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quinta-feira, 13 de julho de 2017

Primeiro-ministro quer Porto de Sines na Rota da Seda

António Costa sugere à China incluir porto de Sines na nova Rota da Seda

O primeiro-ministro português, António Costa, insistiu hoje na "posição capital" do porto de Sines, Setúbal, para ser incluído na Nova Rota da Seda, um projeto internacional de infraestruturas proposto pela China. "Não ignoramos como o porto de Sines tem uma posição capital para poder vir a ser, ao nível das rotas marítimas, uma peça fundamental desta iniciativa", afirmou durante a cerimónia, num hotel de Lisboa, de inauguração dos voos diretos Lisboa-Pequim, com a presença do presidente do parlamento da China, Zhang Dejiang, de visita a Portugal desde segunda-feira. 
Governo quer Sines na rota da seda chinesa 

"Uma Faixa, Uma Rota" - versão simplificada de "Faixa Económica da Rota da Seda e da Rota Marítima da Seda para o Século XXI" - diz respeito ao projeto de investimentos em infraestruturas liderado pela China, que ambiciona reavivar simbolicamente o corredor económico que uniu o Oriente o Ocidente.
Esta iniciativa abrange mais de 60 países e regiões da Ásia, passando pela Europa Oriental e Médio Oriente até África.
A nova rota, que vai ligar Lisboa a Hangzhou, com passagem por Pequim, está carregada de “simbolismo”, começou por dizer o primeiro-ministro português, no discurso de encerramento da cerimónia, que decorreu esta manhã em Lisboa. “Esta é a nova rota da seda do século XXI“, destacou António Costa, numa referência à iniciativa.
António Costa espera, assim, intensificar as relações de Portugal com a China, o que poderá traduzir-se não só num reforço das frequências entre Lisboa e Hangzhou -  a rota vai arrancar com três frequências semanais -, como no alargamento para outras cidades. “Quem sabe, poderá haver a abertura para outras cidades portuguesas, nomeadamente o Porto”, adiantou o primeiro-ministro.
Divulgado em 2013 pelo Presidente chinês, Xi Jinping, a Nova Rota da Seda visa reativar a antiga via comercial entre a China e a Europa através da Ásia Central, África e sudeste Asiático.
O projeto inclui uma malha ferroviária, portos e autoestradas, abrangendo 65 países e 4,4 mil milhões de pessoas, cerca de 60 por cento da população mundial.
Em Maio, o secretário de Estado da Internacionalização, Jorge Costa Oliveira, agora demissionário, esteve em Pequim para propor às autoridades chinesas "uma rota marítima até Sines e que a rota da seda terrestre ferroviária, que já vai de Chongqing até Madrid, vá um pouco mais e chegue a Sines".

Quase 77 mil vão voar entre Portugal e China em 2018
A rota para a China vai arrancar com três frequências por semana, às terças, quintas e sábados, até ao final do verão. A partir do inverno, a BCA passa a operar mais uma frequência ao domingo, passando a haver quatro voos por semana.
Assim, até ao final de 2017, a companhia aérea vai disponibilizar cerca de 40 mil 560 lugares entre Portugal e China. Já no próximo ano, a rota deverá manter-se com quatro frequências, pelo que estarão disponíveis 7 6 mil e 800 lugares entre os dois países.
No ano passado, Portugal recebeu 183 mil turistas chineses, um aumento de 19 por cento face a 2015, que responderam por 307 mil dormidas. O mercado chinês gerou receitas turísticas de 72 milhões de euros em Portugal em 2016, mais 16 por cento do que no ano anterior.
O número de turistas chineses em Portugal continua a aumentar - entre Janeiro e Abril, 68 mil vieram a Portugal, uma subida homóloga de 28 por cento - e, com a nova rota, a expectativa já expressa pela secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, é que o crescimento anual em torno de 20 por cento seja para manter. Com estes números, o Governo antecipa que será possível duplicar o número de hóspedes chineses face a 2014 (foram 113 mil nesse ano).

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