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segunda-feira, 24 de abril de 2017

Maiores veleiros do mundo chegam Sines a 28 de Abril

Regata internacional tem à sua espera vinho amadurecido no fundo do mar de Sines  

Após sete meses de "repouso" no fundo do mar, em Sines, 700 garrafas de vinho da costa alentejana foram retiradas da água, na quinta-feira, e vão ser oferecidas aos comandantes dos veleiros da regata "Tall Ships 2017` que passa pela cidade de 28 de Abril a 1 de Maio. Colocadas no fundo do mar para "maturação", em Setembro de 2016, em vários locais da área portuária, as 700 garrafas de vinho de sete produtores da região fazem parte da primeira experiência do género no distrito de Setúbal, segundo explicou o presidente da Associação de Produtores de Vinho da Costa Alentejana, José Mota Capitão. A constante temperatura da água do mar em Sines nos 15 graus, seja no inverno ou no verão, transformou o vinho em algo com uma qualidade nunca provada na região. "Tem mais definição, exuberância e conseguimos uma maior fixação da qualidade", diz José Mota Capitão. 

28 veleiros e mil tripulantes estão a caminho de Sines 

O porto de Sines, no distrito de Setúbal, vai acolher este ano, pela primeira vez, o Tall Ships Festival, entre 28 de Abril e 1 de Maio, sendo esperados 28 veleiros e cerca de mil tripulantes, anunciou a organização. “Praticamente todos os cais em Sines vão estar ocupados com estes grandes navios à vela”, disse à Lusa o presidente da Associação Portuguesa de Treino de Vela (Aporvela), João Lúcio.
Os Tall Ships são veleiros que estavam a ser desmobilizados há 60 anos, altura em que começou a iniciativa, e que foram desafiados para fazerem uma regata em que 50 por cento da tripulação tivesse entre 15 e 25 anos, caraterística que se “mantém até hoje”, afirmou. “Lisboa foi a primeira cidade do mundo a receber uma Tall Ship”, sublinhou o responsável.
O Sines Tall Ships Festival insere-se na “Rendez-vous 2017 Tall Ships Regatta” (RDV 2017), uma regata de grandes veleiros que passa por sete países”, cruzando o Oceano Atlântico “duas vezes”, e que celebra nesta edição os 150 anos da confederação do Canadá. O festival terá diversas atividades, como visitas às embarcações, desfiles dos tripulantes, concertos e fogo-de-artifício, tudo com entrada gratuita.
Para João Lúcio, a parada dos tripulantes é um “momento muito alto” por ser uma “espécie de carnaval” em que os tripulantes se vestem de piratas e levam ornamentos náuticos para fazer uma festa na cidade, hábito que se faz em todos os portos onde as frotas atracam.
Para além destas atividades, a população terá ainda a oportunidade de embarcar num Tall Ship, independentemente da experiência que tenha a bordo. “Eu acho que o nosso grande navegador [Vasco da Gama] estará com certeza felicíssimo por saber que nós voltamos a trazer ao porto dele [em Sines] mastros, velas e alegria”, acrescentou João Lúcio.
Associada ao RDV 2017 existe um site e uma aplicação (iOS e Android) - Yellow Brick - que permite que o utilizador siga o rasto da frota com informações como a sua localização e velocidade, entre outras curiosidades da regata.

Vinho de Mar esteve sete meses a amadurecer no fundo do mar 
As garrafas de vinhos tinto e branco, de sete produtores da região do Alentejo Litoral, foram mergulhadas no Porto de Recreio de Sines, em setembro de 2016, e, durante sete meses sujeitas a uma temperatura de 15 graus para acelerar o processo de envelhecimento. Este ano, o vinho vai ser oferecido aos capitães dos veleiros que participam na regata "Tall Ships 2017`, que escala em Sines entre os dias 28 deste mês e 1 de Maio.
Chama-se Vinho de Mar e os rótulos já estão feitos para serem colados nas garrafas que foram retiradas das águas do Porto de Recreio de Sines. Vieram à tona pelas mãos de mergulhadores. Algumas traziam lapas bem agarradas. Estiveram distribuídas por diversas áreas e profundidades, acima dos sete metros, sendo agrupadas em conjuntos de 50, numa posição vertical, em grades metálicas que a água foi corroendo.
Reúnem os vinhos de várias castas dos únicos sete produtores vitivinícolas da costa alentejana.
O presidente da Associação de Produtores de Vinho da Costa Alentejana recorda que este método de maturação do vinho já foi testado no Douro e em Alqueva, mas assegura que não é a mesma coisa. "Ali, a água é doce e a temperatura é mais elevada. Em Sines, além da massa de água ser maior, existe a corrente fria que conserva a água nos 14 ou 15 graus no verão ou no inverno", refere, fazendo fé que esta promoção possa vir a conferir "notoriedade" aos vinhos da região, ainda distante da "fama" que caracteriza outros néctares nascidos no Alentejo mais interior.

Região quer colocar mais garrafas no fundo do mar 
700 garrafas foram esta quinta-feira retiradas do fundo do mar 

Mas José Mota Capitão acredita que, se a campanha passar, há futuro para o setor junto ao mar, pegando nos exemplos das suas duas produções. Uma no Torrão (Alentejo mais interior) e em Melides (à beira-mar). "Tenho a certeza de que a costa alentejana é uma das regiões com maior potencial para fazer vinhos de guarda (os que têm grande potencial de envelhecimento) por causa da frescura do mar".
Nesta primeira experiência, para se tentar perceber o que o mar oferece aos vinhos locais, não foram observadas modificações significativas ao fim dos primeiros três meses de maturação. Mas o cenário mudou meses depois. Uma nova avaliação comprovou que a qualidade tinha aumentado, lançando otimismo entre os produtores locais.
"Isto é para continuar no futuro, porque uma só vez não permite afiançar que será sempre assim", diz o responsável da Associação de Produtores de Vinho da Costa Alentejana. 
O projeto tem um forte cunho turístico que, além da câmara, chama a si a própria Entidade Regional de Turismo do Alentejo e o Porto de Sines. Os produtores vitivinícolas já acordaram com a autarquia a realização de um evento anual dedicado ao Vinho de Mar, envolvendo provas de degustação nos vários restaurantes da região, dividindo a mesa com o peixe das águas profundas da costa alentejana.
Carlos Silva, da Câmara de Sines, assume o interesse na aposta e quer levar muitos turistas à terra. "Perante esta promoção do vinho numa região onde ele está pouco promovido, é natural que as pessoas tenham curiosidade e venham cá. É algo inédito", refere, admitindo estar aqui aberta uma porta para que o Vinho de Mar ganhe notoriedade como sendo específico da costa alentejana. Apesar de estar enquadrado na Comissão Vitivinícola de Setúbal.

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