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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Hospital do Barreiro Montijo consegue certificado

Único Bloco Operatório do país com certificado de qualidade 

O Bloco Operatório do Centro Hospitalar Barreiro Montijo foi acreditado pela Direção-Geral de Saúde, sendo o primeiro do Serviço Nacional de Saúde a conseguir o certificado de qualidade, num processo "complexo e exigente".  O processo arrancou no Outono de 2015 e só em Janeiro deste ano obteve o reconhecimento e certificação. "Este é um trabalho de muitos anos. Estou aqui à frente do bloco deste 2003 e temos feito um processo de evolução de procedimentos, com ferramentas que tornam este serviço bem organizado", disse à Lusa Dina Clemente, enfermeira coordenadora do Bloco Operatório e do projeto.
Bloco Operatório  realizou 3536 operações o ano passado 

O Modelo de acreditação da Agencia de Calidad Sanitaria de Andalucía, aprovado pelo Ministério da Saúde Português, foi adotado pela Direção-Geral de Saúde por ser o que melhor se adapta aos critérios definidos na Estratégia Nacional para a Qualidade em Saúde e por ser um modelo consolidado e reconhecido, concebido para um sistema público de saúde, de organização semelhante ao português, e destinatários idênticos em temos demográficos e epidemiológicos.
O Bloco Operatório do Centro Hospitalar Barreiro Montijo iniciou o processo de acreditação em Outubro de 2015, passando pelas fases de adesão, autoavaliação e auditoria externa, obtendo o reconhecimento e certificação no mês de Janeiro.
"Este é um trabalho de muitos anos. Estou aqui à frente do bloco deste 2003 e temos feito um processo de evolução de procedimentos, com ferramentas que tornam este serviço bem organizado. Quando, em 2015, tivemos este desafio por parte da administração para avançar para a certificação, nós percebemos a complexidade do processo, mas aceitámos", disse à Lusa Dina Clemente, enfermeira coordenadora do Bloco Operatório e do projeto.
A responsável explicou que o processo, que englobou áreas como a gestão, o suporte e a assistencial, foi complicado e originou mesmo momentos de conflito.
"Foi muito exigente e tivemos até momentos de conflito. Tudo foi levado a bom porto e foi um sucesso, mas foi muito difícil. Foram 1370 documentos submetidos neste processo e isso diz muito sobre o trabalho efetuado. Tínhamos que conseguir atingir todos os objetivos obrigatórios e 70 por cento dos não obrigatórios para conseguir a certificação", defendeu a responsável.
Após a obtenção da acreditação, segue-se a última fase, designada de "seguimento", que consiste numa continuação do processo de autoavaliação e tem uma vigência de cinco anos, com o objetivo de garantir que a organização mantém e melhora as boas práticas e as condições que lhe permitiram obter a acreditação.
"É uma fase de acompanhamento e de três em três meses vamos enviando as auditorias tal como o previsto, para verem que continuamos a proceder de igual forma. A nossa base de dados vai mesmo ser colocada na plataforma, para que possa ser replicada, pois foi muito elogiada", salientou Dina Clemente.
Para além do Bloco Operatório do Centro Hospitalar Barreiro Montijo, existe apenas mais um certificado no mesmo modelo em Portugal, mas num hospital privado.
Ao longo do ano de 2016, o Bloco Operatório do Centro Hospitalar Barreiro Montijo realizou 3536 cirurgias.


Agência de Notícias com Lusa

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