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terça-feira, 30 de maio de 2017

Secil, em Setúbal, em greve por aumentos

Trabalhadores querem aumento de 40 euros por mês. Empresa ainda não respondeu 

Os trabalhadores da fábrica da Secil do Outão, em Setúbal, iniciam à meia-noite uma greve de três dias por aumentos salariais e pela reposição de direitos laborais inscritos na contratação coletiva, disse à Lusa fonte sindical. Esta greve arrancou esta terça-feira e poderão aderir ao protesto os cerca de 120 funcionários da unidade fabril da empresa de cimentos. A greve prolonga-se até dia 1 de Junho. 

Trabalhadores da Secil em greve até 1 de Junho 

Segundo Nuno Gonçalves, do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Cerâmica, Cimentos e Construção, afeto à CGTP, no ano passado cerca de 80 trabalhadores fizeram um abaixo-assinado exigindo à empresa um aumento salarial de 40 euros por mês, além do cumprimento de outros direitos laborais.
Contudo, a empresa não respondeu e não aceita negociar o caderno reivindicativo, nomeadamente o acordo de empresa, que os trabalhadores acusam de não estar a ser cumprido, pelo que decidiram avançar para a paralisação.
O dirigente sindical disse que esta greve pode mesmo pôr em causa a produção da fábrica, desde logo consoante a adesão do primeiro turno, que assegura o funcionamento do forno.
A Lusa contactou fonte oficial da Secil, que recusou comentar a paralisação e remeteu qualquer informação para terça-feira.
A Secil é detida pela Semapa, que tem como acionista maioritária a família Queiroz Pereira.

A Secil em números 
Por cada euro gasto pela fábrica da Secil no Outão em Portugal são gerados 2,4 euros a nível nacional, concluiu um estudo da consultora KPMG sobre o impacto socioeconómico daquela unidade na região e no país, que foi apresentado em Outubro do ano passado.
De acordo com o documento, a actividade do complexo fabril do grupo cimenteiro detido por Pedro Queiroz Pereira contribui com um total de 120 milhões de euros anuais para o PIB nacional, o que representa 0,1 por cento.
Por outro lado, a fábrica, que emprega directamente 169 trabalhadores [números de 2016], tem um impacto a nível nacional de 1689 postos de trabalho. Desta forma, segundo a KPMG, por cada colaborador do complexo são gerados 10 empregos em Portugal.
O estudo revela que onde é induzida a criação de mais emprego é nos serviços de administração pública, defesa e segurança social, estimando-se um total de cerca de 305 postos de trabalho, sendo este efeito "resultado em grande parte dos impostos pagos", explica a consultora.
O impacto no emprego também se faz sentir nos serviços de reparação e instalação de máquinas e equipamentos, no sector das borrachas e matérias plásticas, nos combustíveis e no transporte terrestre.
Já para a península de Setúbal, a actividade da fábrica da Secil contribui com um total de 44 milhões de euros anuais para o PIB da região e gera, de forma directa e indirecta, 672 postos de trabalho, ou seja, por cada colaborador do complexo do Outão são gerados cerca de quatro empregos na região.
O estudo refere ainda que o contributo da Secil do Outão para as exportações é de 65 milhões de euros, representando esta unidade 31 por cento das exportações do porto de Setúbal. "Por cada euro importado, o complexo do Outão exporta cerca de três euros", aponta ainda o documento.
Por outro lado, 65 por cento das compras desta unidade industrial foram realizadas a fornecedores nacionais, sendo que 44 por cento das compras nacionais foram feitas a fornecedores da península de Setúbal.
A consultora refere ainda o investimento de 9,7 milhões de euros de investimento em inovação e desenvolvimento pelo grupo cimenteiro e, no capítulo ambiental, a redução das emissões de CO2 em dois por cento.

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