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quinta-feira, 27 de abril de 2017

Ligações fluviais no rio Tejo voltaram a parar hoje

Transtejo admite que há navios com mais de 40 anos a navegar o Tejo

Marina Lopes Ferreira, a presidente do grupo Transtejo (Transtejo e Soflusa), admitiu que a situação degradante dos serviços é bem conhecida entre a administração, e lamenta que se tenha chegado a este estado. “Temos navios com mais de 40 anos e já dificilmente se justifica gastar dinheiro em manutenção”. Já foi pedido junto ao ministério das Finanças uma descativação de verbas para resolver os problemas, principalmente para acelerar a recuperação da frota. A presidente do grupo sabe que os utilizadores dos serviços da Soflusa são os mais prejudicados. Dos sete navios necessários para responder com qualidade à necessidade dos passageiros, apenas cinco estão a funcionar. O grupo é responsável pela ligação do Barreiro, Seixal, Montijo, Trafaria e Cacilhas à capital portuguesa. As greves parciais, nas horas de ponta, desta quarta e quinta-feira estão a “ter uma forte adesão”, segundo o sindicato. O objetivo é protestar contra problemas na frota e a rejeição da revisão do Acordo de Empresa.

Greve está a afetar milhares de passageiros no distrito de Setúbal 


A presidente do conselho de administração da Soflusa e Transtejo garantiu que vai trabalhar para resolver os problemas nas empresas, reconhecendo que o serviço de transporte fluvial se degradou.
“A greve está a ter uma forte adesão. Todas as ligações estão paradas nas horas de ponta. Estão apenas a ser cumpridos os serviços mínimos”, adiantou à Lusa Carlos Costa, do Sindicato dos Transportes Fluviais Costeiros e Marinha Mercante, afeto à Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações.
Os trabalhadores da Transtejo e da Soflusa vão cumprir uma greve parcial até quinta-feira, nas horas de ponta, para contestar problemas nas embarcações e a rejeição da revisão do Acordo de Empresa.
Muitas pessoas que foram apanhadas de surpresa com mais esta paralisação e outras que veem a vida hoje mais complicada porque tinham afazeres em Lisboa que ficam, assim, comprometidos.
A presidente do conselho de administração da Soflusa e Transtejo dirigiu hoje uma mensagem aos utentes, via Lusa.
As primeiras palavras são para os utentes, que são a razão de ser das duas empresas. O serviço degradou-se e temos que ultrapassar as dificuldades existentes com a frota. Este ano já procedemos a tantas operações de manutenção e reparação como em todo o 2016, mas ainda não chega".
Marina Ferreira, presidente das duas empresas, defendeu que "é necessário que o Ministério das Finanças descative as verbas do orçamento das empresas para se proceder à renovação e manutenção da frota". "Estamos a tentar lutar contra o tempo e a procurar encurtar os prazos para que sejam lançados os concursos".
Explicou ainda que grande parte das operações de manutenção estão relacionados com os necessários certificados de navegabilidade que as embarcações necessitam para puderem circular.
A mesma responsável anunciou ainda que vai efetuar uma reunião com todas as estruturas representativas dos trabalhadores na sexta-feira para tentar encontrar soluções.
"Estamos convictos que, face à disponibilidade sempre manifestada pelos representantes dos trabalhadores, vamos conseguir encontrar uma solução para resolver o impasse e regressar à normalidade. Gerir é encontrar soluções e vamos empenhar-nos e trabalhar no sentido de resolver a situação".
Marina Ferreira referiu que é uma defensora do transporte público e frisou que estas situações contribuem para afastar as pessoas, mas garantiu que vai trabalhar para recuperar a confiança dos utentes.

Barcos só a partir das nove da manhã
Administração do Grupo Transtejo quer renovar frota 
A Transtejo é a empresa responsável pelas ligações do Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão com Lisboa, enquanto a Soflusa faz a ligação entre o Barreiro e Lisboa.
A ligação entre o Montijo e o Cais do Sodré começa a efetuar-se depois das 9h15, sendo esperado que, à tarde, volte a parar a partir das 16h30 até às 20h15.
Na carreira entre Cacilhas e o Cais de Sodré, as ligações devem começar pelas 9h12 e funcionam até às 16h45, hora em que voltam a parar até cerca das 20h14.
Já na ligação fluvial entre o Seixal e o Cais de Sodré, os barcos devem começar a funcionar às 9h15 e depois voltam a parar entre as 16h45 e as 20h15, enquanto na ligação da Trafaria/Porto Brandão com Belém as embarcações circulam a partir das 9h40 até às 16h30, sendo retomadas novamente às 20h30.
No caso da ligação entre o Barreiro e Lisboa, os barcos devem começar a funcionar pelas 10h40 até às 18h10, com as ligações a serem depois de novo interrompidas até às 20h35.
As últimas ligações da noite e da madrugada de todas as carreiras também serão afetadas e os serviços mínimos decretados são para realização de apenas uma carreira nas ligações de Cacilhas, Montijo e Seixal, e duas no Barreiro.

Agência de Notícias

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