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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Terra de Peixe marca Festival do Choco em Setúbal

Choco vai ser servido frito, assado ou estufado em mais de 20 restaurantes de Setúbal

O Festival do Choco, na cidade de Setúbal decorre até 5 de Março. São 26 os restaurantes envolvidos na iniciativa, que pretende apresentar a especialidade de diferentes formas. Além do conhecido choco frito, há ainda choco assado com e sem tinta, ensopado, à antiga, em caldeirada, estufado, ao alhinho e de pitéu. Segundo a Câmara de Setúbal, no dia  inaugural do Festival, o "pescado vendido na praça setubalense passa a ostentar uma marca de identificação e de diferenciação, a etiqueta CCL, ou seja, de Comprovativo de Compra em Lota". Desta forma, o consumidor vai conseguir identificar se o peixe é produto nacional, com a etiqueta "Portugal Sou Eu", e ainda, se se trata de um produto local ("Setúbal Terra de Peixe").

Choco setubalense passa a ter etiqueta de qualidade 

Uma aula de culinária que revelou uma forma inovadora de cozinhar choco e a formalização da etiqueta Comprovativo de Compra em Lota marcaram, no dia 17 de Fevereiro, o início do Festival do Choco 2017, a decorrer até 5 de Março, em Setúbal.
Quem comprou peixe no Mercado do Livramento deparou-se com uma novidade que permite identificar melhor o pescado capturado em Setúbal. A etiqueta de Comprovativo de Compra em Lota, que já existia para identificar o peixe adquirido nas lotas portuguesas, tem agora associada a marca “Setúbal Terra de Peixe”, criada pela Câmara  de Setúbal.
A aquisição de produtos com esta etiqueta significa que o consumidor está a contribuir para a sustentabilidade e rentabilidade do setor da pesca no município de Setúbal.
O CCL – Comprovativo de Compra em Lota é fornecido pela Docapesca aos comerciantes que adquirem pescado nas lotas portuguesas e depois colocado nas bancas de venda de peixe nos mercados.
A etiqueta contém toda a informação exigida por lei, nomeadamente qual a arte de pesca utilizada para apanhar determinado peixe, a zona de captura, os nomes científico e comum da espécie e, ainda, a identificação da lota de proveniência.
“No campo da etiqueta onde inserimos a lota onde o peixe foi comprado já dizia Lota de Setúbal e agora acrescentámos o símbolo ‘Setúbal Terra de Peixe’. O objetivo é os consumidores identificarem logo o peixe que é de Setúbal”, explicou Carla Fernandes, da Docapesca.
A responsável acredita que “cada vez mais as pessoas gostam de consumir produtos locais” e, por isso, a nova etiqueta torna-se um fator diferenciador ao permitir que os consumidores, quando olham para as bancas de peixe,“fiquem a saber que estão a comprar um produto da sua terra”.
Para o presidente da Associação de Comerciantes do Mercado do Livramento, Henrique João, esta medida constitui “mais um fator de promoção do peixe de Setúbal”, o que é “muito positivo”.

Uma nova forma de abordar o choco
Enquanto os comerciantes estreavam a nova etiqueta nas bancas de peixe, na zona central da emblemática praça setubalense decorria uma aula de culinária ao vivo, conduzida pelo chef Mikael Moreira, da Escola de Hotelaria e Turismo de Setúbal, que marcou o primeiro dia de uma quinzena gastronómica dedicada ao choco.
Curiosos com o que ali estava a acontecer, muitos utentes do mercado aproximavam-se para tentar perceber o que Mikael Moreira ia ensinando aos “alunos” que quiseram aprender novas formas de confecionar o molusco.
“Vamos fazer um prato de choco mais contemporâneo. A ideia baseia-se no cartão de visita de Setúbal, ou seja, vamos recriar neste prato elementos que identificam Setúbal, nomeadamente a Serra da Arrábida, o rio, as ostras, as algas comestíveis e as camarinhas”, explicou o chef.
Para o prato chamado “Rocha de Choco”, o molusco é triturado, temperado com diversas ervas e transformado numa espécie de almôndega gigante, envolta depois em quinoa tingida com tinta de choco. “Vejam lá se não parece uma rocha da serra da Arrábida…”
Os aprendizes mostraram-se entusiasmados e tentaram recriar a rocha com a ajuda do chef e de alunos da Escola de Hotelaria de Turismo de Setúbal.
Prepararam todos os elementos do prato para, no final, a rocha ser acompanhada de puré de batata-doce, uma batata-roxa frita, camarinhas, tiras finas de choco frito, algas, camarão do rio e um molho de espumante “a imitar as ondas do Sado a rebentarem na areia”. Tudo pensado ao pormenor para“recriar Setúbal num prato”.
Os participantes na aula de culinária gostaram do resultado final, como foi o caso de José Agante, 63 anos, natural da Figueira da Foz e residente em Alverca, que se encontra hoje a passear por Setúbal.
“Vim a Setúbal de propósito comer choco frito, mas já sabia da iniciativa e queria assistir. Não contava participar, mas aconteceu e estou muito satisfeito”, referiu enquanto mostrava o prato que ajudou a confecionar.
José, que conhece essencialmente a forma típica de confecionar o molusco, considera “de uma originalidade incrível” a interpretação de Mikael Moreira, com uma nova forma de abordar o choco.
Sobre o Mercado do Livramento sublinhou que “é, sem dúvida, fantástico e um dos melhores do mundo”, assim como Setúbal “é uma cidade muito bonita”.

Brasileira rendida ao choco 
As novas maneiras de cozinhar o choco agrada aos participantes 
Encantada com o mercado setubalense ficou também Ana Lúcia, brasileira de 60 anos, que se encontra em Setúbal a passar férias em casa de amigos.
Com formação em gastronomia, não teve dúvidas quando soube da realização da aula de culinária e dirigiu-se ao mercado na esperança de participar.
“Não conhecia o choco e fiquei curiosa para perceber como se trabalha com este molusco. Adorei esta aula e adoro o prato. Vou levar esta novidade para o Brasil”, adiantou enquanto provava a iguaria acabada de confecionar.
O Festival do Choco 2017, organizado pela Câmara de Setúbal, com o apoio das empresas Lallemand, Makro e Docapesca, conta com a adesão de 26 restaurantes, que apresentam ementas em que consta o choco servido de diferentes formas.
É possível prová-lo frito, assado com e sem tinta, ensopado, à antiga, em caldeirada, estufado, ao alhinho e de pitéu, além de feijoada de ovas.
No último dia do evento, 5 de Março, realiza-se uma mostra e degustação comentada, novamente conduzida pelo chef Mikael Moreira, com um custo de seis euros, a partir das 18 horas, na Casa da Baía.
Os interessados devem inscrever-se, até 3 de março, na Casa da Baía, pelo telefone 265 545 010 ou pelo endereço gatur@mun-setubal.pt.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 

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