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quarta-feira, 3 de maio de 2017

Freguesias de Setúbal rejeitam bancos privados

Autarcas e populações continuam a exigir presença da Caixa Geral de Depósitos 

Várias freguesias do distrito de Setúbal anunciaram, esta terça-feira, que rejeitam qualquer entendimento para a instalação de entidades bancárias privadas, considerando que o encerramento de balcões da Caixa Geral de Depósitos foi efectuado de forma “dissimulada”. As várias freguesias dos concelhos de Almada, Barreiro e Setúbal rejeitam qualquer entendimento para a instalação de entidades bancárias privadas nas suas instalações ou com o seu apoio”, referem as freguesias de vários concelhos do distrito em comunicado conjunto. Os balcões em Sobreda da Caparica, Fórum Almada e Cacilhas (no concelho de Almada), Lavradio (Barreiro) e Canha (Montijo), encerraram na última sexta-feira. O balcão da Caixa do Faralhão, concelho de Setúbal, pode encerrar até final deste ano.  
População e autarquias  não "abrem mão" da presença da Caixa 

As Freguesia do Sado e as Uniões de Freguesias do Almada, Cova da Piedade, Piedade e Cacilhas, Charneca da Caparica e Sobreda, Laranjeiro e Feijó, Barreiro e Lavradio, consideram que tem sido a “banca privada a arrastar o país para uma situação financeira desastrosa” e que este encerramento “abre espaço a ser ocupado pela banca privada que não vai ser desperdiçado”.Os autarcas lembram a manifestação que foi efectuada junto à sede da Caixa, em Lisboa, no dia 27 de Abril, referindo que foi assumido o compromisso por parte do conselho de administração do banco de reavaliar a situação.
“No dia 28 de Abril, as várias agências encerraram com o cobarde aviso que o faziam por motivos técnicos, de forma dissimulada no mínimo desrespeitosa para populações, eleitos e clientes que defendem as agências na sua área geográfica, mas, acima de tudo, a permanência do banco público junto das populações”, acrescentam as freguesias em comunicado.
As freguesias lamentam ainda a ausência da Junta de Freguesia de Canha, no Montijo, no protesto realizado “depois de estarem de acordo com a iniciativa”.
A CGD tem previsto encerrar 61 agências, sendo 18 na área da Grande Lisboa, 15 a norte, 15 a sul e nas regiões autónomas e 13 na zona centro, segundo a lista revista divulgada em Março.
O fecho de agências foi negociado com Bruxelas e é uma das contrapartidas acordadas para que a recapitalização da CGD que está a decorrer, num montante superior a cinco mil milhões de euros, não seja considerada ajuda de Estado.

Agência de Notícias

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