.
O Partido Socialista da Moita e a Quercus também abordaram o assunto, exigindo uma atuação rápida das autoridades competentes para se conhecerem as causas das mortes.
Quando as aves começaram a morrer, um pouco por toda a Caldeira da Moita, a Quercus dizia que deveriam ser realizadas “análises à água dos locais afectados” e deve-se proceder à “detecção de potenciais fontes de poluição”.
A 12 de Julho, a Câmara da Moita anunciou que estava a investigar o surgimento de vários animais mortos, em especial patos, na confluência do Rio da Moita com a Caldeira da Moita, junto ao Largo da Feira.
Na altura, a autarquia referiu que surgiram “muitos exemplares de aves mortas”, informando que já tinha contactado o Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente, a Divisão de Alimentação Veterinária de Setúbal e a Direcção de Serviços de Alimentação e Veterinária da Região de Lisboa e Vale do Tejo, tendo também efectuado várias análises com o Laboratório Pró Qualidade para investigar as causas.
“A morte repentina de tão elevado número de animais e a diversidade de espécies afectadas (sendo que os relatos mais recentes identificam patos, pombos e peixes) leva a pressupor que não se trata de uma qualquer doença súbita, mas sim consequência de uma qualquer descarga ilegal de elevada carga poluente, ou técnicas inadequadas e proibidas de controlo de espécies”, explicava a Quercus.
A Câmara Municipal da Moita garante que "vai continuar a acompanhar esta situação junto das entidades competentes".

Agência de Notícias com Lusa

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