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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Nuvem tóxica do incêndio de Setúbal deixa de ser perigosa

Qualidade do ar em Setúbal dentro dos valores de segurança

O coordenador da proteção civil municipal, José Luís Bucho, disse que a nuvem tóxica, de dióxido de enxofre, resultante de um incêndio numa fábrica da Sapec, em Setúbal, deixará de ter "consequências para a saúde pública" ao início da tarde desta terça-feira. A nuvem tóxica, constituída por dióxido de enxofre, resultante de um incêndio que deflagrou na madrugada desta terça-feira, num armazém e anexo de uma fábrica da Sapec, em Mitrena, no concelho de Setúbal, onde se encontravam toneladas daquele químico, já estava "muito mais reduzida" cerca das 13 horas, sublinhou o coordenador da proteção civil municipal. Várias escolas do concelho de Setúbal estão fechadas por indicação da Proteção Civil pelo perigo da inalação de fumos tóxicos.
Incêndio deflagrou esta madrugada em Setúbal  


 José Luís Bucho diz ainda que se encontravam no local três ambulâncias do INEM e uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação, cujas equipas, informou, não reportaram qualquer caso de náuseas ou irritação na garganta e nos olhos, os sintomas expectáveis numa situação destas. José Luís Bucho disse também ter contactado o Hospital de São Bernardo, em Setúbal, que comunicou não ter recebido na sua Urgência nenhuma pessoa com aqueles sintomas.
Nas freguesias do Sado e de Gâmbia, Pontes e Alto da Guerra, as mais próximas do local do incêndio, José Luís Bucho relatou que os respetivos presidentes de Junta, acompanhados de funcionários autárquicos, todos equipados com máscaras protetoras, percorreram as localidades, assegurando-se de que os habitantes, conforme o solicitado pelas autoridades, se encontravam em casa, com portas e janelas calafetadas "com toalhas molhadas", e também de que as creches e escolas da zona estavam encerradas, por precaução. O Instituto Politécnico de Setúbal esteve igualmente fechado.
Neste momento o incêndio está na fase de rescaldo, embora ainda com "algumas labaredas", e que o fumo a ser expelido estava "muito mais reduzido". A nuvem tóxica, levada por vento de Sueste, dirigia-se para norte como Pinhal Novo, Montijo e Vila Franca de Xira, mas José Luís Bucho garantiu que, logo na área de Palmela, "já vai a uma altitude que não tem consequências para a saúde pública".
A partir desta tarde, diz o responsável da proteção civil de Setúbal, já deverá ser autorizada a saída de casa das populações das freguesias mais próximas da fábrica onde se deu o incêndio. O rescaldo do sinistro - que causou queimaduras ligeiras em cinco bombeiros - será complicado. "Vai durar dias", explicou José Luís Bucho. 
"O enxofre é uma substância que não pode ser extinta com água, que o alimenta e dá lugar a um ácido. Estamos a usar espumífero e, depois, temos de consolidar os despojos com areia, de maneira a fazer um sarcófago. O enxofre deixa de ter oxigénio e extingue-se por aí", concluiu o responsável. 

Fabrica continua a trabalhar 
Também Paulo Lamego, comandante dos bombeiros sapadores de Setúbal, adiantou à Lusa que a principal preocupação dos bombeiros é que "o incêndio se mantenha circunscrito aos dois armazéns que ainda estão a arder e não passe para a fábrica propriamente dita".
No local mantinham-se 45 elementos de várias corporações de bombeiros, apoiados por 17 veículos, além de 30 elementos e 10 máquinas da fábrica que produz adubos agroquímicos.
Participam nestas operações elementos dos bombeiros dos Sapadores de Setúbal, dos voluntários de Setúbal com a ajuda de meios dos bombeiros de Águas de Moura, Pinhal Novo, Palmela, Barreiro e Setúbal.
Um responsável da Sapec falou também aos jornalistas, garantindo que as autoridades estão a tentar controlar a nuvem de fumo tóxico que pode causar irritações ou náuseas a quem estiver mais próximo, nomeadamente nas freguesias das Praias do Sado, Faralhão e Gambia. A mesma fonte explicou que a unidade fabril continua hoje a laborar mas que o armazém onde deflagrou o incêndio ficou totalmente destruído, assinalando que ainda é prematuro avançar com qualquer hipótese para o início das chamas.
O responsável da empresa acrescentou ainda que estavam "perfeitamente preparados, do ponto de vista de segurança", para lidar com este tipo de situação: "a primeira intervenção foi da brigada interna, com um sistema de combate a incêndio que está montado", declarou.

Qualidade do ar controlado na cidade 
Coluna de fumo tóxico era visível de Palmela 
Em declarações à Lusa, Anabela Santiago, engenheira de Saúde Ambiental da DGS, o que foi transmitido pelos técnicos da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) indica que as estações de medição da qualidade do ar não ultrapassaram os valores de referência.
“Aquilo que me foi transmitido é que, de acordo com a informação registada nas estações ali à volta e as estações que medem o SO2, o dióxido de enxofre, os valores registados não ultrapassam os valores de referência”, afirmou Anabela Santiago.
Questionada sobre se não haveria perigo algum para aquelas populações, assim como para as restantes naquela área, a responsável da DGS respondeu: “Está a ser monitorizado, quer a APA quer a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional estão a acompanhar a situação e aquilo que está a ser registado, de momento, não excede [os valores de referência]”.

Agência de Notícias com Lusa

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