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terça-feira, 20 de junho de 2017

Concelho de Grândola recebe corrida de elite na praia

Maratona disputada à beira-mar para levar os atletas ao limite

A ultra Maratona Atlântica Melides-Troia disputa-se no dia 25 de Junho e promete levar os participantes ao limite. São 43 km disputados à beira mar e sempre pela areia, com partida na praia de Melides, às nove da manhã, e a meta na praia do Bico das Lulas, em Troia. A cumprir a 13.ª edição, a Ultra Maratona Atlântica é uma corrida de aventura e, também, de superação.  A prova única em Portugal e na Europa, a Ultra Maratona Atlântica é considerada de elite pela exigência que implica. O autarca de Grândola, António Figueira Mendes, diz que o evento "representa uma excelente oportunidade de promoção da Frente Atlântica do concelho". A edição do ano passado contou com 520 atletas. 
Centenas de atletas vão "superar-se" nas areias do Litoral Alentejano

Em paralelo à Ultra Maratona Atlântica Melides – Tróia, desde 2014, é realizada a corrida Atlântica Comporta – Tróia, numa extensão mais reduzida, de 15 quilómetros, e para a qual são esperados perto de 200 atletas.
Organizada pela Câmara de Grândola, em parceria com a empresa ‘Ganhar Destaque’, a prova de longa distância, que alia a componente desportiva à turística, apresenta este ano algumas novidades, entre elas a introdução de um segundo abastecimento aos 14,5 km e uma homenagem à atleta Analice Silva, uma das cinco totalistas da prova que faleceu em Fevereiro deste ano com 72 anos. A organização vai entregar um troféu aos totalistas da prova.
“Neste momento temos cerca de 400 atletas inscritos e a expectativa de que o número de participações venha a subir e até supere as edições anteriores”, sublinhou o presidente da Câmara de Grândola, António Figueira Mendes.
Com um orçamento de cerca de 40 mil euros, a organização espera também aumentar o número de atletas internacionais fazendo acreditar que é possível tornar “esta prova conhecida além fronteiras”.
Até ao momento estão inscritos atletas oriundos de Espanha, Eslováquia, Holanda, França, Estónia e Roménia. “É uma semente que está a ser lançada porque queremos que estes atletas possam transmitir essa experiência a outros no sentido de os estimular a participar em edições futuras”, diz o autarca.
A introdução de um novo abastecimento, na praia de Pinheiro da Cruz, é um pormenor técnico que António Figueira Mendes vê como “um novo reforço para a progressão [dos atletas] no terreno” e “mais uma tentativa” de “melhorar a competição e o comportamento” na prova.

As dificuldades da prova 
Patrícia Serafim tem o recorde feminino desta prova 
É que além da distância é preciso lidar com outros fatores igualmente determinantes e que complicam ainda mais o desempenho. O calor, pois é uma corrida disputada sem sombras, a areia e a maré, que quando sobe obriga a correr em areia solta. Correr na praia obriga a cuidados. A começar pela utilização de um protetor solar forte, uma atenção especial com os abastecimentos e a hidratação (a organização fornece água, uma peça de fruta, um gel e uma barra energética). 
O equipamento deve ser de cores claras (absorve menos o sol) e, claro, apropriado. Contudo, o maior destaque deve ir para o calçado. Cada atleta tem a sua ‘tática’. Uns descalços (pouco aconselhável), outros com sapatilhas de surf, uns com os ténis de corrida e meias, isolando com fita adesiva (uma das mais usadas). 
Esta prova é um teste a todos os participantes. Tem vindo a ganhar adeptos, muitos deles estrangeiros, nomeadamente espanhóis. É que esta zona é uma das poucas na Europa com um areal tão extenso. O ano passado os vencedores foram José Gaspar (3:04.32 horas) e Patrícia Serafim, que estabeleceu o recorde feminino em 3:30.46 horas. O recorde masculino é de Eusébio Rosa desde 2012, com 2:46.30 horas.
Na opinião do embaixador da Ultra Maratona, Paulo Guerra, o segundo abastecimento “é mais um conforto” para os participantes que “não terá influência na performance” dos atletas. Já o piso e as marés serão importantes para a progressão dos corredores, alerta. “A maior dificuldade não é a distância mas a inclinação e a areia. Temos de saber escolher bem as zonas que vamos pisar ao longo da prova” de resistência.
O presidente da Entidade Regional de Turismo, Ceia da Silva destacou a vertente turística aliada à componente desportiva. “É um evento que reúne um conjunto de características endógenas do concelho”, sublinhou.

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