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sexta-feira, 21 de julho de 2017

Quercus quer saber as causas das aves mortas na Moita

Aves mortas na Caldeira da Moita preocupam ambientalistas  e políticos 

A Câmara da Moita continua a investigar o surgimento de vários animais mortos, em especial patos, na confluência do Rio da Moita com a Caldeira da Moita, junto ao Largo da Feira, anunciou a autarquia. "Nos últimos dias, surgiram muitos exemplares de aves mortas na confluência do Rio da Moita com a Caldeira da Moita, junto ao Largo da Feira. A fim de apurar as causas deste incidente, a Câmara Municipal tem estado a proceder a diversas diligências junto das entidades competentes", refere a Câmara. A Quercus exigiu uma “actuação rápida e urgente” por parte do Ministério do Ambiente face ao aparecimento de várias aves e peixes mortos. O assunto também já foi discutido no Parlamento por iniciativa do PS.
Inúmeras aves têm aparecido mortas na Caldeira da Moita 

A Quercus pretende “uma actuação rápida e urgente” por parte das entidades, nomeadamente o Ministério do Ambiente – através da Agência Portuguesa do Ambiente e da Inspecção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território – e o Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente, da GNR, afirmou a organização ambientalista em comunicado.
Segundo a Quercus, devem ser realizadas “análises à água dos locais afectados” e deve-se proceder à “detecção de potenciais fontes de poluição”.
“Do mesmo modo, deve ser analisado o nível de toxicidade presente nos animais já mortos e identificados os poluentes”, refere o comunicado, assinado pela direcção nacional da Quercus.
A 12 de Julho, a Câmara da Moita anunciou que estava a investigar o surgimento de vários animais mortos, em especial patos, na confluência do Rio da Moita com a Caldeira da Moita, junto ao Largo da Feira.
Na altura, a autarquia referiu que surgiram “muitos exemplares de aves mortas”, informando que já tinha contactado o Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente, a Divisão de Alimentação Veterinária de Setúbal e a Direcção de Serviços de Alimentação e Veterinária da Região de Lisboa e Vale do Tejo, tendo também efectuado várias análises com o Laboratório Pró Qualidade para investigar as causas.
“A morte repentina de tão elevado número de animais e a diversidade de espécies afectadas (sendo que os relatos mais recentes identificam patos, pombos e peixes) leva a pressupor que não se trata de uma qualquer doença súbita, mas sim consequência de uma qualquer descarga ilegal de elevada carga poluente, ou técnicas inadequadas e proibidas de controlo de espécies”, conclui a Quercus.
Para a associação ambientalista, é “inadmissível que este tipo de incidentes ocorra sem que haja uma explicação cabal e totalmente esclarecedora das suas causas e origens”.
Os deputados do PS, eleitos pelo Círculo Eleitoral de Setúbal, anunciaram que já questionaram o Ministério do Ambiente sobre a ocorrência detectada.
“Na vala real que percorre a área que vai da Autoeuropa (Palmela) até à caldeira da freguesia de Moita (Moita) foram, recentemente, identificados patos e pombos mortos, o que permite presumir ter existido descarga inadequada”, referem os deputados.
Eurídice Pereira, deputada e coordenadora do grupo de deputados socialistas de Setúbal, refere que é público que a ocorrência foi participada à GNR, mas que se desconhecem mais pormenores.
"Queremos saber se é do conhecimento do Ministério do Ambiente a referida ocorrência e o que dela se conhece, se teve participação da ocorrência por parte da Câmara da Moita, que diligências pretende o Ministério desenvolver para identificar a origem do problema e procurámos ainda saber se, nos últimos três anos, teve algum conhecimento de ocorrências na referida vala e que medidas foram tomadas", afirmou a deputada socialista.

Agência de Notícias com Lusa

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