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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Um dos agressores de Almada pode ser julgado como adulto

Suspeitos de agredirem jovem ouvidos dois meses depois

Os menores suspeitos de terem agredido violentamente um jovem de 15 anos, em Almada, foram esta quarta-feira ouvidos pela primeira vez pelo Ministério Público, mais de dois meses depois das agressões. Os dados apurados pela SIC mostram que a investigação esteve praticamente adormecida durante todo este tempo. A lentidão começou logo no início do processo, com a participação do crime a demorar uma semana a chegar da PSP ao Ministério Público de Almada, por ter seguido por correio. A maioria dos suspeitos das agressões tem menos de 16 anos e um dos presumíveis autores já terá 16 anos, anunciou o Ministério Público, o que pode ser julgado como adulto. A vítima revela que as agressões se deveram a “um amor de Verão mal resolvido”.
PSP recebeu a queixa das agressões em Novembro 

O rapaz que foi brutalmente espancado por um grupo de jovens, em Almada, revela que as agressões se deveram a “um amor de Verão mal resolvido”. Este jovem de 15 anos quebra o silêncio, em declarações ao Jornal de Notícias, depois de ter sido divulgado, nas redes sociais, um vídeo em que aparece a ser agredido por um grupo de jovens numa praça de Almada, em Setúbal. “Não me lembro de nada. Só me lembro de apanhar o primeiro murro”, revela ao JN o rapaz que é estudante da Escola Profissional de Almada, onde tira um curso de Informática.
Identificado como Rodrigo, nome fictício, o adolescente diz que ficou “inconsciente” e que ainda se levantou, mas que desmaiou de seguida (o que não ficou registado no vídeo divulgado na Internet).
Rodrigo refere que foi “um amigo que estava por perto” que o levou “até à esquadra da PSP de Corroios” e que terão sido os agentes a contactar a mãe que é “médica num hospital privado”, frisa o jornal.
Curtes de Verão com consequências graves
O jovem, que foi hospitalizado e diagnosticado com “um traumatismo craniano“, segundo o JN, justifica as agressões com um desentendimento por causa de uma namorada.
“Tive umas curtes com uma rapariga no Verão e depois de o ano lectivo começar, ela começou a namorar com outro rapaz”, conta Rodrigo ao diário, evidenciando que continuaram a trocar mensagens. O novo namorada da jovem “meteu na cabeça que eu me andava a meter com ela”, acrescenta.
O principal agressor que se vê no vídeo frequenta a Escola Emídio Navarro, também em Almada, e Rodrigo diz que lhe enviou “várias mensagens” a pedir desculpa.
A mãe do rapaz já tinha dito na TVI que um dos agressores enviou ao filho uma mensagem “a desejar um ano de 2017 em paz e que o desculpasse e a rapariga que estava a filmar também”.

Um dos agressores pode ser julgado como adulto

A maioria dos suspeitos das agressões tem menos de 16 anos e um dos presumíveis autores já terá 16 anos, anunciou o Ministério Público.
Em nota publicada na sua página da Internet, a Procuradoria da Comarca de Lisboa  indica que abriu um inquérito ao caso, no início de Novembro.
“Tendo-se apurado, após identificação, que um dos suspeitos já terá 16 anos, sendo imputável penalmente, o inquérito prosseguirá quanto a este. Quanto aos restantes suspeitos, apurou-se que têm menos de 16 anos, pelo que o Ministério Público decidiu instaurar, relativamente a estes, um inquérito tutelar educativo no Tribunal de Família e Menores”, explica a Procuradoria da Comarca de Lisboa , frisando que este é o ponto de situação neste momento.
A comissária Maria do Céu, do Comando Distrital de Setúbal da PSP, disse anteriormente à agência Lusa que foram identificados e ouvidos os quatro jovens que aparecem a agredir o adolescente, todos com cerca de 15 anos, e que se “está a tentar identificar também todos os jovens que assistiam e que nada fizeram para tentar impedir as agressões“.
A vítima foi violentamente espancada por outros jovens, enquanto um deles filmava as agressões, que agora estão a circular nas redes sociais na Internet.
O inquérito corre termos no Departamento de Investigação e Acção Penal de Almada e, nesta investigação, o Ministério Público é coadjuvado pela PSP.

Agência de Notícias com Lusa 

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