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segunda-feira, 15 de maio de 2017

Novo Centro de Saúde de Corroios em 2018

Uma luta que dura há mais de 20 anos

O secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, adiantou no final da semana passada, durante a assinatura do acordo para a construção do novo Centro de Saúde de Corroios, que espera que “este equipamento seja uma realidade em 2018”. O evento contou com a presença do presidente da Câmara do Seixal, Joaquim Santos, e da presidente do conselho diretivo da Administração Regional de Saúde da Região de Lisboa e Vale do Tejo, Rosa de Matos.
Centro Saúde de Corroios apresentado pela autarquia e governo 

O presidente da Câmara  do Seixal, Joaquim Santos, demonstrou a sua satisfação pela concretização da assinatura deste acordo, salientando que “este ato solene é mais uma etapa de um processo de luta que dura há mais de 20 anos”. O autarca agradeceu a todos os que participaram neste processo reivindicativo e que sempre acreditaram e nunca desistiram, participando em “muitas vigílias, abaixo-assinados, moções, interpelações e reuniões”.
Joaquim Santos referiu ainda que “da parte da autarquia sempre houve abertura para o estabelecimento de uma parceria para a concretização desta obra, como se pode verificar com a cedência do terreno para a construção deste novo centro de saúde, mas também com a aprovação de 300 mil euros, na reunião da Assembleia Municipal de ontem, para a construção dos espaços públicos”.
Já o secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, referiu que “o atual centro de saúde está localizado num prédio de habitação com quatro andares, sem elevador, e é de facto uma situação que não oferece confiança aos utentes ou qualquer condição de trabalho para os profissionais”.
Manuel Delgado frisou ainda que “apesar das dificuldades financeiras que ainda temos, as opções do Governo têm que ser tomadas em função das necessidades mais prementes que os cidadãos têm e aqui estávamos perante uma necessidade efetiva, pelo que o Governo assumiu que este centro de saúde tinha que ser construído. E cá estamos para o fazer com todo o gosto e com muita satisfação. Esperemos que, como a placa diz, mais para o fim de 2018, possamos inaugurar o centro de saúde e eu cá estarei com todo o gosto a ajudar nesse momento importante”.
A presidente do conselho diretivo da Administração Regional de Saúde da Região de Lisboa e Vale do Tejo, Rosa de Matos, deixou na sua intervenção a promessa de que “quando tivermos este centro de saúde, não vamos ter utentes sem médico de família. Há um ano, quando cheguei, pensei que não era possível, mas se todos trabalharmos num processo de articulação e integração, vamos conseguir”, referiu.
A comitiva visitou ainda o terreno já cedido para a construção do hospital do Seixal, sendo que, a esse respeito, o secretário de Estado, Manuel Delgado, informou que “admitimos que nos próximos dois anos, em 2019, o hospital também esteja pronto a funcionar”.

A realidade do estado da saúde no concelho do Seixal e na região de Setúbal
Estão registados cerca de 30 mil utentes sem médico de família inscritos nas unidades de saúde do concelho do Seixal.
Ao nível de recursos humanos e equipamentos na península de Setúbal, a cobertura de camas hospitalares era de 1,73 camas por mil habitantes em 2012, enquanto a nível nacional era de 3,4 camas para mil habitantes em 2010, "números que se traduzem na falta de 1.302 camas hospitalares", diz a autarquia do Seixal.
De igual modo, na península de Setúbal existem 104 médicos por 100 mil habitantes, enquanto a nível nacional o número de médicos hospitalares era de 196 médicos por 100 mil habitantes em 2011, o que equivale a 714 médicos hospitalares em falta.
No concelho do Seixal, as dificuldades são acrescidas pela reconhecida necessidade de construção de novas unidades de saúde de cuidados primários. Para além da unidade cujo acordo foi hoje formalizado, faltarão ainda uma outra em Foros de Amora e em Aldeia de Paio Pires.
Sobre os cuidados hospitalares é conhecida a sobrelotação do Hospital Garcia de Orta, em Almada, "o que se reflete nos elevados tempos de espera no serviço de urgência, nas consultas externas, nas cirurgias assim como na falta de camas de internamento, pelo que é vital avançar com a construção do hospital do Seixal, assegurando a necessária complementaridade entre os cuidados de saúde primários e os cuidados de saúde hospitalares", conclui a autarquia do Seixal.

Agência de Notícias com Câmara do Seixal 

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