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segunda-feira, 8 de maio de 2017

Fuzileiros estão a patrulhar as praias da Costa de Caparica

Militares patrulham praias de alto risco antes da abertura da época balnear 

De acordo com o porta-voz da Autoridade Marítima, Comandante Coelho Dias, polícias marítimos, acompanhados por fuzileiros da Marinha, vão reforçar a presença em praias de uma forma não permanente, sobretudo ao fim de semana, por causa do aumento das temperaturas e numa altura em que a época balnear ainda não abriu a nível nacional, à exceção das praias no concelho de Cascais, onde abriu a 1 de Maio. As praias reforçadas são sobretudo as da Costa de Caparica, Cascais e as de Lisboa a norte do Cabo da Roca, como a Ericeira e a Foz do Lizandro, “praias que ainda estão muito expostas às más condições do mar”, o porta-voz da Marinha Portuguesa. E na Costa de Caparica os fuzileiros evitaram este domingo "uma tragédia" ao retirarem das ondas cinco crianças que brincavam sozinhas junto à rebentação. Os militares intervieram ainda junto de um casal de turistas que tiravam fotografias numa zona de forte agitação num pontão da Costa. Lembre-se que na semana passada, quatro pessoas perderam a vida nas praias portuguesas. Na Costa de Caparica, Póvoa do Varzim, Nazaré e ainda há um  homem de 23 anos desaparecido, numa praia do concelho de Mafra, enquanto tomava banho.   
Autoridades desaconselham passeios à beira-mar 

Este domingo, cinco crianças, a rondar os sete anos, brincavam junto à beira-mar, a vários metros dos pais. Ignoraram o perigo das ondas fortes, numa praia da Costa de Caparica, em Almada.
A notícia do Correio da Manhã refere que valeu-lhes a presença de quatro fuzileiros destacados para patrulharem algumas praias portuguesas, numa altura em que a época balnear ainda não começou. Os militares terão evitado uma tragédia e os pais foram alertados para os perigos.
Ainda segundo o Correio da Manhã, ainda na Costa de Caparica, um casal de turistas asiático procuravam o melhor ângulo para tirar uma fotografia junto à rebentação, num dos pontões da Costa. Também aqui os fuzileiros tiveram de intervir e alertar os casal para o perigo a que estavam expostos.
"Temos visto muitos casos de pessoas sem cuidado, sem a noção do perigo, muitas vezes vêm pedir conselhos", contou um dos fuzileiros desacatados nas praias da Costa de Caparica.
Algumas dezenas de fuzileiros estão a ser colocados em várias estações salva-vidas para apoiar as autoridades marítimas locais em certas praias "não vigiadas" e fazer face a uma "situação de emergência" que já causou várias mortes, disse fonte da Marinha Portuguesa. 
O porta-voz da Marinha, comandante Coelho Dias, assegurou que os fuzileiros "não vão substituir" os nadadores-salvadores mas "auxiliar os capitães de portos" em ações de sensibilização nas praias da Costa de Caparica e a norte do Cabo da Roca até à Nazaré.
A "situação de emergência" que leva os militares da Marinha a reforçar o apoio "debaixo das ordens dos capitães de portos" resulta de "uma conjugação de fatores" que causaram já quatro mortes e um desaparecido, explicou o oficial.
Altas temperaturas, mar adverso, inclinações acentuadas das praias que leva as ondas a rebentar mesmo em cima da areia (surpreendendo quem passeia junto à linha de água), fundos não regularizados que provocam agueiros, são algumas dessas causas.
Como certos municípios ainda não declararam aberta a época balnear, os concessionários têm de apresentar previamente planos de salvamento aos capitães de portos para, depois de aprovados, poderem contratar nadadores-salvadores nessas áreas, salientou Coelho Dias.
Os militares "não vão patrulhar" as praias, enfatizou ainda o porta-voz da Marinha, mas "contribuir para o reforço da cultura de segurança" das pessoas, pois algumas das que morreram nos últimos dias  não estavam a tomar banho.
Os fuzileiros, escolhidos por ter formação como nadadores-salvadores para atuar em caso de necessidade, vão utilizar roupa identificada com o símbolo das estações salva-vidas, acrescentou o comandante Coelho Dias.

Maioria das praias portuguesas abrem a 1 de Junho 
O responsável destacou que a época balnear ainda não abriu e que é importante ter em conta os períodos de funcionamento, que dependem de município para município.
“São os próprios municípios que acordam estes prazos. A Autoridade Marítima autoriza e assegura que existem planos de salvamento, de acordo com as pretensões de abertura”, realçou.
Assim, no norte do país, com algumas exceções, na generalidade dos casos a época balnear decorre de 15 de Junho a 15 de Setembro, exemplificou.
No centro, a abertura da época balnear ocorre geralmente a partir de 1 de Junho, com exceções, como o da Figueira da Foz, onde a abertura está prevista apenas para 10 de Junho.
As praias da Costa abrem a 1 de Junho, as de Mafra abrem de 15 de Junho a 15 de Setembro e Albufeira inicia a 15 de Maio e termina a 15 de Outubro, sendo das exceções no Algarve, onde as restantes praias, grosso modo, abrem de 1 de Junho a 15 de Setembro. As praias de Setúbal, Sesimbra e do Litoral Alentejano também devem abrir no primeiro dia de Junho. 

Ministro lamenta mortes nas praias 
O ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, lamentou a morte por afogamento de quatro pessoas e o desaparecimento de outra nas praias portuguesas e apelou a todos para que tenham cuidado junto ao mar.
"Infelizmente, nos casos que ocorreram na semana passada, ou porque de todo [o socorro] foi impossível, ou porque de todo não estava em causa sequer a possibilidade de salvar, perderam-se vidas", lamentou o ministro, em declarações aos jornalistas, à margem de uma visita ao pólo do Porto do Hospital das Forças Armadas.
Quatro pessoas morreram por afogamento na segunda-feira em praias portuguesas, designadamente uma mulher de nacionalidade austríaca, de 66 anos, numa praia da Póvoa de Varzim, um casal de espanhóis, na Nazaré, e um português, que morreu afogado depois de tentar salvar um casal numa praia da Costa de Caparica. Ainda há a registar o desaparecimento de um jovem de 23 anos, no mar da Foz do Lizandro, na Ericeira, Mafra, na última quarta-feira, após um mergulho.
Azeredo Lopes realçou que "o único apelo a fazer é o de que, de facto, as pessoas tenham cuidado".
"Ir ao mar e estar próximo do mar envolve riscos que é preciso respeitar", sustentou, recordando ainda a frase "há mar e mar, há ir e voltar".

Agência de Notícias

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