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quarta-feira, 26 de abril de 2017

Barcos do Tejo voltam à greve quarta e quinta-feira

Greve parcial atinge as ligações de  Cacilhas, Trafaria, Montijo, Seixal e Barreiro até quita-feira 

Os trabalhadores da Transtejo e da Soflusa, responsáveis pela ligação fluvial entre a Margem Sul e Lisboa, decidiram manter a greve parcial de dois dias, nesta quarta e quinta-feira, para contestar problemas nas embarcações e exigir a revisão do Acordo de Empresa. As ligações vão ser afetadas sobretudo nas chamadas horas de ponta (de manhã e ao final do dia) e visarão os passageiros que utilizam as ligações fluviais entre Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão com Lisboa (operadas pela Transtejo) e entre o Barreiro e Lisboa (a cargo da Soflusa). De acordo com o sindicato "a proposta de revisão do Acordo de Empresa veio recusada do Ministério da Finanças. A revisão não foi totalmente recusada, apenas alguns pontos, entre eles a questão salarial", disse Carlos Costa, do Sindicato dos Transportes Fluviais Costeiros e Marinha Mercante.
Ligações fluviais em greve parcial a 26 e 27 de Abril  

Os trabalhadores da Transtejo e da Soflusa vão cumprir uma greve parcial dia 26 e 27 de Abril. Quem utiliza este meio de transporte para chegar ou sair de Lisboa terá, por isso, de ter em conta que a oferta será afetada.
Com esta nova paralisação, os trabalhadores pretendem contestar os problemas nas embarcações e rejeitar a revisão do acordo de empresa. A administração da Transtejo e da Soflusa já emitiu um comunicado onde adverte que “Por motivo de greve parcial, convocada por diversas organizações sindicais representativas dos trabalhadores da Transtejo e da Soflusa, não será possível garantir o serviço regular de transporte fluvial nos dias 26 e 27 de Abril”.
As ligações vão ser afetadas sobretudo nas chamadas horas de ponta (de manhã e ao final do dia) e visarão os passageiros que utilizam as ligações fluviais entre Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão com Lisboa (operadas pela Transtejo) e entre o Barreiro e Lisboa (a cargo da Soflusa).
Os trabalhadores da Transtejo vão parar durante três horas por turno, enquanto os da Soflusa param duas horas por turno, período durante o qual os terminais e as estações estarão encerrados “por motivos de segurança”.
A ligação entre o Montijo e o Cais do Sodré começa a efetuar-se depois das 9h15, sendo esperado que, à tarde, volte a parar a partir das 16h30 até às 20h15. Na carreira entre Cacilhas e o Cais de Sodré, as ligações devem começar pelas 9h12 e funcionam até às 16h45, hora em que voltam a parar até cerca das 20h14.
Já na ligação fluvial entre o Seixal e o Cais de Sodré, os barcos devem começar a funcionar às 9h15 e depois voltam a parar entre as 16h45 e as 20h15, enquanto na ligação da Trafaria/Porto Brandão com Belém as embarcações circulam a partir das 9h40 até às 16h30, sendo retomadas novamente às 20h30.
No caso da ligação entre o Barreiro e Lisboa, os barcos devem começar a funcionar pelas 10h40 até às 18h10, com as ligações a serem depois de novo interrompidas até às 20h35. As últimas ligações da noite e da madrugada de todas as carreiras também serão afetadas e os serviços mínimos decretados são para realização de apenas uma carreira nas ligações de Cacilhas, Montijo e Seixal, e duas no Barreiro.

Os motivos da greve
"Reunimos com a administração da empresa e recebemos a informação que a proposta de revisão do Acordo de Empresa veio recusada do Ministério da Finanças. A revisão não foi totalmente recusada, apenas alguns pontos, entre eles a questão salarial", disse à agência Lusa Carlos Costa, do Sindicato dos Transportes Fluviais Costeiros e Marinha Mercante, afecto à Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans).
Segundo o sindicalista, a proposta de revisão do Acordo de Empresa não traz nenhum aumento salarial.
"A revisão não tem aumentos salariais, apenas muda o espelho de apresentação dos valores. Ficámos surpreendidos com esta decisão e nós não pretendemos estar agora a renegociar um acordo que nem entrou em vigor sequer", explicou.
A administração do grupo Transtejo reuniu na quinta-feira com as organizações sindicais representativas dos trabalhadores no Cais do Sodré, em Lisboa.
"Tínhamos a expectativa que tivesse sido algo favorável que vinha desta reunião e que fosse possível cancelar as greves, mas não veio nada de positivo. As greves previstas para as duas empresas do grupo, a Transtejo e a Soflusa, vão manter-se", defendeu.

Poucos barcos a navegar 
Antes, o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, dizia que “não se justifica que o Governo, sendo o acionista da Transtejo e da Soflusa, esteja há cinco meses para publicar um acordo que foi livremente assinado pelas administrações destas empresas com os representantes dos trabalhadores”.“Recordamos que este acordo não foi subscrito sem ter o aval do respetivo Governo. Não se entende que o mesmo Governo que deu o aval para a assinatura dos acordos seja o mesmo Governo que, até agora, não tenha publicado esses acordos”, disse, em declarações à Lusa.
“Não admitimos outra solução que não seja aquela que propomos, mesmo que, eventualmente, estejam a servir manifestações de pressão pelo ministro das Finanças. Nós achamos que isso não é admissível”, acrescentou.
Em relação à degradação do serviço público, Arménio Carlos exemplificou que “neste momento, na Transtejo [que fazem a ligação entre Cacilhas, Porto Brandão, Seixal e Montijo a Lisboa], em 22 barcos, 10 estão paralisados e, na Soflusa [responsável pela ligação entre o Barreiro e a capital portuguesa], em oito disponíveis, três estão encostados”.
“Estamos aqui perante uma redução brutal do serviço público, com todas as consequências que isso tem para as imagens das empresas, mas particularmente para a vida das populações que utilizam este transporte”, disse.

Agência de Notícias com Lusa 

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