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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Arte Xávega da Costa de Caparica é património nacional

Pesca tradicional na Costa de Caparica entra no Inventário Nacional do Património Cultural

A Arte Xávega, um tipo de pesca tradicional na Costa de Caparica, em Almada, foi inscrita no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, de acordo com a publicação, na semana passada, em Diário da República. De acordo com a Câmara de Almada, a inscrição da Arte Xávega local no Património Cultural Imaterial do país potenciaria "a promoção cultural, a salvaguarda do património, a defesa de uma atividade económica de significativa expressão, e a divulgação e promoção turística desta região, fatores que são fortemente suscetíveis de representar um impacto económico muito positivo em todo o tecido económico e social da Costa de Caparica e de Almada".
Arte Xávega continua a atrair pescadores e turistas à Costa 

"A Diretora-Geral do Património Cultural decidiu favoravelmente sobre o pedido de inscrição da Arte Xávega (Costa da Caparica, Almada) no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, apresentado pelo Município de Almada", refere o Diário da República.
A Arte Xávega trata-se de uma técnica de pesca tradicional que consiste na utilização de uma rede de cerco envolvente que é lançada no mar e depois puxada para terra.
Outro dos motivos para a decisão hoje publicada foi "a importância de que se reveste esta manifestação do património cultural imaterial pela sua profundidade histórica e evidente relação com práticas homólogas de outras comunidades piscatórias em Portugal, designadamente no litoral Centro e Norte".
Segundo a publicação, as técnicas deste tipo de pesca são transmitidas entre gerações dos dois núcleos piscatórios da comunidade da Costa da Caparica, tendo sido efetuadas diligências pela autarquia de Almada com o objetivo da sua inventariação.
"A inventariação da manifestação do património imaterial em apreço é objeto de revisão ordinária em períodos de 10 anos, sem prejuízo de revisão em período inferior sempre que sejam conhecidas alterações relevantes, sendo que qualquer interessado pode suscitar, a todo o tempo, a revisão extraordinária do registo de inventariação", concluiu.
O processo iniciou-se em 2015 com o pedido de inscrição da Câmara de Almada à Direção-Geral do Património Cultural, que abriu a consulta pública entre 3 de Agosto e 11 de Setembro desse ano.
De acordo com uma deliberação da Assembleia Municipal de Almada, datada de 25 de setembro de 2015, a inscrição da Arte Xávega local no Património Cultural Imaterial do país potenciaria "a promoção cultural, a salvaguarda do património, a defesa de uma atividade económica de significativa expressão, e a divulgação e promoção turística desta região, fatores que são fortemente suscetíveis de representar um impacto económico muito positivo em todo o tecido económico e social da Costa de Caparica e de Almada".

Agência de Notícias com Lusa

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